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Ronaldo Gori foi engenheiro aposentado pela CSN da época que ter acesso à nível superior trazia ares de intelectualidade. Sendo assim, além de falar de questões técnicas da empresa, ele adentra a história da CSN e da cidade de Volta Redonda. Conta a história da gente "abrutalhada" que chegava à cidade para a construção da usina, fala da Maçonaria e do mercado imobiliário, entra na emancipação do município e trata da questão racial por dois caminhos: 1) afirmando que em Volta Redonda existiu uma verdadeira democracia, pois todos tinham oportunidades e para isso cita a ascensão de um engenheiro negro, mas 2) ao mesmo tempo revela um caso interessante, em que supostamente estava sendo instruído pelo profesor da faculdade a colocar trabalhadores negros na Coqueria, pois eles já tinham uma doença parecida com a leucopenia, ou seja, a anemia falciforme...
Curioso?
Então, se joga! Escuta o que ele tem a dizer!
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Nessa entrevista realizada em 2012, meu primeiro contato com Julinho dos Palmares, ele me apresentou Lélia González e várias outras personagens. Como já sabido, Lélia não é uma autora que, até então, faculdades e academias tinham o costume de ler, as coisas têm mudado! ✊🏽✊🏽✊🏽
Para além dessa apresentação de Lélia, Julinho entra em vários outros assuntos. Mas quem é esse tal de Julinho?
Julinho dos Palmares foi poeta, um músico ímpar, autodidata no violão e um baita compositor da cena do Vale do Paraíba. Nessa nossa conversa, ele soltou o verbo sobre a época em que participou do programa do Chacrinha, se apresentando com o Trio Piraí. Ele ainda fala das inspirações que moldaram sua musicalidade, das experiências que viveu e até da música que compôs e que Lélia González tanto gostou, a música "Criolesa" (dizem que ele fez para ela...). A parada vai além da música: ele também mergulhou na história do Palmares, no racismo que rolou (rola?) emVolta Redonda, falou do Clube Paulo Mendes (CTC) e nas conversas paralelas sobre a questão racial nos bailes do Palmares. Ainda tratou do Movimento Negro, da eleição de José Garcia, de conceitos de esquerda e direita e daquilo que ele chamou de "oportunismo de esquerda". Tudo isso se mistura e dá um panorama da trajetória desse cara incrível, que já virou ancestral, mas que é um dos grandes nomes Vale do Paraíba e do Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro.
Julinho é poeta, guardião da região e também uma figura cheia de afeto e história pra contar.Ele é Griot! Então, se joga! Escuta o que ele tem a dizer!
Escute, curta, e compartilhe essa história!
Que nosso "mais velho", agora ancestral, esteja em um bom novo começo (e sempre com a gente)!
Axé!
A paixão foi tanta que virou o canal @NegroGeek. Fruto do ócio
É com muita satisfação que publicamos episódio com a malunga
Alessandra Tavares é uma amiga que o doutorado me trouxe. É mãe, é professora de rede pública e do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN). Atualmente faz estágio pós-doutoral na USP e sempre pesquisou negritude: das maltas de capoeiras aos sambistas e povo do Axé do Rio de Janeiro… E tudo isso “sem se esquecer de onde veio”! ❤️ E é assim que falamos de trajetória, de ancestralidade e corpos negros na academia... Estranhamentos e ressignificações. É também assim que ela fala de Mano Eloy, homem negro, jongueiro (cumba), sambista, sindicalista e do Axé que nasceu em Eng. Passos (Resende) e foi para o Rio de Janeiro, fundou a Império Serrano e se posicionou como negro e coletivamente através da negritude! ✊🏽✊🏽✊🏽
Ou acesse seu Currículo Acadêmico 👇🏽
http://lattes.cnpq.br/5669354171766695
🙌🏽 Um *salve* para todas as amílias negras 🙌🏽
Pessoal, é com muita alegria que publicamos o episódio com essa mulher negra de fibra e que muito me inspira e afeta. Eloah é sobrinha, filha e neta de uma família matriarcal e traz em sua pesquisa e estranhamentos a marca de sua ancestralidade. Nova na idade, desfila uma maturidade e sabedoria em suas colocações que coloca suas hipóteses de pesquisa em construções muito críticas, tanto para o passado pesquisado como para a análise e contexto da região em que pesquisa.
👉🏽Tanto eu como ela somos “nativos” e pesquisamos nossa região, isso traz muitos estranhamentos e certa dificuldade ao lidar nos acervos, pois entre
Em seus próprios termos Eloah se apresenta👇🏽
“Sou Maria Eloah Bernardo e tenho 24 anos. Sou cria de escola pública e pré vestibular social, sou licenciada em História pela UNIRIO e especialista em História Afro-Brasileira na Faculdade deEducação São Luís. Atualmente sou Mestranda em História no PPHR/UFRRJ, professora contratada da prefeitura de Rio Claro-Rj, educadora Social no Instituto Lima Barreto e no MEP-VR. Por fim, mas não menos importante, fui e sou criada por mulheres: minha mãe (in
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Axé!
Para saber mais sobre a entrevistada, baixe seu artigo 👇🏽
https://www.encontro2022.rj.anpuh.org/resources/anais/13/anpuh-rj-erh2022/1658861236_ARQUIVO_9f578d023f02b207f7a201d0f342f134.pdf
Gisele e Silvia são duas psicólogas negras que estão comprometidas com a questão racial e, consequentemente, todos os significados, construções e reconstruções que esse compromisso traz! Assim, neste episódio, as entrevistadas partem de suas considerações sobre o 25 de julho (Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha), passam pela questão da “formação” universitária brasileira e suas experiências (com a constante ausência de um debate racial esvaziado, mas por isso mesmo preenchido pela branquitude – embora, atualmente, as coisas tenham mudado); relatam suas experiências com o mundo do trabalho da psicologia e a encruza entre o sócio-racial. Enfim, em um bate papo aberto e franco elas nos ajudam a olhar pra dentro de nós mesmos e ressignificar o que está dentro e fora, enegrecendo questões, lugares e saberes!
Curioso? Não deixe de escutar e se quiser, curtir e compartilhar!
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