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🗣️João Laureano foi um dos membros fundadores do Clube Palmares em Volta Redonda, em 1965. Foi presidente do clube e, por vezes, seu tesoureiro. Me concedeu esta entrevista no final de 2018, na ocasião, com a presença de Marino Clinger, seu amigo e que é ex-prefeito de Volta Redonda. João faleceu há 1 mês (07/06/21)... Meus sinceros sentimentos à família!
Na entrevista ele fala de sua chegada à Volta Redonda, do ambiente de trabalho na CSN, da combinação de estudos com o trabalho. Da estratégia familiar (em especial sua mãe) de dar uma "profissão" pra cada filho (assim um ajudaria o outro) e conta até de suas aventuras como bom jogador de futebol que foi. O foco da entrevista é sobre a motivação e fundação do Clube Palmares em Volta Redonda.
📽️ Não deixe de conferir o PedagoGinga no Youtube 👇🏽
https://www.youtube.com/channel/UC17qp-HUIUC1Cd5XdolcZog
🗣️ Na entrevista, Conceição (como gosta de ser chamada) faz uma análise de sua própria trajetória em paralelo com a história de Volta Redonda, de sua construção de militante e mulher negra na cidade, das lutas que empreendeu como trabalhadora, como funcionária da CSN e como cidadã. Analisa sua ação na cidade através de uma perspectiva interseccional, adentra a questão sindical, das greves e dos movimentos sociais. A entrevista é atravessada por análise do cenário político atual, da situação dos movimentos sociais em uma perspectiva do "antes" e do "agora".
💡 Não deixe de conferir o nosso novo canal, o PedagoGinga, no Youtube:
https://youtu.be/0xQCFlESo0s
Entrevistei a senhora Maria do Carmo em 2009, ela e o senhor Jouvacy me pareceram inseparáveis. Quando fiz a entrevista com ele, ela estava sempre presente e vocês notarão que a recíproca é verdadeira, senhor Jouvacy está na entrevista dela também!
De forma bem descontraía dona Maria fala da Volta Redonda antiga, das dificuldades enfrentadas e de como, ao seu olhar, as transformações foram ocorrendo na cidade. Partindo de seu passado de trabalho na olaria de Volta Redonda, deixa nas entrelinhas o que era ser uma mulher negra nos anos 1940/50 na localidade, além de detalhar determinadas situações de tensionamento e transformação na cidade (dos bairros à emancipação).
Espero que gostem, curtem e compartilhem!
Entrevistei o senhor Jouvacy em 2009, quando ele já tinha 83 anos. De cabeça muito ativa e raciocínio rápido, ele conseguiu tecer um panorama da cidade, empresa e lazer que muito colabora pra uma construção da história do lugar, mas contribui muito mais para entender o próprio entrevistado. Se ele se apresentou como aposentado da CSN, depois da entrevista você irá notar que ele foi trabalhador, músico, articulador cultural de blocos e escolas de samba, sambista, organizador e condutor do Clube Guaraní e por aí vai.
Vem comigo e vamos curtir essa entrevista "raiz" de um ser fantástico que já não está mais entre nós!
Comentários e sugestões? Acione meu Insta leoangelo.prof
Abraços!
Mestre Cabello nos deu a entrevista em 12/04/2016, na cidade de Durham-NC, quando então deu um Workshop na Duke University e no Terreiro de Arte e Cultura, espaço Afro da mesma cidade. Fui acompanhado pela professora Katya Wesolowski (Camarão, nome capoeira), professora da Duke. Cabello é o cidadão Eldio Basso Rolim Filho, sujeito alegre e ativo, cheio de energia que com mais de 50 anos tem um jogo de dar inveja em muito "novinho", tanto pela flexibilidade quanto pela força e velocidade, além do conhecimento que possui.
Nesse episódio o Mestre trata da capoeira hoje e ontem. Por toda a entrevista a temática racial se faz presente, assim como as questões que envolvem classe social e os estranhamentos entre classe e raça. Partindo de sua ancestralidade e de sua cidade natal (Piracicaba), Cabello questiona qual o lugar dos negros na cidade? A capoeira regional que ele praticava por lá, já trazia toda uma laço com a cultura afro-brasileira, com as cordas refletindo as cores e fases dos Orixás, as fases como a percepção de cada capoeira.
Avançando no tempo ele trata um pouco da política, Ditadura Militar e a situação da Capoeira e aí traça alguns paralelos entre a Regional e a Angola. É muito interessante como a Capoeira o fez ter uma reforma íntima, há rompimentos religiosos pois uma procura interna, do próprio caminho, se colocou como busca de religiosidade.
Por fim e com base em suas experiências internacionais ele pontua as diferenças entre africanos X afro americanos, suas visões de inclusão ou exclusão e protagonismo; faz ainda uma reflexão sobre a diáspora da capoeira brasileira e o impacto social dela, tanto nos mestres quanto na Capoeira que se vê hoje.
Se a "Capoeira é tudo que a boca come e tudo que o corpo dá" prestemos muita atenção aos mestres que continuam nos dando lições de vida.
Axé!!!
Ela é Presidenta do Conselho de Igualdade Racial de Volta Redonda, Vice Presidenta do Movimento de Conscientização do Negro de Volta Redonda e Coordenadora da Pastoral Afro na Paróquia São Paulo Apóstolo. Nessa entrevista a Professora Adelaide, militante política e ativista de movimentos negros em Volta Redonda, fala sobre sua ancestralidade, de sua construção como mulher negra em meio à várias frentes que atou (do movimento de abertura política à luta sindical). Adelaide entra na questão de classe e raça em Volta Redonda, uma cidade planejada e forjada para ser operária e que tinha forte atração de trabalhadores migrantes, em sua maioria negros. Em decorrência dessa construção ela compara Volta Redonda com outras cidades da região. qual a diferença no simbólico, no papel e construção de negras e negros nas cidades comparadas? Fala da construção do Movimento de Conscientização do Negro em Volta Redonda, sua ação na Igreja Católica enquanto militante negra, adentra a discussão do empoderamento negro que vivemos atualmente, aceita e responde a provocação que fiz sobre um "empoderamento apenas estético", fala de políticas públicas para a população negra, das Cotas Raciais e faz críticas muito claras ao discurso de meritocracia. Fechando a entrevista ela trata de seu papel como educadora em uma educação antirracista! Adelaide mudou minha trajetória e o rumo de minha tese de doutoramento, espero que coloque várias minhocas nas cabeças dos ouvintes e que esta entrevista sirva de fonte primária, construção de referência para muitos dos negros e negras que estão a adentrar e adentrarão a história dos negrEs em Volta Redonda e região! Próximo episódio será da série "em memória" (não sei se será com esse nome). Como óbvio, a ideia é postar entrevistas que fiz com pessoas que já falecerem, mas que muito contribuíram com a construção da negritude em Volta Redonda, José Garcia, Jouvacy Milheiro (entre outros e outras) são parte desses negros que se foram, que trabalharam duro na sobrevivência e na militância, cada um a sua maneira, e que muito orgulho tive de entrevistar! Bora escutar? Escute e se quiser curta o canal e compartilhe!
Baiano e Metre de Capoeira, Valmir é uma figura ímpar. Sorriso aberto, ginga nos pés e muita mandinga no jogo e na vida! É com imenso prazer que coloco aqui uma entrevista que fiz com o Mestre nos idos de 2016, mais especificamente em 27 de março de 2016. Estávamos na casa de Santos Flores e Courtney Woods (ambos angoleiros, pais de Ananda e amados), num social após um Workshop de Capoeira Angola. Mestre Valmir é fundador da Fundação Internacional de Capoeira Angola e foi até a Carolina do Norte, na cidade de Durham, dar esse treino pra galera. A entrevista fez parte das construções e desconstruções que tive para concluir a tese de doutorado (2019). Nela o mestre fala de sua família de base matriarcal, fala da capoeira como elo filosófico pois ela trouxe a ele e nos remete a todo um poder do simbólico e da reconstrução (ancestralidade, religiosidade, relações sociais, critérios de amizade, etc), a capoeira é um lugar de potência! O mestre ainda mostra pontos de conexão entre a capoeira e o movimento negro e adentra o cenário das lutas pedagógicas, educacionais e mesmo os ambientes de escola, sempre visando a luta antirracista! Vamos nos pedagogingar com o Mestre Valmir! Axé!
Nesta entrevista o Mestre Lindi, do Centro Esportivo de Capoeira Quarto Crescente, trata de sua história como capoeira e seus encontros, desencontros e reencontros com a Capoeira. Descreve como essa vivência na capoeiragem o levou a ver o mundo de outra forma. Mesmo quando adentrou o universo do trabalho docente, como professor na rede pública, sua visão já era bem diferente da comum pois era e é uma visão descolonizada, afrocentrada e de construção de diversidade. Teoria e prática juntas são a forma com que o mestre resolveu interpretar o mundo e sua própria prática!
Mais sobre Lindinalvo Natividade!
DOUTORANDO EM EDUCAÇÃO (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ). MESTRE EM POLÍTICAS PÚBLICAS E FORMAÇÃO HUMANA (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ, 2012). ESPECIALISTA EM DOCÊNCIA PARA O ENSINO SUPERIOR (CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA - UNIFOA, 2007). LICENCIADO PLENO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA - UNIFOA, 2004). DOCENTE DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BARRA MANSA – UBM. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE BARRA MANSA/RJ. MESTRE DE CAPOEIRA DO CENTRO ESPORTIVO DE CAPOEIRA QUARTO CRESCENTE, AUTOR DO LIVRO CAPOEIRANDO EU VOU. ÁREA DE INTERESSE: EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPOEIRA E ESTUDOS DOS/NOS/COM COTIDIANOS.
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