Memórias de Francisco Pinto Balsemão

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Memórias de Francisco Pinto Balsemão episodes

  • Um Homem à Frente do Seu Tempo: Francisco Pinto Balsemão

    Em dia de aniversário, o Expresso publica na íntegra o áudio da apresentação do livro 'Um homem à frente do seu tempo'. Numa sentida homenagem a Francisco Pinto Balsemão, família, amigos, autores e figuras públicas estiveram reunidos para celebrar o legado de um dos grandes pioneiros da democracia e dos media em Portugal. A conversa, moderada por Francisco Pedro Balsemão, contou com intervenções de José Manuel Durão Barroso, Ângela Silva e Henrique Raposo, que partilharam memórias e reflexões sobre a vida e a curiosidade intelectual de Balsemão. A sessão aconteceu na tarde de 17 de dezembro de 2025.

    Um Homem à Frente do Seu Tempo foi publicado pela Avenida da Liberdade Editores.

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    57 min
  • Francisco Pinto Balsemão (1937-2025): “Não me apetece morrer, mas estou consciente de que o meu comboio está a chegar à estação. Estou preparado para isso”

    Nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1937 e foi no jornalismo e na comunicação que, verdadeiramente, se encontrou a nível profissional: "Ainda hoje me considero jornalista. Tenho carteira profissional, tenho muito orgulho em tê-la, e tem o número 18" disse, em janeiro de 2023, o fundador do Expresso e da SIC ao diretor do semanário, João Vieira Pereira. Deixou-nos hoje, dia 21 de outubro de 2025.

    Estreou-se nestas lides no vespertino Diário Popular, "um jornal que infelizmente já desapareceu", do qual era acionista o seu tio Francisco Pinto Balsemão. Nascido em berço de ouro, mas ciente das responsabilidades sociais que isso lhe dava, o Conselheiro de Estado Francisco José Pereira Pinto Balsemão começou na política como deputado da Ala Liberal nos últimos anos do Estado Novo e, depois do 25 de Abril de 1974, fundador do PSD, deputado na Assembleia Constituinte e na Assembleia da República. Tornou-se primeiro-ministro depois da morte trágica de Francisco Sá Carneiro: "Foi um dos momentos mais tristes, mais trágicos, mais difíceis da minha vida. Tive de o enfrentar, e acho que fiz tudo o que podia para saber enfrentá-lo". Desta fase da vida política portuguesa, orgulha-se da "revisão Constitucional de 1982 e do avanço decisivo que conseguimos nas negociações para a entrada de Portugal na Europa".

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    57 min
  • Conclusão: Deixar o Mundo um Pouco Melhor

    Nas páginas finais, Francisco Pinto Balsemão dá por encerrado este conjunto de Memórias que escreveu ao longo de três anos, aos sábados e domingos, "com largos períodos de interrupção". 

    "Ficaram de fora muitas recordações pessoais"; afirma. "O jogo de memória é perigoso e complicado. E muito propício à batota: só me lembro do que me convém? (...) O que pretendi escrever foram as minhas Memórias: aquilo que ficou e visto à minha maneira." 

    Neste último episódio, Francisco Pinto Balsemão reflete sobre a sua vida, marcada por mais de oito décadas de intensas transformações pessoais e profissionais. O fundador do Expresso sublinha os impactos da pandemia, a adaptação às novas rotinas e a importância da família, destacando os filhos e netos como o seu maior legado.

    Reconhece ainda os privilégios que teve, as conquistas e os desafios enfrentados, e reafirma o seu compromisso com o ideal de deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou. Nestas linhas finais, deixa também a promessa de continuar ativo enquanto a vida o permitir.

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    1 hr 7 min
  • A vida tem múltiplas facetas: do ACP ou Bilderberg a Ballesteros ou Palmer

    Neste último episódio das suas 'Memórias', Francisco Pinto Balsemão revisita o seu percurso fora dos holofotes da política e dos media, destacando o papel que teve em instituições como o Automóvel Clube de Portugal (ACP) e o grupo Bilderberg. 

    Durante mais de três décadas, integrou o comité restrito dos encontros Bilderberg, onde levou dezenas de portugueses e participou em debates estratégicos com líderes globais. Desmistifica o secretismo do grupo e relata bastidores de encontros com figuras como Kissinger, Jeff Bezos, entre outros.

    Na próxima semana encerramos a publicação deste podcast, com o episódio 'Conclusão'.

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    3 hr 55 min
  • Estadistas e Políticos, Intelectuais e Empresários de várias partes do Mundo

    Neste episódio, Francisco Pinto Balsemão abre as portas da memória para revelar os encontros que moldaram não apenas a sua trajetória política, mas também a sua visão do mundo. Entre confidências com reis, jantares com presidentes e conversas com intelectuais, o autor partilha momentos de cumplicidade, tensão e admiração, onde a diplomacia se entrelaça com a amizade e a história se escreve nos bastidores.

    Mais do que um inventário de encontros ilustres, este capítulo é um tributo à força dos laços humanos na construção de pontes entre nações. Balsemão mostra-nos que, por trás das decisões de Estado, há gestos de coragem, olhares cúmplices e silêncios que dizem mais do que discursos. 

    Este episódio corresponde ao capítulo 22 da obra 'Memórias de Francisco Pinto Balsemão'. Na próxima semana vamos até à última parte do livro, com o capítulo "A vida tem múltiplas facetas:
    do ACP ou Bilderberg a Ballesteros ou Palmer.

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    3 hr 8 min
  • Vantagens de falar línguas estrangeiras

    Neste episódio Francisco Pinto Balsemão reflete sobre a vantagem de dominar várias línguas estrangeiras. Na vida pessoal como profissional, a aprendizagem de idiomas permitiu-lhe aceder a experiências únicas, desde relações culturais e afetivas até encontros com figuras como Mario Vargas Llosa e Juan Luis Cebrián, revelando como o domínio linguístico pode ser uma vantagem decisiva.

    Além das histórias pessoais, o episódio aborda a importância da internacionalização e da valorização da língua portuguesa no contexto global. Com lucidez e até algum humor, o fundador do Expresso defende o conhecimento de línguas estrangeiras como ferramenta de liberdade, influência e pertença cultural, num mundo cada vez mais interligado.

    No próximo episódio, o tema é Estadistas e Políticos, Intelectuais e Empresários de várias partes do Mundo. 

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    1 hr 14 min
  • SIC: De um para sete canais - e para o streaming e para o esports (parte II)

    Na segunda parte do 2º episódio da 4ª temporada, Francisco Pinto Balsemão detalha a trajetória da SIC e do Grupo Impresa. Destaca-se a tentativa de aquisição dos direitos dos jogos do Benfica em 1997, o confronto com Joaquim Oliveira e o domínio da Olivedesportos. A SIC expandiu-se com canais temáticos e internacionais, como a SIC Notícias e a SIC Radical, e investiu em ficção nacional com êxito, após parcerias com a Globo e a SP Televisão.

    A SIC Filmes revelou talentos com telefilmes como “Amo-te, Teresa”. A informação tornou-se pilar central, com telejornais longos e premiadas reportagens.

    A crise de audiências com o “Big Brother” levou à saída de Emídio Rangel.

    Uma parte deste longo episódio é dedicado à Ongoing, que tentou tomar o controlo da Impresa, mas foi derrotada judicial e financeiramente.

    Em 2012, Balsemão passou a Chairman e nomeou Pedro Norton como CEO, sucedido em 2016 por Francisco Pedro Balsemão, que impulsionou a digitalização, lançou a OPTO e vendeu ativos não estratégicos. Daniel Oliveira revitalizou o entretenimento e Cristina Ferreira impulsionou audiências antes de regressar à TVI. A Impresa mantém-se independente, com foco na inovação e na sustentabilidade, mas com grandes desafios pela frente.

    No próximo episódio Balsemão vai falar sobre como a aprendizagem de línguas estrangeiras foi vantajosa ao longo da vida.

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    3 hr 34 min
  • SIC: Do Zero ao Infinito? (parte I)

    Na primeira parte do episódio “SIC: Do Zero ao Infinito”, Francisco Pinto Balsemão traça o percurso da fundação da primeira televisão privada portuguesa, desde a ideia inicial nos anos 80 até à consolidação da SIC como líder de audiências. O relato detalha os desafios políticos, legais e financeiros enfrentados para romper o monopólio da RTP, bem como a articulação com dezenas de investidores nacionais e internacionais, incluindo a parceria estratégica com a Globo.

    A narrativa percorre episódios marcantes como a transformação de um armazém de bananas em Carnaxide na sede da estação, a contratação de figuras-chave como Emídio Rangel e Maria Elisa, e a aposta em formatos inovadores de informação e entretenimento. A SIC destacou-se pela ousadia editorial, pela proximidade com o público e pela capacidade de adaptação ao mercado.

    Balsemão também aborda os conflitos entre acionistas, os riscos assumidos e a evolução do projeto até à entrada da Impresa em bolsa. Este episódio é um testemunho direto sobre a transformação dos media em Portugal e o impacto da SIC na paisagem televisiva nacional.

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    3 hr 23 min
  • Depois da Política Partidária: o Expresso novamente

    Neste capítulo das Memórias, Francisco Pinto Balsemão regressa ao jornalismo e relata os bastidores do Expresso, os conflitos com antigos aliados e a sua luta pela liberdade de imprensa — mesmo quando era ele próprio o alvo. “Se ele não manda no jornal que criou, como há-de mandar no país?” O fundador do semanário enfrentou críticas, traições e transformou o jornalismo português. A sua postura, muitas vezes interpretada como fraqueza, é aqui apresentada como um compromisso inabalável com a liberdade de imprensa.

    Balsemão detalha também os bastidores da gestão do Expresso, as mudanças de direção, os novos formatos e cadernos e as tentativas de "matar o pai" por parte de antigos colaboradores que lançaram projetos concorrentes.  “No fundo, repito, tentaram matar o pai. Que me lembre, nenhuma conseguiu. O ‘pai’ continua vivo...”

    No próximo episódio, o narrador das Memórias leva-nos a conhecer a SIC, do zero ao infinito? De um para sete canais (e para o streaming e para o esports).

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    3 hr 15 min
  • Saída da Política (1983-1986 e depois)

    Neste episódio, Francisco Pinto Balsemão conta pormenores dos bastidores da saída da vida política ativa, entre 1983 e 1986. Após deixar o cargo de Primeiro-Ministro por vontade própria, Balsemão enfrentou o isolamento dentro do PSD, a indiferença dos seus pares e a dissolução de alianças políticas. Num relato franco, descreve o Congresso de Montechoro, o afastamento do Parlamento e a breve passagem pelo Parlamento Europeu, marcada por desilusões e disputas internas.

    Lembra também a sua tentativa de manter-se relevante através do Instituto Francisco Sá Carneiro, onde liderou iniciativas inovadoras e formativas, e a sua resistência em aceitar cargos que o afastariam do jornalismo e da comunicação social.

    O percurso de um homem dividido entre a lealdade ao partido e a frustração com as “máquinas trituradoras” da política, que sacrificam os seus próprios líderes em nome da sobrevivência - afirma Balsemão.

    Mesmo afastado da vida política ativa, o fundador do Expresso nunca deixou de observar, influenciar e participar, mantendo viva a chama de um ideal político que foi sempre maior do que qualquer cargo. 

    No próximo episódio entramos na IV temporada, depois da política partidária: o Expresso, a SIC e outras coisas, desde 1983. 

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    1 hr 40 min

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Nestas memórias, Francisco Pinto Balsemão guia-nos pelas suas origens beirãs, pela extensa família, pelo bairro da Lapa, a Quinta da Marinha, a Duque de Palmela e o mundo das suas viagens; mas leva-nos também ao universo da sua infância, ao Liceu Pedro Nunes, à Faculdade de Direito, à Força Aérea e à sua incursão pelo ensino universitário. Não fica, no entanto, por aqui: abre-nos as portas das empresas familiares, do Diário Popular, do Expresso, da SIC, e não só; apresenta-nos os meandros da política – no seu melhor e no seu pior –, desde a aventura da Ala Liberal e o PSD, até hoje não esquecendo alianças e traições.