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(PT) Nesse episódio sobre #metacrise, tive o prazer de conversar com Peter Merry , doutor, pesquisador e pioneiro no campo da evolução da consciência. Peter tem sua jornada marcada pela teoria integral de Ken Wilber e do seu encontro com Don Beck na teoria Espiral Dinâmica, onde sua compreensão de evolução se aprofundou, trazendo os pilares estruturais, culturais, relacionais e energéticos.
No seu doutorado, levou seus aprendizados da teoria integral e complexidade e trabalhou no que depois foi chamado “Volution Theory” - a integração da involução e evolução como um só processo. Esse movimento Volution é dividido por cores e revela que cada nível de consciência possui espelhos e tensões estruturais, mostrando que o avanço saudável exige transcender e incluir, e não transcender e reprimir.
Peter divide como foi realizar que pouco entendemos sobre a nossa mente e, que exatamente por isso, pouco podemos planejar, prever ou controlar um caminho. E, que, a partir disso, nós precisamos de novas formas de acesso, e não mais somente de uma inteligência racional, mas sim, de uma inteligência radicalmente intuitiva. Como ele mesmo diz “é uma jornada emocional… é um momento de realmente deixar ir. E nosso ego ainda está ali, gritando “eu quero mudar o mundo” e você se dá conta que o que você precisa é se render e aceitar o fato de não sabermos muita coisa e que não teremos as soluções de forma individual.”
Por fim, ele nos trouxe como essa trajetória o levou a criar experiências e dispositivos capazes de medir o nível de conexão entre pessoas, trazendo para o visível algo que sentimos, mas nem sempre conseguimos explicar: a qualidade do campo coletivo. Essas tecnologias da consciência podem apoiar processos de decisão, colaboração e liderança ao tornar perceptível a qualidade das relações, revelando a natureza da interconexão.
> Espere uma conversa profunda, que inspira a repensar o jeito como criamos, lideramos e nos relacionamos.
(EN) In this episode on the #metacrisis, I had the pleasure to talk with Peter Merry, PhD, researcher, and pioneer in the field of consciousness evolution. Peter's journey has been marked by Ken Wilber's integral theory and his encounter with Don Beck's Spiral Dynamics theory, where his understanding of evolution deepened, bringing together structural, cultural, relational, and energetic pillars.
In his doctorate, he took his learnings from integral theory and complexity and worked on what later became known as ‘Volution Theory’ - the integration of involution and evolution as a single process. This Volution movement is divided by colours and reveals that each level of consciousness has mirrors and structural tensions, showing that healthy progress requires transcending and including, rather than transcending and repressing.
Peter shares how it was to realise that we understand so little about our minds and, precisely because of this, we can do little to plan, predict or control a path. And that, based on this, we need new forms of access, no longer just rational intelligence, but rather a radically intuitive intelligence. As he himself says, ‘it's an emotional journey... it's a moment of really letting go. And our ego is still there, shouting “I want to change the world”, and you realise that what you need is to surrender and accept the fact that we don't know much and that we won't have the solutions individually.’
Finally, he expressed how this trajectory led him to create experiences and devices capable of measuring the level of connection between people, bringing to light something we feel but cannot always explain: the quality of the collective field. These consciousness technologies can support decision-making, collaboration, and leadership processes by making the quality of relationships perceptible, revealing the nature of interconnection.
> Expect a deep conversation that inspires us to rethink the way we create, lead and relate to each other.
A gente foi aprendendo que tensão é algo a evitar. Mas basta lembrar da infância pra perceber que já houve prazer no não-saber. E é incrível como as empresas investem milhões em inovação, mas esquecem de trabalhar o aspecto fundamental: criar espaço para o erro, teste, experimento. É como ouvi da Nira Bessler no episódio #74 “o erro é uma informação do mundo.” Quando alguém não pode aprender pela própria vivência, sua dignidade é tirada junto.
Nesse episódio, mergulhamos em três dimensões da aprendizagem:
💫no indivíduo, onde a tensão vira informação que precisa ser sustentada.
💫no sistema, onde a organização libera por meio da tensão energia para o sistema continuar em movimento.
💫no “nós” sagrado, olhando para a intersubjetividade do trabalho em conjunto, que reflete nas relações dos times, trazendo conflitos e aprendizados para melhores tomadas de decisões.
Como fazer pra isso se refletir mais nas organizações? Um grande passo é repensar a aprendizagem no seu início, desaprendendo! Reconhecer que fomos treinados a associar “acertar” com ser aceitos. Por isso sustentar a tensão — e não fugir dela — passa a ser um ato de coragem. Estamos sempre em processo.
Esse episódio é um convite para resgatar a curiosidade que perdemos pelo caminho e voltar a habitar a tensão como um espaço de potência. Porque é ali — entre o presente e o que ainda pode emergir — que a aprendizagem verdadeiramente nasce.
> Link do artigo para você ler na íntegra:
https://www.chieintegrates.com/aprender-e-habilitar-a-tensao/
Host:
Marcelo Cardoso
Produção:
Gabriela Szulcsewski
@travs.estudio
🎧 Podcast Metadoxos ⊶ Todo mundo está certo, até certo ponto ⊷ Disponível no Spotify, Applepodcast, Amazon Music e Youtube 🔔 Siga o Metadoxos 🔔 Sugestões e dúvidas 👇 nos encontre também nestes canais: // instagram: @marcelocardoso.chie // linkedin: Marcelo Lopes Cardoso // youtube: Marcelo Cardoso
(EN) What does money awaken in you: fear, control, or freedom?
Today's episode features Diana Chambers, an English financial mentor who has been investigating the invisible entanglement of money with our emotions, traumas, attachments, and family histories for decades. Diana invites us to look at money as energy and transform it into living consciousness — inspiration that comes, in part, from her work with Thomas Hübl, with whom I also share a deep connection.
In this journey of relating to money, I put myself in first person — sharing what my own relationship with money was like, and how, over time, I integrated spirituality, generosity, and abundance as part of the same flow.
Finally, we talked about the incredible possibilities of philanthropy, something that excites me a lot, and which Diana sees as a gesture of energy in motion, a way of putting money at the service of life and people! This conversation is a space for learning, enjoy!
(PT) O que o dinheiro desperta em você: medo, controle ou liberdade?
O episódio de hoje é com a Diana Chambers, uma mentora financeira inglesa que há décadas investiga o emaranhamento invisível do dinheiro com as nossas emoções, traumas, vínculos e histórias familiares. Diana nos convida a olhar o dinheiro como energia e a transformá-la em consciência viva — inspiração que vem, em parte, do seu trabalho com Thomas Hübl, com quem também compartilho uma conexão profunda.
Nesse percurso de relação com o dinheiro, me coloquei em primeira pessoa — partilhando como era a minha própria relação com o dinheiro, e como, ao longo do tempo, fui integrando espiritualidade, generosidade e abundância como parte de um mesmo fluxo.
Por fim, falamos sobre as incríveis possibilidades da filantropia, algo que me empolga muito, e que Diana enxerga como um gesto de energia em movimento, uma forma de colocar o dinheiro a serviço da vida e das pessoas! Essa conversa é um espaço de aprendizado, bom play!
Host:
Marcelo Cardoso
Produção:
Gabriela Szulcsewski
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A gente trabalha como quem teme ser abandonado — projetando no trabalho mais do que ele pode nos dar. Quando confundimos trabalho com emprego, ele deixa de ser um espaço de expressão e passa a ser o palco das nossas carências: buscamos ali amor, reconhecimento e pertencimento.
Distinguir trabalho de emprego, amadurecer o pertencimento e cuidar da própria criança interior são passos pra transformar o fazer em algo sagrado. Nesse episódio, eu aprofundo esse tema com sugestões de caminhos possíveis.
O pertencimento é um trabalho interno, é aprender a maternar e paternar a própria criança, pra se relacionar com pessoas, comunidades e organizações sem exigir que elas nos deem aquilo que falta. Assim, o que antes era busca vira doação, e o que era carência vira presença.
Talvez o verdadeiro sentido do trabalho esteja em colaborar com a vida, e não apenas para ela. Em tornar o fazer um gesto sagrado. Porque quando colocamos a alma a serviço do que é inescapável, até o cotidiano se torna um lugar de presença.
> Link do artigo para você ler na íntegra https://www.chieintegrates.com/pertencimento-nao-se-terceiriza/
Host:
Marcelo Cardoso
Produção:
Gabriela Szulcsewski
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Passar por processos de luto é uma experiência essencialmente coletiva, embora, muitas vezes, o reduzimos a silêncios individuais. No episódio desta semana, olhamos com coragem para esse território de dor e de travessia, reconhecendo o cuidado como núcleo das relações humanas.
A convidada da vez é minha amiga Mariana Clark — psicóloga e autora do recém-lançado Lutos Corporativos. Com a sensibilidade de quem viveu a dor de perto e a transformou em pesquisa, propósito e prática, ela nos mostra como o luto não pertence apenas à vida pessoal: ele perpassa também as organizações, porque ninguém consegue deixar suas dores do lado de fora.
Ela relata que afrouxar a insegurança – criando momentos de conexão, empatia e validação, para que as pessoas possam sentir e falar sobre suas dores, é estreitar laços, cuidar das relações e um reencontro com a própria humanidade.
Desligamentos, rupturas, perdas e transições mal conduzidas não são apenas eventos: são experiências de luto que impactam o corpo, a mente e a vida em sua totalidade… e quando acolhemos a dor com interesse e atenção, transformamos o trabalho e a vida, em lugares mais humanos, capazes de integrar a dor como parte do crescimento e da existência. Bom play!
Host:
Marcelo Cardoso
Produção:
Gabriela Szulcsewski
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Talvez seja a hora de redefinir o espaço do trabalho no nosso modo de existir. Sabendo, que, ainda assim ele vai nos preencher e ter seu valor particular — numa proporção adequada, com espaço para o cultivo comunitário, promovendo o valor nos afetos, nas trocas, em desvios estratégicos e numa presença rica de intenção. Bem, isso é o que genuinamente aspiro.
Neste episódio continuo a reflexão que iniciei no artigo para o Valor, e nele acrescento algumas perguntas reflexivas para quem sente que é tempo de ressignificar sua relação com o trabalho e romper com a anestesia coletiva que, confesso, me entristece profundamente.
Mas cogito dizer que é preciso bancar a vontade de ficar, sem fuga. Com a gente mesmo. Com os nossos pensamentos. Com o que pulsa. Sem pragmatismo. ✨ É nesse espaço de silêncio que a vida volta a respirar.
> Link do artigo para você ler na íntegra
https://www.chieintegrates.com/vivemos-entre-cinismo-e-boletos/
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Marcelo Cardoso
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Gabriela Szulcsewski
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As métricas sociais — títulos, cargos, conquistas, resultados, performance… têm causado uma esquizofrenia em nossas autobiografias. Foi do desejo de refletir sobre o peso desses símbolos sociais no nosso adoecimento que nasceu minha conversa com o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral.
Nós mergulhamos fundo nos dilemas contemporâneos que envolvem a masculinidade, olhando principalmente para os comportamentos e crenças de homens em cargos de liderança. Compartilhamos nossas experiências e frustrações em nossos trabalhos na tentativa de gerar transformação nas organizações. Insistimos na necessidade de uma biografia mais honesta de si, e esse processo denota calma, confiança, segurança e principalmente – tempo para se reconectar com a alma! Talvez, a inversão de um sucesso que adoece é o cuidado que cura.
Esse episódio é uma celebração à arte do encontro! Eu e Alexandre te convidamos a escutar para além dos ouvidos, com o coração! Bom play!
Host:
Marcelo Cardoso
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Gabriela Szulcsewski
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(PT) Neste episódio, Paul Zonneveld e Eduardo Tinoco retornam ao Metadoxos! Anteriormente exploramos os princípios de pertencimento e ordem, e agora mergulhamos no papel do corpo e da inteligência somática como aliados para perceber o que emerge nos sistemas antes mesmo de ser dito.
A nossa conversa percorre experiências sobre como líderes podem acessar outras formas de inteligência além da racional e o que as práticas de presença têm a nos ensinar para melhorar nossa relação com a forma que trabalhamos. As organizações geralmente não são lugares que nos convidam a relaxar, elas propõem o oposto, estarmos ativados quase que constantemente. Como sair do “default mode”?!
Fizemos ainda um paralelo sobre os paradoxos da inteligência artificial: se a Revolução Industrial substituiu o trabalho manual, a IA tende a assumir parte das tarefas cognitivas, o que torna a inteligência somática, intuitiva e relacional ainda mais diferencialmente humana.
Este é um episódio importante para quem lidera equipes! Mas queremos saber de você, como você experiencia o seu espaço de trabalho?
(EN) In this episode, Paul Zonneveld and Eduardo Tinoco return to Metadoxos! Previously, we explored the principles of belonging and order, and now we dive into the role of the body and somatic intelligence as allies in perceiving what emerges in systems even before it is said.
Our conversation runs through experiences on how leaders can access other forms of intelligence beyond the rational and what presence practices can teach us to improve our relationship with the way we work. Organizations are not usually places that invite us to relax; they propose the opposite, that we be activated almost constantly. How do we get out of “default mode”?
We also made a parallel about the paradoxes of artificial intelligence: if the Industrial Revolution replaced manual labor, AI tends to take over part of the cognitive tasks, which makes somatic, intuitive, and relational intelligence even more distinctly human.
This is an important episode for anyone who leads teams! But we want to hear from you, how do you experience your workspace?
Host:
Marcelo Cardoso
Produção:
Gabriela Szulcsewski
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Não acredito mais que as organizações sejam o veículo da transformação que o mundo precisa… então porque sigo trabalhando com elas?
Depois de mais de 20 anos dedicando minha energia a ajudar organizações a se tornarem espaços de transformação, cheguei a uma constatação dolorida: talvez elas não consigam entregar a regeneração e a inclusão que o mundo precisa.
Foi um processo longo, de mais de um ano, revisitando meu propósito, lidando com frustrações, com a sensação de que muitos dos projetos que construí com profundidade foram desfeitos com uma única ‘canetada’.
Muita gente interpretou essa fala como um “desistir” das organizações. Mas é o contrário! O paradoxo é esse: mesmo vendo as limitações, sigo apostando nelas – porque é nelas que estão as relações, os vínculos, as possibilidades de aprendizagem e amadurecimento. E é ali, nas frestas, que sigo colocando minha energia!
Esse episódio é pessoal. É um convite pra olhar com mais lucidez pro papel que as organizações ocupam e pro que ainda pode ser construído a partir delas. Bom play!
Host:
Marcelo Cardoso
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Gabriela Szulcsewski
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Nós temos escutado com frequência no Metadoxos: a natureza tem as respostas. E a biomimética nos mostra que, para quase todo desafio, a natureza já encontrou um caminho. Mas acessar essa sabedoria exige algo de nós: aprender a escutar, traduzir, decifrar. Aquecer nosso olhar para o que está vivo.
No episódio de hoje, recebo Alessandra Araújo e Fred Gelli, dois amigos especialistas e apaixonados pela inteligência da vida e pela biomimética, essa ciência que se inspira nos princípios da vida para criar soluções regenerativas. Mais do que formas, a natureza é linguagem, estratégia e ponte. Quando aprendemos a decifrá-la, ela nos inspira a imaginar projetos e organizações mais conscientes, conectadas e adaptativas.
Na nossa conversa, discutimos as interligações entre tecnologia natural e artificial, e como podemos utilizá-las para atuar nas fissuras que acontecem nas bordas, quando o caos se instaura. É nas fissuras que a vida insiste em (re)nascer!
Host:
Marcelo Cardoso
Produção:
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