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Na coluna desta quarta-feira (01), Atílio Bari comenta o musical “Norma Bengell, o Brasil em Revista”, em cartaz no Teatro Sesi-SP. O texto narra a trajetória da célebre atriz, cantora, compositora, roteirista e cineasta, vivida no palco por Amanda Acosta. A artista, como define Atílio, foi uma musa do cinema e do teatro brasileiros, tendo atuado em mais de 40 filmes e em mais de 20 produções teatrais.
O colunista destaca os pontos de enfoque da peça, que, segundo ele, “aborda os momentos mais marcantes da vida dessa atriz de personalidade forte e de atitudes corajosas. Seus embates com a ditadura militar, seu engajamento nas questões de gênero, bem como as dificuldades que enfrentou durante a vida e a carreira. E seus relacionamentos, com os atores Alain Delon, Gabrielle Tinti e outros, vários outros”.
O espetáculo tem música ao vivo e reúne um elenco com nomes como Leticia Coura, Luciana Carnieli e Paulo de Pontes. A direção é de Aimar Labaki, também autor do texto. Atílio encerra afirmando que a montagem é “uma merecida homenagem a essa figura controversa, símbolo de uma época, e um registro da história do nosso país a partir dos anos de 1950”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.
*Estagiária sob supervisão de Cirley Ribeiro. MTB 832/SC
Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari fala sobre o teatro infantil, gênero que ele define como “uma ponte entre o mundo real e o universo da imaginação”. “Nestes tempos em que as telas dominam a atenção dos pequenos desde a mais tenra idade, o teatro oferece uma experiência viva, sensorial e humana. Ele não apenas tem o dom de divertir, encantar e seduzir, como também é transformador, pelo poder de gerar identificação, em que a criança se transporta para as situações que acontecem em cena, espelha-se nelas, pensa sobre elas.”
O colunista destaca grandes nomes das artes cênicas, como o russo Constantin Stanislavski, mundialmente conhecido pelo seu sistema de atuação para atores e atrizes, e defensor da ideia de que “o teatro para crianças deve ser como o de adultos, só que melhor”. Atílio também cita o casal brasileiro Tatiana Belinky e Julio Gouveia, percussores do teatro infantil feito com dignidade e respeito. Autora dos sucessos “Pluft, o Fantasminha” e “A Bruxinha Que Era Boa”, a mineira Maria Clara Machado também foi lembrada.
Dado o tema, não poderiam ser deixadas de lado as produções da TV Cultura. Clássicos como “Castelo Ra-Tim Bum”, “Cocoricó” e “Mundo da Lua” e constituem, na opinião de Atílio, o melhor da produção brasileira para crianças e jovens. Ele encerra chamando atenção para uma versão para o palco de outro programa infantil de grande sucesso: o “Quintal da Cultura”.
O espetáculo “A Incrível Viagem do Quintal”, em cartaz até setembro no Teatro Liberdade, apresenta os personagens Osório, Dorotéia, Ludovico e Ofélia em uma viagem pelas cinco regiões do país em busca de um RG perdido. No caminho, eles se deparam com as manifestações artísticas, os costumes e a cultura popular de cada lugar.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.
Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari fala sobre “Drácula – um terror de comédia”, texto de Gordon Greenberg e Steven Rosen adaptado para os palcos brasileiros. O ator Tiago Abravanel dá vida ao semi-morto Conde Drácula. Nascido de narrativas populares do século XV, o vampiro apareceu pela primeira vez na obra do escritor irlandês Bram Stoker, no século XIX. Desde então, a figura foi reproduzida, parodiada e homenageada incontáveis vezes na cultura pop.
No espetáculo dirigido por Ricardo Grasson e Heitor Garcia, a história do corretor de imóveis que procura o taciturno conde para fechar um grande negócio se repete, mas com um tom diferente. “As confusões e trapalhadas que acontecem em cena levam a comédia às raias dos antigos e impagáveis pastelões – uso esse termo com cuidado e muito respeito por esse estilo de comédia, em que o ator é um elemento fundamental para que tudo funcione como uma maquininha de gerar riso”, na definição de Atílio.
Para o colunista, a obra, que se assemelha a adaptações como o satírico “Drácula, morto, mas feliz”, de Mel Brooks, e “Draculinha”, peça infantil de Carlos Queiroz Telles, é “uma comédia com letras maiúsculas, que cumpre magnificamente a sua proposta de levar o público às gargalhadas”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari volta a mencionar o Padre António Vieira, um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória. “Diante de uma audiência formada por figuras proeminentes da corte, juízes, ministros e que tais, Padre Vieira desatou o verbo e pôs-se a falar de ladrões e de seus roubos, e concluía afirmando, com ironia, que “roubar pouco é crime, mas roubar muito é grandeza”, diz o colunista.
O religioso afirmava que “roubar sem ter poder faz o pirata, roubar com poder faz o Imperador”, em crítica à corrupção e à impunidade, especialmente entre as elites e autoridades da época. “Há os ladrões que roubam uma pessoa, surrupiam um pescado na feira ou um leite em pó no mercado, e se arriscam por isso. E há os ladrões que pilham as cidades, os estados, o país, e pouco lhes acontece, ou nada. Na época de Vieira, o ladrão sem poder era enforcado, o ladrão com poder mandava enforcar”.
Atílio chama a atenção de governantes corruptos, desviadores do dinheiro público, funcionários espertinhos e fornecedores mal-intencionados: “acautelai-vos, porque Vieira garante que as vossas vidas após a morte serão entre labaredas, pois roubais daqueles que não têm poder. Ao invés de cuidarem dos seus rebanhos, como os pastores, os roubam, como os lobos”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari comenta a série “Kaos”, da Netflix. “Trata-se de um mergulho insolente e fascinante na mitologia grega, com seus deuses, semideuses e heróis. Insolente porque essas entidades mitológicas aparecem na série de uma forma bastante escrachada, mas sem perder as suas auras de celebridades mitológicas”.
Zeus, interpretado por Jeff Goldblum, descrito como “onipotente e ao mesmo tempo inseguro”, está preocupado com a queda da sua popularidade e recorre aos demais deuses com medo de perder seu status divino. O colunista destaca o papel das outras divindades na trama, como Prometeu, “companheiro em outras épocas, e agora preso a um penhasco onde uma águia vem lhe bicar o fígado todos os dias” e Dionísio, “apaixonado pelos mortais, um tanto avoado e alheio ao desejo de vingança de Zeus contra a humanidade”.
Para Atílio, “Kaos é uma série irreverente, com momentos de crueldade explícita, humor negro, politicagem, amor, fúria, e expõe os vícios, fraquezas e ambições desses deuses todos. Que já estão lá, na origem, na própria mitologia criada pelo povo grego, e que espelhavam, no Olimpo, as belezas e os horrores da humanidade, presentes também aqui, na nossa realidade contemporânea, o que nos mostra que continuamos os mesmos e vivemos como os nossos ancestrais”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari comenta o espetáculo “A Mulher da Van”. O texto do autor inglês Alan Bennett ganha vida na interpretação de Nathalia Timberg que, prestes a completar 96 anos, realiza um desejo antigo ao estrelar a peça sobre a história real de uma senhora, acumuladora, que morava dentro de uma van na década de 1970.
“Essa senhora carrega consigo, além das suas tranqueiras, uns mistérios do seu passado. De tempos em tempos ela muda a sua van de lugar, e estaciona sempre na porta de alguma residência. Eis que um dia para na frente da casa do autor do texto, o dramaturgo Allan Benett, e ele, penalizado, a deixa colocar o veículo na sua garagem.”
Para além do tema central, Atílio faz uma ode aos colegas nonagenários da atriz, como Fernanda Montenegro, Othon Bastos, Ary Fontoura e Tony Tornado, para citar alguns. “Dizem que o vinho quanto mais velho melhor. Mas eles não são como o vinho, porque o vinho repousa em tonéis ou garrafas, imóveis, em temperaturas controladas, ao longo de anos e anos, para serem por fim degustados por alguns poucos privilegiados. Para eles, ao contrário, é a agitação dos palcos e dos estúdios, é o desafio de novos personagens que os torna cada vez mais saborosos para o público, nos grandes palcos, para milhares de pessoas numa temporada, ou na TV e no cinema, para milhões.”
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari nos leva à exposição “Tens a Vontade e Ela é Livre”, em cartaz até fevereiro na Estação Pinacoteca. A mostra resgata a obra do artista plástico Flávio Império, que também foi um dos mais reconhecidos cenógrafos e figurinistas do Brasil, tornando se uma figura central para a compreensão da cultura do país nas décadas de 1960 e 1970.
O colunista destaca a parceria entre Flávio e Maria Bethânia, para quem “criou a ambientação cênica e as vestimentas dos shows Rosa dos Ventos, Pássaro da Manhã, e outros mais da Bethânia, e de Gal, e dos Doces Bárbaros e de mais uma porção de artistas desse mesmo quilate”. Entre os destaques da exposição, está a maquete que descreve o projeto que o artista fez para o show Pássaro da Manhã, concebendo um cenário em que Bethânia surge de uma noite escura no fundo e vai gradualmente se aproximando da plateia ladeada por tecidos que representam a alvorada.
Nas palavras de Atílio, Flávio foi “um artista que soube traduzir em cena e na sua obra gráfica e de pintura os tempos sombrios da ditadura militar no Brasil, período em que realizou os seus trabalhos mais representativos, mais críticos e engajados, mas sem jamais esquecer as belezas e sensualidade do nosso povo. Flávio nos emociona com seus traços, suas cores, seu poder de traduzir o que nos parece intraduzível”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari comenta a peça “Intimidade indecente”, que faz uma nova temporada no Teatro Renaissance. O espetáculo acompanha Mariano e Roberta — interpretados por Marcos Caruso e Eliane Giardini —, um casal separado lidando com a passagem do tempo, que também é personagem.
Nas palavras de Atílio, o tempo se faz presente no desenrolar da narrativa e no corpo dos atores, que não usam qualquer tipo de maquiagem: “A passagem dos anos está no andar, nos gestos, nas manias que se acentuam. Tudo ali, à nossa frente, sem quaisquer recursos adicionais. Trabalho delicado, conduzido pela direção de Guilherme Leme Garcia”.
O colunista destaca também o texto de Leilah Assumpção, celebrada dramaturga e autora de clássicos contemporâneos como “Fala baixo senão eu grito” e “Roda cor de roda”. “É atemporal, um tanto romântico, um tanto cruel, um tanto amargo, e também muito engraçado. No fundo, uma história de amor em que os protagonistas, com a intimidade construída pelas décadas de convivência, se provocam, se desafiam, se cobram, se criticam, se aproximam, se repelem, até que no fim... bom, é claro que não vou contar o fim”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari comenta o espetáculo musical “Chatô e os Diários Associados - 100 Anos de Paixão”, em cartaz no Teatro Liberdade. A peça apresenta ao público as façanhas da polêmica figura. O texto é de Fernando Morais, biógrafo do magnata das comunicações Assis Chateaubriand, e de Eduardo Bakr, com direção de Tadeu Aguiar. Nas palavras do colunista: “Esse homem foi praticamente tudo o que quis ao longo dos seus 76 anos de vida, iniciados ainda no século 19: jornalista, escritor, advogado, empresário, político, mecenas, imortal da Academia Brasileira de Letras, mulherengo, amigo de muita gente, inimigo de mais gente ainda”.
Interpretado por Stepan Nercessian no palco, Chatô, como o empresário ficou conhecido, criou o maior conglomerado de mídia da América Latina, numa época em que a palavra mídia ainda não era usada entre nós: “No seu auge, os Diários Associados contavam com mais de cem jornais, dezenas de emissoras de rádio e TV, revistas e agências de notícias. Uma das suas criações, a revista O Cruzeiro, chegou a ter uma tiragem de mais de 700.000 exemplares, vendidos em banca, num Brasil em que ainda não havia o hábito da assinatura de jornais e revistas, e mais da metade da população era analfabeta. Trouxe a televisão para o Brasil, com a inauguração da TV Tupi de São Paulo”.
O colunista encerra destacando a importância histórica da trajetória de Chateaubriand: “É uma parte da nossa história, quase um documentário musical, em que desfilam Carmem Miranda, Dalva de Oliveira, Francisco Alves, Mário Lago, Hebe Camargo e outros muitos ídolos pioneiros da comunicação de massa do nosso país. Que bom ver tudo isso no palco, um musical brasileiríssimo [...]”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari comenta o espetáculo “A Médica”, texto do inglês Robert Icke a partir da obra do escritor vienense Arthur Schnitzler, dirigida por Nelson Baskerville. A peça aborda temas sensíveis como religião, racismo e orientação sexual sob a ótica dos “especialistas em todo e qualquer assunto” das redes sociais.
O texto acompanha a Dra. Ruth Wolff, interpretada por Clara Carvalho. Ela é chefe de um departamento especializado em pesquisas sobre o Alzheimer e precisa lidar com o caso de uma adolescente de 14 anos que dá entrada no local por causa de um aborto feito clandestinamente. Quando a médica se recusa a deixar um padre dar a extrema unção à menina, se inicia uma polêmica de proporções gigantescas.
Nas palavras do colunista: “A questão transborda do contexto médico para outros campos de discussão. A doutora não permitiu a entrada do padre porque ela é judia e não entende a importância da presença de um religioso nos momentos finais da vida de uma pessoa católica? Ou será que é porque aquele é um hospital de padrão elevado, e não gosta de atender pacientes que não sejam da elite? Pra complicar a situação, o padre é negro. Ah, então há aí um componente de racismo, certo?”. Ele conclui dizendo: “Uma montagem impactante e corajosa, uma discussão pertinente sobre questões atuais, que afetam cada um de nós e a sociedade como um todo”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
O "Estação Cultura", com apresentação de Madeleine Alves (nas férias de Teca Lima) , vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.
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