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No episódio mais recente do InovaTalks, recebemos Rafael Rez, especialista em marketing de conteúdo, consultor, professor e autor, para uma conversa aprofundada sobre os caminhos que o marketing vem tomando em um cenário marcado por excesso de automação, aceleração tecnológica e busca constante por atalhos.
Ao longo do episódio, Rafael compartilha uma visão construída a partir de quase três décadas de atuação no digital, conectando comportamento humano, conteúdo, estratégia e o uso crescente da inteligência artificial no marketing.
Um dos principais eixos do episódio é a comoditização do marketing e do conteúdo. Ao longo da conversa, surge a reflexão de que, à medida que práticas digitais se popularizaram, muitas estratégias passaram a ser conduzidas como execuções automáticas de canais, orientadas por fórmulas prontas e replicação de formatos.
Nesse contexto, o conteúdo tende a perder profundidade e função estratégica, deixando de educar, provocar e conduzir o público ao longo da jornada. O excesso de produção, sem clareza de intenção, contribui para um ambiente onde tudo se parece — e pouco se diferencia.
Outro tema central do episódio é o papel da inteligência artificial no marketing atual. A conversa explora como a IA acelera processos, organiza informações e reduz esforço operacional, mas também como seu uso indiscriminado pode estimular decisões cada vez mais automáticas.
O debate aponta para o risco de transferir critérios, análises e escolhas estratégicas para sistemas baseados em padrões e recorrências, diminuindo o espaço para julgamento, contexto e pensamento crítico. Em vez de ampliar diferenciação, a tecnologia pode acabar reforçando o senso comum.
Ao longo do episódio, fica evidente que não existem playbooks universais capazes de garantir crescimento previsível em um ambiente caótico e altamente competitivo. A conversa reforça que diferenciação não nasce de atalhos, mas de fundamentos sólidos.
Entre os pontos discutidos estão:
Sem esses elementos, estratégias de marketing tendem a se tornar superficiais e facilmente copiáveis.
O episódio também aborda o uso recorrente do termo “humanização” no marketing. A reflexão apresentada questiona o uso do conceito como discurso e reforça que conexões reais com o público surgem como consequência de decisões consistentes, posicionamento claro e proximidade genuína com o cliente.
Humanizar não é um recurso estético, mas um reflexo da forma como marcas pensam, se posicionam e atuam no mercado.
O episódio reforça um princípio central da PX/BRASIL:
Em um ambiente orientado por velocidade e atalhos, profundidade, clareza e consistência se tornam diferenciais competitivos reais.
InovaTalks | Marketing de Atalhos: Profundidade em Risco
Rico Araujo
By InovaTalksNo episódio mais recente do InovaTalks, recebemos Rafael Rez, especialista em marketing de conteúdo, consultor, professor e autor, para uma conversa aprofundada sobre os caminhos que o marketing vem tomando em um cenário marcado por excesso de automação, aceleração tecnológica e busca constante por atalhos.
Ao longo do episódio, Rafael compartilha uma visão construída a partir de quase três décadas de atuação no digital, conectando comportamento humano, conteúdo, estratégia e o uso crescente da inteligência artificial no marketing.
Um dos principais eixos do episódio é a comoditização do marketing e do conteúdo. Ao longo da conversa, surge a reflexão de que, à medida que práticas digitais se popularizaram, muitas estratégias passaram a ser conduzidas como execuções automáticas de canais, orientadas por fórmulas prontas e replicação de formatos.
Nesse contexto, o conteúdo tende a perder profundidade e função estratégica, deixando de educar, provocar e conduzir o público ao longo da jornada. O excesso de produção, sem clareza de intenção, contribui para um ambiente onde tudo se parece — e pouco se diferencia.
Outro tema central do episódio é o papel da inteligência artificial no marketing atual. A conversa explora como a IA acelera processos, organiza informações e reduz esforço operacional, mas também como seu uso indiscriminado pode estimular decisões cada vez mais automáticas.
O debate aponta para o risco de transferir critérios, análises e escolhas estratégicas para sistemas baseados em padrões e recorrências, diminuindo o espaço para julgamento, contexto e pensamento crítico. Em vez de ampliar diferenciação, a tecnologia pode acabar reforçando o senso comum.
Ao longo do episódio, fica evidente que não existem playbooks universais capazes de garantir crescimento previsível em um ambiente caótico e altamente competitivo. A conversa reforça que diferenciação não nasce de atalhos, mas de fundamentos sólidos.
Entre os pontos discutidos estão:
Sem esses elementos, estratégias de marketing tendem a se tornar superficiais e facilmente copiáveis.
O episódio também aborda o uso recorrente do termo “humanização” no marketing. A reflexão apresentada questiona o uso do conceito como discurso e reforça que conexões reais com o público surgem como consequência de decisões consistentes, posicionamento claro e proximidade genuína com o cliente.
Humanizar não é um recurso estético, mas um reflexo da forma como marcas pensam, se posicionam e atuam no mercado.
O episódio reforça um princípio central da PX/BRASIL:
Em um ambiente orientado por velocidade e atalhos, profundidade, clareza e consistência se tornam diferenciais competitivos reais.
InovaTalks | Marketing de Atalhos: Profundidade em Risco
Rico Araujo