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Mestre Cabello nos deu a entrevista em 12/04/2016, na cidade de Durham-NC, quando então deu um Workshop na Duke University e no Terreiro de Arte e Cultura, espaço Afro da mesma cidade. Fui acompanhado pela professora Katya Wesolowski (Camarão, nome capoeira), professora da Duke. Cabello é o cidadão Eldio Basso Rolim Filho, sujeito alegre e ativo, cheio de energia que com mais de 50 anos tem um jogo de dar inveja em muito "novinho", tanto pela flexibilidade quanto pela força e velocidade, além do conhecimento que possui.
Nesse episódio o Mestre trata da capoeira hoje e ontem. Por toda a entrevista a temática racial se faz presente, assim como as questões que envolvem classe social e os estranhamentos entre classe e raça. Partindo de sua ancestralidade e de sua cidade natal (Piracicaba), Cabello questiona qual o lugar dos negros na cidade? A capoeira regional que ele praticava por lá, já trazia toda uma laço com a cultura afro-brasileira, com as cordas refletindo as cores e fases dos Orixás, as fases como a percepção de cada capoeira.
Avançando no tempo ele trata um pouco da política, Ditadura Militar e a situação da Capoeira e aí traça alguns paralelos entre a Regional e a Angola. É muito interessante como a Capoeira o fez ter uma reforma íntima, há rompimentos religiosos pois uma procura interna, do próprio caminho, se colocou como busca de religiosidade.
Por fim e com base em suas experiências internacionais ele pontua as diferenças entre africanos X afro americanos, suas visões de inclusão ou exclusão e protagonismo; faz ainda uma reflexão sobre a diáspora da capoeira brasileira e o impacto social dela, tanto nos mestres quanto na Capoeira que se vê hoje.
Se a "Capoeira é tudo que a boca come e tudo que o corpo dá" prestemos muita atenção aos mestres que continuam nos dando lições de vida.
Axé!!!
By LEONARDO ÂNGELO DA SILVAMestre Cabello nos deu a entrevista em 12/04/2016, na cidade de Durham-NC, quando então deu um Workshop na Duke University e no Terreiro de Arte e Cultura, espaço Afro da mesma cidade. Fui acompanhado pela professora Katya Wesolowski (Camarão, nome capoeira), professora da Duke. Cabello é o cidadão Eldio Basso Rolim Filho, sujeito alegre e ativo, cheio de energia que com mais de 50 anos tem um jogo de dar inveja em muito "novinho", tanto pela flexibilidade quanto pela força e velocidade, além do conhecimento que possui.
Nesse episódio o Mestre trata da capoeira hoje e ontem. Por toda a entrevista a temática racial se faz presente, assim como as questões que envolvem classe social e os estranhamentos entre classe e raça. Partindo de sua ancestralidade e de sua cidade natal (Piracicaba), Cabello questiona qual o lugar dos negros na cidade? A capoeira regional que ele praticava por lá, já trazia toda uma laço com a cultura afro-brasileira, com as cordas refletindo as cores e fases dos Orixás, as fases como a percepção de cada capoeira.
Avançando no tempo ele trata um pouco da política, Ditadura Militar e a situação da Capoeira e aí traça alguns paralelos entre a Regional e a Angola. É muito interessante como a Capoeira o fez ter uma reforma íntima, há rompimentos religiosos pois uma procura interna, do próprio caminho, se colocou como busca de religiosidade.
Por fim e com base em suas experiências internacionais ele pontua as diferenças entre africanos X afro americanos, suas visões de inclusão ou exclusão e protagonismo; faz ainda uma reflexão sobre a diáspora da capoeira brasileira e o impacto social dela, tanto nos mestres quanto na Capoeira que se vê hoje.
Se a "Capoeira é tudo que a boca come e tudo que o corpo dá" prestemos muita atenção aos mestres que continuam nos dando lições de vida.
Axé!!!