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Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari volta a mencionar o Padre António Vieira, um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória. “Diante de uma audiência formada por figuras proeminentes da corte, juízes, ministros e que tais, Padre Vieira desatou o verbo e pôs-se a falar de ladrões e de seus roubos, e concluía afirmando, com ironia, que “roubar pouco é crime, mas roubar muito é grandeza”, diz o colunista.
O religioso afirmava que “roubar sem ter poder faz o pirata, roubar com poder faz o Imperador”, em crítica à corrupção e à impunidade, especialmente entre as elites e autoridades da época. “Há os ladrões que roubam uma pessoa, surrupiam um pescado na feira ou um leite em pó no mercado, e se arriscam por isso. E há os ladrões que pilham as cidades, os estados, o país, e pouco lhes acontece, ou nada. Na época de Vieira, o ladrão sem poder era enforcado, o ladrão com poder mandava enforcar”.
Atílio chama a atenção de governantes corruptos, desviadores do dinheiro público, funcionários espertinhos e fornecedores mal-intencionados: “acautelai-vos, porque Vieira garante que as vossas vidas após a morte serão entre labaredas, pois roubais daqueles que não têm poder. Ao invés de cuidarem dos seus rebanhos, como os pastores, os roubam, como os lobos”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.
Na coluna desta quarta-feira, Atílio Bari volta a mencionar o Padre António Vieira, um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória. “Diante de uma audiência formada por figuras proeminentes da corte, juízes, ministros e que tais, Padre Vieira desatou o verbo e pôs-se a falar de ladrões e de seus roubos, e concluía afirmando, com ironia, que “roubar pouco é crime, mas roubar muito é grandeza”, diz o colunista.
O religioso afirmava que “roubar sem ter poder faz o pirata, roubar com poder faz o Imperador”, em crítica à corrupção e à impunidade, especialmente entre as elites e autoridades da época. “Há os ladrões que roubam uma pessoa, surrupiam um pescado na feira ou um leite em pó no mercado, e se arriscam por isso. E há os ladrões que pilham as cidades, os estados, o país, e pouco lhes acontece, ou nada. Na época de Vieira, o ladrão sem poder era enforcado, o ladrão com poder mandava enforcar”.
Atílio chama a atenção de governantes corruptos, desviadores do dinheiro público, funcionários espertinhos e fornecedores mal-intencionados: “acautelai-vos, porque Vieira garante que as vossas vidas após a morte serão entre labaredas, pois roubais daqueles que não têm poder. Ao invés de cuidarem dos seus rebanhos, como os pastores, os roubam, como os lobos”.
Atílio Bari é idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona, da TV Cultura, e também participa do "Estação Cultura", todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção.
O "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 e pelo aplicativo Cultura Play, de segunda a sexta-feira, às 10h.