Na coluna desta quarta-feira (10), Atílio Bari comenta dois espetáculos em cartaz na capital paulista que celebram a trajetória de Rita Lee (1947-2023), uma das artistas mais influentes da música brasileira. Autora de canções que atravessaram gerações, como “Ovelha negra”, a cantora rompeu padrões de comportamento, moda e música, tornando-se símbolo de irreverência e liberdade. “Sempre autêntica, sempre sendo a personagem dela mesma: Rita Lee”.
O colunista relembra momentos marcantes de sua carreira, desde os tempos em que foi subestimada pelos colegas dos Mutantes até o sucesso estrondoso de sua trajetória solo. Nem mesmo a repressão da ditadura militar conseguiu conter sua personalidade irreverente. Nos últimos anos de vida, “mesmo abalada e isolada do mundo, Rita continuava a ser uma provocadora indomável”, característica que a acompanhou ao longo de toda a vida.
Em “Rita Lee: balada da louca”, em cartaz no Teatro Faap, Lilia Cabral interpreta a cantora na fase final da vida. O monólogo baseado no livro “Rita Lee – outra autobiografia” aborda temas como amor, doença e finitude, sempre sob a perspectiva corajosa e bem-humorada que marcou a vida da Rainha do Rock.
Já “Rita Lee – uma autobiografia musical” está em cartaz no Teatro Porto, com Mel Lisboa no papel principal. A montagem em cartaz há mais de um ano percorre a trajetória da cantora e seus maiores sucessos, permanecendo em temporada até agosto no Teatro Porto.
Atílio Bari é idealizador e apresentador do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.