Coluna Atílio Bari

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By Atilio BariArtsVisual Arts
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Coluna Atílio Bari episodes

  • Juca de Oliveira deixa legado marcante na dramaturgia brasileira

    Na coluna desta quarta-feira (25), Atílio Bari lamenta a morte de Juca de Oliveira, anunciada no último sábado. Ao longo de décadas, o ator construiu uma trajetória marcante na televisão, no cinema e, sobretudo, no teatro. Entre seus trabalhos mais lembrados estão o filme “O caso dos irmãos Naves”, dirigido por Luiz Sérgio Person, e a potente adaptação de “Rei Lear”, apresentada em forma de monólogo. Sua presença em cena, sempre intensa, consolidou uma carreira admirada por público e crítica.

    Ainda jovem, Juca destacou-se em montagens como Frei Luís de Sousa, ao lado de Aracy Balabanian, e logo iniciou sua carreira profissional, passando pelo Teatro Brasileiro de Comédia e pelo Teatro de Arena. Durante a ditadura militar, enfrentou a repressão e chegou a se exilar na Bolívia com Gianfrancesco Guarnieri. De volta ao Brasil, integrou o elenco de novelas importantes, como “Saramandaia” e “Nino, o italianinho”.

    Com o fim da censura, retornou ao teatro também como dramaturgo, escrevendo peças de grande repercussão, como “Caixa dois” e “Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa”.Seu trabalho abordava temas como corrupção, desigualdade e as contradições da sociedade brasileira. Conhecido pelo humor e pela personalidade afetuosa, costumava brincar que gostava de “se reunir com amigos para tomar vinho e falar mal de quem não estivesse presente”. Juca de Oliveira deixa um legado duradouro na cultura nacional, com personagens, reflexões e uma dedicação profunda ao teatro que seguem vivos na memória do público.

    5 min
  • Agro e poder viram alvo crítico na Agropeça teatral

    Na coluna de hoje, o agronegócio é apresentado como uma força dominante não apenas na economia brasileira, mas também na cultura e no imaginário popular, impulsionado por campanhas que repetem o lema “o agro é pop”. Esse poder econômico e simbólico ultrapassa o campo e se espalha pela música, pela moda e pelo comportamento, consolidando o chamado “agronejo” e suas variações.

    O grupo Teatro da Vertigem propõe uma reflexão crítica com o espetáculo “Agropeça”, ambientado em uma arena de rodeio e inspirado no universo do “Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato, ressignificado sob uma perspectiva maisdura. A montagem reconstrói os personagens: Pedrinho surge como um homem conservador e machista, Narizinho questiona a exploração de Tia Anastácia, o Visconde representa o capital estrangeiro e Emília, além de objeto de desejo, assume o papel de denúncia social.

    Encenado em um espaço ligado ao MST, o espetáculo adota um tom crítico que, por vezes, pode soar unilateral, mas ganha força ao incorporar elementos de festa de rodeio, com música, religiosidade e figuras políticas. Com direção de Antonio Araújo e destaque para Tenca Silva no papel de Emília, Agropeça se apresenta como “uma experiência e tanto”, ao tensionar o universo agro em suas múltiplas dimensões.

    5 min
  • Mostra internacional de teatro movimenta São Paulo

    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari destaca a 11ª edição da “Mostra internacional de teatro de São Paulo”, em cartaz até 15 de março. A iniciativa retoma o espírito dos históricos festivais organizados entre as décadas de 1970 e 1990 pela produtora e atriz Ruth Escobar, que trouxe ao Brasil encenadores e companhias de várias partes do mundo. A MIT SP foi criada em 2014 pelo diretor Antonio Araújo e pelo produtor cultural Guilherme Marques, com colaboração de Raphael Steinhauser e uma ampla equipe, resgatando essa tradição de intercâmbio artístico internacional.

    Mais do que trazer espetáculos estrangeiros, o evento também promove processos criativos, performances, debates e ações pedagógicas, reunindo produções internacionais e trabalhos de várias regiões do Brasil. A abertura da Mostra apresentou “História da violência”, adaptação da obra do escritor francês Édouard Louis, em uma encenação vinda da Alemanha que aborda temas como racismo, homofobia e relações familiares. A trama acompanha um jovem que leva para casa um homem de origem argelina e vê a relação afetiva inicial se transformar em um episódio de extrema violência.

    Outro destaque da programação é “Quem matou meu pai”, também baseado na obra de Édouard Louis, em cartaz até sexta-feira no Teatro Paulo Autran. No espetáculo, o próprio autor revisita sua relação conturbada com o pai alcoólatra e violento, enquanto discute temas como desigualdade social e preconceito na França contemporânea. Com uma programação extensa — confira em mitsp.org —, que inclui espetáculos, debates, performances e atividades gratuitas espalhadas por diversos espaços da cidade, a MIT-SP segue consolidando seu papel como um dos eventos mais importantes do teatro em São Paulo.

    5 min
  • Medea de Sêneca: paixão, ódio e a ambiguidade humana

    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari destaca “Medea”, de Sêneca, em cartaz no Sesc Consolação até 15 de março, com direção de Gabriel Villela. A montagem parte da versão escrita nos primeiros anos do cristianismo e mergulha na face mais cruel do mito eternizado por Eurípides. Aqui, a história da mulher que trai a própria família por amor a Jasão e, depois, tomada pelo ódio, executa uma vingança devastadora, ganha contornos ainda mais duros.

    O espetáculo apresenta uma Medéia fragmentada em três vozes: Rosana Stavis surge como a narradora que antecipa a explosão final; Mariana Muniz encarna a face mística da personagem; e Walderez de Barros relata friamente os atos sangrentos que culminam na morte de Creusa, do rei Creonte e dos próprios filhos.

    Concebida por Villela, a encenação está centrada na palavra, “mastigada e pronunciada pelo elenco impecável em tons trágicos”, em contraste com os diálogos coloquiais. A cenografia de J. C. Serroni cria um ambiente de ruínas gregas envelhecidas e grandes cortinas que envolvem o espaço cênico, enquanto figurinos e máscaras suntuosos, com toques de dourado, reforçam o peso dramático da tragédia. “Cruel, como cruéis são os dias que vivemos, de falsidades, vinganças, loucuras e ódios. Mas acima de tudo, um espetáculo fascinante”, conclui o colunista.  

    6 min
  • Alô, alô marciano, procuro sinais de vida inteligente

    Na coluna desta quarta-feira (25), Atílio Bari comenta a peça “CHOQUE! Procurando sinais de vida inteligente”, em cartaz até 29 de março no Teatro FAAP. Com direção de Gerald Thomas, que interveio no texto original escrito por Jane Wagner, a obra se estabelece como uma reflexão sobre as contradições humanas, o papel da mulher na sociedade e os dilemas da vida contemporânea. Todos os personagens da encenação, estruturada como um monólogo múltiplo, são interpretados pela atriz Danielle Winits.

    O colunista se pergunta o que a personagem principal, cercada de sacos de lixo e restos de embalagens de sopa, está buscando. “O que busca o ser humano nesse mundo conturbado em que vivemos, recheado de TikToks que nos enganam, de Instagrams que nos confundem, de burnouts e desesperanças?”. A resposta pode vir do próprio diretor da montagem: Gerald Thomas reflete que os mundos criados por Aldous Huxley e George Orwell eram temidos, mas agora, talvez, por causa dessa epidemia de “influencers”, os jovens estarão, de fato, condenados a desaprender tudo aquilo que a história ensinou. O questionamento deixa de ser sobre a existência de vida inteligente lá fora e passa a ser se há aqui dentro. 

    Na trama, a catadora, Trudy, apresenta diferentes pontos de vista sobre temas como a lógica capitalista e as relações humanas. Para Atílio, Danielle se prova uma atriz “madura, forte, vigorosa, dona absoluta da cena, com sua voz potente e suas expressões e gestuais desconcertantes”.


    Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.

    _________

    Estação Cultura
    De segunda a sexta, das 10h às 12h, na Cultura FM
    Produção e reportagem: Cirley Ribeiro
    Apresentação: Teca Lima


    Rádio Cultura FM
    103,3 MHz
    https://cultura.uol.com.br/radio/
    APP – CULTURA PLAY

    5 min
  • Justiça, violência e o motociclista no globo da morte

    Até que ponto uma violência descabida pode nos levar a cometer atitudes impensadas?

    É a pergunta que Atílio Bari lança aos ouvintes na coluna desta quarta-feira (11). No episódio, o colunista fala sobre o espetáculo “O motociclista no globo da morte”, em cartaz no Teatro Vivo até 29 de março. A história de Antônio, vivido por Eduardo Moscovis, coloca um homem tranquilo, pacato e sensato diante de uma situação de injustiça e violência.

    A trama apresenta uma situação semelhante a um caso de brutalidade que comoveu o país: o caso do cão Orelha. No espetáculo, um homem agressivo, ressentido pela rejeição de uma garçonete, decide descontar a fúria em um cachorro de rua que costuma andar pela região. O que ele faz com o animal causa uma revolta no protagonista que, até então, era apenas espectador da barbárie, armado de um princípio que o isenta de responsabilidade, definido pelo colunista como: “não é comigo, não tenho nada com isso”.

    Com texto de Leonardo Netto e direção de Rodrigo Portella, a obra não utiliza artifícios cênicos para contar a história, narrada cruamente por Moscovis, aumentando a perplexidade do espectador. Por fim, Atílio levanta outro questionamento: “aonde pode nos levar essa normalização da agressividade que está afetando os nossos sentimentos e os nossos julgamentos? A violência gera violência? Como diz a peça, somos todos motociclistas num imenso globo da morte, se esquivando dos semelhantes para evitar um desastre”.


    Atílio Bari é idealizador e apresentador do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do Estação Cultura, todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.

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    Estação Cultura
    De segunda a sexta, das 10h às 12h, na Cultura FM
    Produção e reportagem: Cirley Ribeiro
    Apresentação: Teca Lima

    Rádio Cultura FM
    103,3 MHz
    https://cultura.uol.com.br/radio/
    APP – CULTURA PLAY

    6 min
  • A crítica atemporal presente na “Ópera do malandro”

    Em 1978, tempos de ditadura militar no Brasil, a “Ópera do malandro” chegou ao palco do Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro. Uma criação de Chico Buarque, com direção de Luís Antônio Martinez Corrêa, irmão de Zé Celso. Na versão brasileira da “Ópera dos três vinténs”, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht — que, por sua vez, foi inspirada na “Ópera dos mendigos”, de John Gay —, a história se passa na Lapa, famoso bairro boêmio do Rio que, nos anos 1940, entra em processo de decadência. A trama acompanha malandros, prostitutas, contrabandistas, policiais desonestos e empresários inescrupulosos, propondo-se a retratar a sociedade brasileira e denunciar costumes enraizados desde a política até a classe mais baixa.

    Na coluna desta quarta-feira (04), Atílio Bari comenta uma nova versão do espetáculo, cuja crítica que carrega se prova atemporal. A montagem, em cartaz até março no Teatro Renault, apresenta, segundo o diretor Jorge Farjalla, uma nova visão do clássico. “Ressaltou as personagens femininas, ampliou o papel de algumas delas, trouxe a travesti Geni para o centro da trama, trouxe a umbanda, misturou tudo com melodrama, tiroteios, e incorporou canções que não faziam parte da montagem original”.

    Para o colunista, Farjalla “criou um espetáculo grandioso, em que ressalta, mais do que em algumas das montagens anteriores, a face mais hipócrita dos valores da família brasileira. E dos nossos políticos. E das nossas policias. Enfim, do nosso país, corrupto, venal, injusto e violento”. No elenco, Ernani Moraes, Totia Meireles e José Loreto dão vida aos personagens centrais do enredo concebido por Buarque que, claro, está presente na trilha sonora com clássicos como “Geni e o zepelim”, “Folhetim” e “Homenagem ao malandro.


    Atílio Bari é idealizador e apresentador do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do Estação Cultura, todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.

    5 min
  • Os perigos do habitat nosso de cada dia

    Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari fala sobre o espetáculo “Habitat”, em cartaz no Teatro Estúdio. Escrito e estrelado por Rafael Primot, com direção de Lavinia Pannunzio e Eric Lenate, o texto acompanha o drama de Adailton, segurança de um supermercado a quem o patrão dá a ordem de resolver o problema de um cão vira-lata que vai todos os dias ao estabelecimento, causando reclamações por parte da clientela.

    Com medo de perder o emprego, sua única fonte de sustento, Adailton recorre à violência depois de tentar afugentar o cachorro de outras maneiras. Assim como na história real na qual a obra foi inspirada, a cena foi gravada e chegou a uma jornalista que mantém uma ONG de proteção a animais, interpretada por Fernanda de Freitas. O vídeo viraliza e, “a partir daí, desenrola-se um jogo de interesses, hipocrisias e estratégias maquiavélicas. O habitual julgamento das redes sociais é, como quase sempre acontece, implacável, e Adailton passa a ser o monstro do momento”.

    “Habitat” é um retrato doimediatismo com o qual as opiniões são formadas, impulsionado pelas redes sociais. Nas palavras de Atílio: “A violência é o pano de fundo da peça. Não só a violência física praticada pelo segurança em um momento de desespero, mas também a violência de quem detém poderes contra aqueles que são desprovidos de qualquer tipo de defesa”.


    Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.

    O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.

    6 min
  • O ano começa com teatro na cidade de São Paulo!

    Na primeira coluna do ano, Atílio Bari destaca alguns dos espetáculos teatrais que entraram em cartaz na capital paulista no primeiro mês de 2026. Palcos dos mais de 120 teatros espalhados pela cidade que nunca dorme já vibram com a movimentação do público, que lota casas e reafirma o interesse pela arte milenar.

    A primeira produção citada é “Domingo no Parque”, em cartaz no Teatro Claro Mais SP. A obra de Alexandre Heinecke é baseada na música homônima de Gilberto Gil, que relata o triângulo amoroso entre José, o rei da brincadeira, João, o rei da confusão, e Juliana, pivô da tragédia narrada ao som da capoeira. Já “Felicidade”, também inspirada em uma canção — “Vai (Amanhã de Manhã)”, de Tom Zé —, fica até fevereiro no Teatro Sérgio Cardoso. O texto do cartunista Caco Galhardo, com participação e direção musical de Zeca Baleiro, acompanha uma mulher que acorda completamente feliz, sem qualquer motivo.

    Até fevereiro também é possível prestigiar “Mulher em Fuga”, no Sesc 14 Bis, e “A Palma”, no Instituto Capobianco. A primeira, estrelada por Malu Galli, adapta dois livros do francês Édouard Louis sobre a própria mãe; já na segunda, uma atriz é tomada pela amargura porque não conseguiu alcançar o sucesso tão sonhado.

    Por fim, a peça “Dois Patrões” reimagina os eventos de “Arlequim, Servidor de Dois Patrões”, clássico texto da commedia dell’arte escrito por Carlo Goldoni no século XVIII. “Pantaleone surge como um chefão do jogo de bicho, e o criado Arlequim agora se chama Tico Sorriso, um sub empregado sempre faminto, embora tenha dois empregos”. A comédia dirigida por Neyde Veneziano e Giovani Tozi está em cartaz até o dia primeiro de março, no Teatro Itália.


    Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.

    O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.

    6 min
  • Por mais teatro em nossas vidas em 2026

    Na última coluna de 2025, Atílio Bari reflete sobre o fim de ano como um tempo de pausa e retrospectiva. É o momento de revisitar desafios superados, conquistas, encontros e despedidas, além de repensar escolhas, acertos e tropeços ao longo do caminho. A vida, feita de percursos imprevisíveis, convida a esse olhar atento para o que foi vivido e para aquilo que ainda pode vir a ser.

    O colunista destaca a atmosfera singular desse período, em que as luzes que enfeitam ruas e janelas parecem iluminar também as memórias e o interior das pessoas. Gestos simples ganham novos significados, renovam-se esperanças e fortalece-se a crença nas relações humanas e na possibilidade de um país melhor. O fim de ano surge, assim, como um convite à gratidão pelas oportunidades e pelas lições aprendidas, além da promessa simbólica de recomeço.

    Por fim, Atílio ressalta o papel fundamental da arte na construção da sensibilidade e da humanidade, com destaque especial para o teatro. Arte milenar, capaz de reunir todas as outras, o teatro cria mundos imaginários que refletem a realidade, preservam memórias e ampliam horizontes. É por meio dele que nos reconhecemos, nos transformamos e exercitamos a humanidade em seu sentido mais profundo, reafirmando a importância de mantê-lo sempre vivo. Evoé!


    Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.

    O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.

    4 min

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