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A disfunção erétil é definida como a incapacidade persistente de alcançar ou manter uma ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório. Esta condição é extremamente comum e sua prevalência aumenta significativamente com a idade, afetando aproximadamente 40% dos homens aos 40 anos e chegando a cerca de 90% naqueles com mais de 70 anos. Debatemos as causas mais comuns e os tratamentos e modificações de estilo de vida com mais evidências de eficácia.
Referências:
1- Erectile Dysfunction: Update on Clinical Management. Eur Urol. 2025 Oct;88(4):388-399. doi: 10.1016/j.eururo.2025.05.004.
2- Physical activity as an adjunct treatment for erectile dysfunction. Nat Rev Urol. 2019 Sep;16(9):553-562. doi: 10.1038/s41585-019-0210-6.
3- Erectile Dysfunction. Am Fam Physician. 2016 Nov 15;94(10):820-827. PMID: 27929275.
A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição frequente, complexa, definida como uma dor percebida como originária da pelve, com duração de pelo menos seis meses. Geralmente tem causas multifatoriais (como SII, endometriose, disfunção miofascial e comorbidades psicossociais como depressão, ansiedade e histórico de abuso), levando a amplificação dolorosa e hipersensibilização central – uma disfunção no processamento da dor pelo sistema nervoso. O diagnóstico pode ser complexo e a abordagem geralmente deve ser multidisciplinar.
Referências
1- Chronic Pelvic Pain in Women: Evaluation and Treatment. Am Fam Physician. 2025 Mar;111(3):218-229. PMID: 40106288.
2- Myofascial Pelvic Pain: An Overlooked and Treatable Cause of Chronic Pelvic Pain. J Midwifery Womens Health. 2021 Mar;66(2):148-160. doi: 10.1111/jmwh.13224.
3- Myofascial pelvic pain: the forgotten player in chronic pelvic pain. Curr Opin Obstet Gynecol. 2024 Aug 1;36(4):273-281. doi: 10.1097/GCO.0000000000000966.
4- Pelvic Pain of Myofascial Origin in Women: Correlation with Lower Urinary Tract Symptoms. Adv Urol. 2024 Mar 15;2024:5568010. doi: 10.1155/2024/5568010.
5- Pelvic floor myofascial pain severity and pelvic floor disorder symptom bother: is there a correlation? Am J Obstet Gynecol. 2019 Sep;221(3):235.e1-235.e15. doi: 10.1016/j.ajog.2019.07.020.
A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva de força, massa e qualidade muscular, frequentemente associada ao envelhecimento. O diagnóstico moderno prioriza a avaliação da função física e da força em vez de focar apenas na massa muscular, utilizando testes de desempenho e ferramentas de rastreio como o questionário SARC-F. A fisiopatologia revela um desequilíbrio entre processos anabólicos e catabólicos, influenciado por inflamação crônica, disbiose intestinal, disfunção mitocondrial e resistência anabólica. As evidências indicam que a intervenção mais eficaz é o exercício de resistência, que pode ser potencializado por estratégias nutricionais, como o consumo adequado de proteínas e leucina. Além disso, os textos destacam a conexão da sarcopenia com doenças neurodegenerativas, obesidade e diabetes, reforçando a necessidade de uma abordagem terapêutica multidisciplinar.
Referencias:
1- Sarcopenia. Nat Rev Dis Primers. 2024 Sep 19;10(1):68. doi: 10.1038/s41572-024-00550-w.
2- The Diagnosis and Treatment of Sarcopenia and Sarcopenic Obesity. Dtsch Arztebl Int. 2025 Mar 7;122(5):121-126. doi: 10.3238/arztebl.m2025.0004.
3- Sarcopenia in the Aging Process: Pathophysiological Mechanisms, Clinical Implications, and Emerging Therapeutic Approaches. Int J Mol Sci. 2025 Dec 17;26(24):12147. doi: 10.3390/ijms262412147.
4- Sarcopenia and Cardiovascular Diseases. Circulation. 2023 May 16;147(20):1534-1553. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.123.064071.
5- Emerging Targets and Treatments for Sarcopenia: A Narrative Review. Nutrients. 2024 Sep 27;16(19):3271. doi: 10.3390/nu16193271.
6- Nutrition in the prevention and treatment of skeletal muscle ageing and sarcopenia: a single nutrient, a whole food and a whole diet approach. Proc Nutr Soc. 2025 Dec;84(4):340-355. doi: 10.1017/S0029665124007432.
O Guia Alimentar para a População Brasileira é um documento oficial do Ministério da Saúde que estabelece diretrizes para promover o bem-estar e combater doenças crônicas no país. A obra prioriza o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, desencorajando o uso de produtos ultraprocessados que possuem baixo valor nutricional. Além de focar em nutrientes, o guia valoriza as dimensões culturais e sociais do ato de comer, incentivando o compartilhamento de refeições e o desenvolvimento de habilidades culinárias. É considerado uma referência mundial, recomendado pelo OMS e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como um exemplo de inspiração para a elaboração e atualização de diretrizes alimentares por outros países.
Referências
1- https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/@@download/file
2- https://idec.org.br/idec-na-imprensa/guia-alimentar-para-populacao-brasileira-e-um-patrimonio-nacional
O aumento isolado dos níveis séricos de ferritina deve ser interpretado como um reagente de fase aguda, sendo um alerta para processos inflamatórios, doenças hepáticas crônicas (como esteatose hepática), síndrome metabólica e até neoplasias. É importante ressaltar que, na ausência de aumento da saturação de transferrina, a hiperferritinemia não reflete sobrecarga de ferro verdadeira, motivo que não se recomenda sangria nesses casos. A prioridade deve ser a implementação de mudanças no estilo de vida, incluindo perda ponderal, controle dos fatores metabólicos e redução do consumo de álcool.
Referências
1- Investigation and management of a raised serum ferritin. Br J Haematol. 2018 May;181(3):331-340. doi: 10.1111/bjh.15166.
2- Evaluating the association of serum ferritin and hepatic iron with disease severity in non-alcoholic fatty liver disease. Liver Int. 2019 Jul;39(7):1325-1334. doi: 10.1111/liv.14096.
3- Hyperferritinemia in Nonalcoholic Fatty Liver Disease: Iron Accumulation or Inflammation? Semin Liver Dis. 2019 Nov;39(4):476-482. doi: 10.1055/s-0039-1693114.
4- Hemochromatosis: Ferroptosis, ROS, Gut Microbiome, and Clinical Challenges with Alcohol as Confounding Variable. Int J Mol Sci. 2024 Feb 25;25(5):2668. doi: 10.3390/ijms25052668.
O microbioma intestinal é um ecossistema complexo e fundamental para a saúde, que, com sua imensa diversidade, influencia diversos processos fisiológicos. A Disbiose, um desequilíbrio microbiano frequentemente causado por dietas inadequadas e o uso de antibióticos, está intimamente ligada a uma ampla gama de patologias, como doenças renais, gastrointestinais, metabólicas, neurológicos e autoimunes. Pesquisas exploram intervenções terapêuticas, focando no potencial dos probióticos para modular a resposta imune, reduzir a inflamação e reverter o desequilíbrio microbiano.
Referências
1- Gut Microbiota: An Immersion in Dysbiosis, Associated Pathologies, and Probiotics. Microorganisms. 2025 May 7;13(5):1084. doi: 10.3390/microorganisms13051084
2- The Gut Microbiome: A Primer for the Clinician. Am J Gastroenterol. 2024 Jan 1;119(1S):S2-S6. doi: 10.14309/ajg.0000000000002583
3- Insights into Gut Dysbiosis: Inflammatory Diseases, Obesity, and Restoration Approaches. Int J Mol Sci. 2024 Sep 8;25(17):9715. doi: 10.3390/ijms25179715
4- Gut microbiota-driven neuroinflammation in Alzheimer's disease: from mechanisms to therapeutic opportunities. Front Immunol. 2025 Jun 26;16:1582119. doi: 10.3389/fimmu.2025.1582119
5- Unlocking the secrets of the human gut microbiota: Comprehensive review on its role in different diseases. World J Gastroenterol. 2025 Feb 7;31(5):99913. doi: 10.3748/wjg.v31.i5.99913
Esses estudos recém publicados nos mostram que a creatina funciona como uma bateria de reserva (power bank) que melhora a capacidade energética do corpo, traduzindo-se em maior força, melhor desempenho em atividades de alta intensidade e maior capacidade de recuperação. Essas características a tornam útil não apenas para maximizar o desempenho atlético, mas também para combater o declínio funcional associado ao envelhecimento e para auxiliar na recuperação em diversos contextos clínicos.
Referências:
1- Part II. Common questions and misconceptions about creatine supplementation: what does the scientific evidence really show? J Int Soc Sports Nutr. 2025 Dec;22(1):2441760. doi: 10.1080/15502783.2024.2441760
2- Can Dietary Supplements Support Muscle Function and Physical Activity? A Narrative Review. Nutrients. 2025 Nov 6;17(21):3495. doi: 10.3390/nu17213495.
Uma visão abrangente e, por vezes, controversa, sobre a Síndrome Autoimune/Inflamatória Induzida por Adjuvantes (ASIA), também conhecida como Doença de Implante Mamário (BII). Um artigo apresenta um debate aprofundado entre especialistas, onde o Professor Tervaert argumenta a favor de uma relação causal entre implantes mamários de silicone (SBIs) e a síndrome, citando evidências que satisfazem os critérios de Bradford Hill, enquanto o Professor Bassetto discorda, destacando a raridade e os vieses metodológicos nos estudos existentes. Os textos adicionais exploram a ASIA como um grupo de distúrbios imunomediados desencadeados por adjuvantes ambientais, como silicone, metais e vacinas (incluindo as de COVID-19 e HPV), em indivíduos geneticamente suscetíveis. É detalhada a fisiopatologia complexa da ASIA, envolvendo a hiperativação do sistema imunológico e a produção de autoanticorpos, e são mencionadas condições associadas, como Síndrome de Sjögren, Artrite Reumatoide (AR) e Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Por fim, os documentos discutem opções de tratamento, sendo o explante cirúrgico do material indutor e o uso de imunossupressores as principais abordagens, ao mesmo tempo que ressaltam a necessidade de pesquisas futuras para um melhor entendimento e protocolos padronizados.
Referências:
1- Breast implant illness: Is it causally related to breast implants? Autoimmun Rev. 2024 Jan;23(1):103448. doi: 10.1016/j.autrev.2023.103448
2- ASIA Syndrome: State-of-the-Art and Future Perspectives. Vaccines (Basel). 2024 Oct 17;12(10):1183. doi: 10.3390/vaccines12101183
3- Connective Tissue and Autoimmune Diseases Associated With Postsurgical Breast Augmentation: An Updated Review. Cureus. 2024 Sep 12;16(9):e69275. doi: 10.7759/cureus.69275
Orientação clínica abrangente para o diagnóstico e manejo de doenças pericárdicas, em especial da pericardite. O foco principal é a integração da imagem multimodal—incluindo ecocardiografia (TTE), ressonância magnética cardíaca (CMR) e tomografia computadorizada cardíaca (CCT)—para a avaliação precisa da anatomia, inflamação e fisiologia constritiva do pericárdio. Os textos detalham a anatomia pericárdica, as etiologias das doenças e propõem algoritmos de tratamento atualizados, destacando o uso de terapias anti-inflamatórias padrão (AINEs e colchicina) e agentes biológicos mais recentes (anti-IL-1) para casos complexos ou recorrentes de pericardite.
Referencias:
1- 2025 Concise Clinical Guidance: An ACC Expert Consensus Statement on the Diagnosis and Management of Pericarditis: A Report of the American College of Cardiology Solution Set Oversight Committee. J Am Coll Cardiol. 2025 Jul 31:S0735-1097(25)06503-9. doi: 10.1016/j.jacc.2025.05.023
2- Pericardial Diseases: International Position Statement on New Concepts and Advances in Multimodality Cardiac Imaging. JACC Cardiovasc Imaging. 2024 Aug;17(8):937-988. doi: 10.1016/j.jcmg.2024.04.010
3- Management of Acute and Recurrent Pericarditis: JACC State-of-the-Art Review. J Am Coll Cardiol. 2020 Jan 7;75(1):76-92. doi: 10.1016/j.jacc.2019.11.021
Análise da complexa questão da prescrição e desprescrição de opioides para pacientes com dor não oncológica. Uma fonte fornece uma visão clínica abrangente sobre a desprescrição de opioides, destacando a eficácia limitada desses medicamentos para dor crônica e aguda, os riscos associados e a necessidade de uma abordagem personalizada e monitorada para a redução gradual da dose. Outra fonte detalha a Diretriz de Prática Clínica de 2022 do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), que visa promover o manejo seguro e equitativo da dor, enfatizando o uso máximo de terapias não opioides e um processo de descontinuação cuidadoso para evitar danos ao paciente. Por fim, um estudo de ensaio clínico randomizado investiga a eficácia de diferentes estratégias no cuidado primário para reduzir a dose diária equivalente de morfina (MME), concluindo que intervenções mais intensivas direcionadas a clínicos e clínicas tiveram um efeito estatisticamente significativo na diminuição da MME.
Referências
1- Strategies to Deimplement Opioid Prescribing in Primary Care: A Cluster Randomized Clinical Trial. JAMA Netw Open. 2024 Oct 1;7(10):e2438325. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2024.38325
2- Prescribing Opioids for Pain - The New CDC Clinical Practice Guideline. N Engl J Med. 2022 Dec 1;387(22):2011-2013. doi: 10.1056/NEJMp2211040
3- Opioid Deprescribing in Patients with Noncancer Pain. N Engl J Med. 2025 Nov 6;393(18):1833-1842. doi: 10.1056/NEJMcp2414789
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