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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari destaca “Medea”, de Sêneca, em cartaz no Sesc Consolação até 15 de março, com direção de Gabriel Villela. A montagem parte da versão escrita nos primeiros anos do cristianismo e mergulha na face mais cruel do mito eternizado por Eurípides. Aqui, a história da mulher que trai a própria família por amor a Jasão e, depois, tomada pelo ódio, executa uma vingança devastadora, ganha contornos ainda mais duros.
O espetáculo apresenta uma Medéia fragmentada em três vozes: Rosana Stavis surge como a narradora que antecipa a explosão final; Mariana Muniz encarna a face mística da personagem; e Walderez de Barros relata friamente os atos sangrentos que culminam na morte de Creusa, do rei Creonte e dos próprios filhos.
Concebida por Villela, a encenação está centrada na palavra, “mastigada e pronunciada pelo elenco impecável em tons trágicos”, em contraste com os diálogos coloquiais. A cenografia de J. C. Serroni cria um ambiente de ruínas gregas envelhecidas e grandes cortinas que envolvem o espaço cênico, enquanto figurinos e máscaras suntuosos, com toques de dourado, reforçam o peso dramático da tragédia. “Cruel, como cruéis são os dias que vivemos, de falsidades, vinganças, loucuras e ódios. Mas acima de tudo, um espetáculo fascinante”, conclui o colunista.
By Atilio BariNa coluna desta quarta-feira, Atílio Bari destaca “Medea”, de Sêneca, em cartaz no Sesc Consolação até 15 de março, com direção de Gabriel Villela. A montagem parte da versão escrita nos primeiros anos do cristianismo e mergulha na face mais cruel do mito eternizado por Eurípides. Aqui, a história da mulher que trai a própria família por amor a Jasão e, depois, tomada pelo ódio, executa uma vingança devastadora, ganha contornos ainda mais duros.
O espetáculo apresenta uma Medéia fragmentada em três vozes: Rosana Stavis surge como a narradora que antecipa a explosão final; Mariana Muniz encarna a face mística da personagem; e Walderez de Barros relata friamente os atos sangrentos que culminam na morte de Creusa, do rei Creonte e dos próprios filhos.
Concebida por Villela, a encenação está centrada na palavra, “mastigada e pronunciada pelo elenco impecável em tons trágicos”, em contraste com os diálogos coloquiais. A cenografia de J. C. Serroni cria um ambiente de ruínas gregas envelhecidas e grandes cortinas que envolvem o espaço cênico, enquanto figurinos e máscaras suntuosos, com toques de dourado, reforçam o peso dramático da tragédia. “Cruel, como cruéis são os dias que vivemos, de falsidades, vinganças, loucuras e ódios. Mas acima de tudo, um espetáculo fascinante”, conclui o colunista.