“Não há nenhum amor exceto O de Deus.”
A atenção do observador e do tomador de decisão é novamente conduzida a não equivocar-se da sua realidade.
Essa lição é um passo gigantesco nesta jornada de consciência.
Se essa declaração for verdadeiramente compreendida e aceita, o foco do observador ajustar-se-a para a Verdade da existência, bem como o seu desejo em reconhecer-se apenas na realidade que compartilhamos com Deus através da unidade de Seu único Filho.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus.”
Então, a partir do desejo dos separados em ajustar o foco para autoreconhecer-se o Cristo, o tomador de decisão usará todas as ilusões da mente como ferramentas de perdão.
Uma única meta: despertar no Amor de Deus.
Basta chamar pelo Nome de Deus com devoção, a nossa única realidade, e toda a tentação desaparecerá.
Uno-me agora com todos no verdadeiro Amor.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus”.
A nós, as consciências fragmentadas, so é pedido que reconheça o falso como irreal.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus”, não há outra realidade além da que o Pai ao estender-se ofereceu ao Cristo.
Para tanto, Jesus hoje nos leva a usar o contraste e observar o amor no mundo.
É por isso que estamos sempre em uma sensação basal de alerta, como se algo sempre pudesse acontecer sem o nosso controle. E sendo assim, tentamos nós mesmos antecipar-se às cenas com medo.
Devido a crença de separação vamos sempre analisar, comparar, desconfiar, organizar e questionar os motivos dos outros sob os nossos. Essa expressão acontece na consciência equivocada da sua realidade.
Ela está sempre alerta para as barganhas que necessita fazer pelo amor.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus.”
O ego confunde o hedonismo — o prazer através do corpo — com amor, paz e alegria, e assim, ilusoriamente sente-se seguro.
O amor no mundo não é real e não é eterno porque nasce da falta.
O amor hedonista surge, cresce e morre dos conflitos da separação e das vontades das crenças.
O amor dos separados não é sentido, ele é percebido por necessidades provisionais para a estada da imagem na ilusão e com isso a confirmação e a reencenação da separação é continuada.
É por isso que o ego tem classificações para o amor: o amor de mãe é maior que o romântico, o amor pela esposa é diferente do amor pela amante, o amor pelo filho sobressai-se aos outros e exige condições diferentes de amar o marido.
O amor do ego estabelece níveis, regras e condições.
No mundo o que aprendemos como amor são alianças baseadas na satisfação dos indivíduos, desejos de crenças confirmados por corpos.
Se você acredita que o amor poder ser conquistado no mundo, através de coisas, pessoas ou de alguma forma específica, então, quem é você nesse fluxo: o doador ou o recebedor? O amor surge a partir de você, ou para você?
O amor no mundo tem como fonte a culpa.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus.”
Deus é a única Fonte da vida e também do Amor real, onde todos os atributos para o Seu Filho permanecem imutáveis.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus”, porque no Amor de Deus não há outra experiência além da completude entre Pai e Filho.
O Filho é a imagem e semelhança de Deus — Amor Perfeito.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus”, e no Céu não aprende-se o Amor, não recebe-se o Amor ou ganha-se o Amor.
Na Mente de Deus o Filho É o Amor, o Reino de Deus, e essa é a natureza da Sua criação.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus.”
É por isso que para Deus nenhum Filho é reconhecido fora do Cristo e do Céu.
Deus comunica-se com Cristo e não conhece nada além da totalidade. Deus não conhece o filho separado em fragmentos.
Por isso não podemos partilhar o Amor do Céu entre os separados, porque Ele só ocorre na unidade e na lembrança da totalidade.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus”.
Aceitar a Expiação é aceitar ser um reflexo do Amor do Céu.
“Não há nenhum amor exceto O de Deus.”
Inspiração - Um Curso em Milagres.