Sou sincero com você. Quando imaginava como seria minha vida quando eu tivesse um cachorro, eu me visualizava correndo no parque com meu cachorrão ao meu lado, ou então a alegria de ficar jogando a bolinha para ele pegar.
Mas eu jamais imaginei que a experiência de ter um cãozinho em casa me faria conectar ainda mais com a minha humanidade.
O Hórus chegou em casa com pouco mais de 1 ano de vida.
Nesse ano e meio, antes de adotarmos ele, ele passou por 3 lares diferentes.
A estória que ouvimos foi que ele nasceu em uma fazenda, e, sendo um cão da raça Border Collie, um cão de pastoreio, não viam muita utilidade para ele, pois, ao contrário dos outros Border Collies da fazenda, o Hórus sempre foi mais “bonzinho” e não mostrava interesse em pastorear.
Sendo assim, ele ficava sempre preso, largado, e para se alimentar tinha que disputar comida com os outros animais. A melhor oferta para comer geralmente era a lavagem de porco.
Uma amiga nossa, a Pri, é veterinária e foi um belo dia visitar essa fazenda para trabalhar e viu ele todo tristonho e largado em um cantinho.
Preocupada, ela perguntou à proprietária da fazenda:
“Mas… e esse cachorro aqui? Ele não me parece que está sendo bem cuidado! Eu tenho algumas dicas de como vocês podem deixar a vida dele melhor.”
Foi que a dona da fazenda respondeu:
“Se você tá com dó, então pode levar ele!”
E foi assim que o Hórus, que na época não tinha esse nome, foi para o seu segundo lar.
Ele recebeu o nome de Caetano e junto com isso um trato completo. A Pri conta que as pulgas caiam aos montes dele durante o primeiro banho.
Para encurtar um pouco a história, basta dizer que ele passou um tempo de adaptação na casa de um professor da Pri, e depois na casa dela. Mas como ele não se deu bem com os gatos que eles tinham, logo começaram a buscar um novo lar para o, até então, Caetano.
E é ai que entramos na história.
as fotos do instante em que vimos o Hórus pela primeira vez
Do meu lado, eu sempre expressei desejo de ter um cachorro, especialmente um Border Collie, já que eu adoro sair andando todos os dias e correr.
A Pamella, irmã da Pri, sabendo disso, entrou em contato com a Nádia, minha mulher, e contou a estória do Caetano.
E apesar de todo o medo, das incertezas, de sentir que não estávamos prontos, aceitamos.
Foi uma das coisas mais loucas da minha vida, eu estava passando por um baita sufoco financeiro, morando na casa dos meus sogros. Logo me veio a imagem daquelas pessoas largadas que passam a vida inteira morando de favor, e ainda mais levando um cachorro junto….
Poucos dias antes do Caetano chegar em casa, veio um “click” na Nádia e ela falou: “Por que não chamamos ele de Hórus?”
O nome veio na intuição, e logo depois, assistindo ao documentário “O olho de Hórus”, é que entendemos racionalmente a grandeza do nome.
Eu mal sabia aonde a vida estava começando a me levar…
Hórus é a divindade egípcia que representa a iluminação, a ressurreição, a imortalidade e o fim das limitações materiais.
Hórus representa um falcão dourado que tudo vê, que voa livre como um espírito, que de cima consegue ver o drama da vida e a roda de reencarnações, acessando a frequência altíssima do amor e compreendendo a razão de sua existência e as forças fundamentais do universo.
Na mitologia, Hórus é filho de Osíris e Ísis. Ele representa a obra prima, o estado da arte de união entre masculino e feminino. Hórus representa o triunfo da luz sobre a escuridão, o domínio da animalidade original, o fim das limitações materiais, o passo definitivo da ignorância à sabedoria.
E sim, o Hórus é o ser iluminado da casa.
Ele trouxe visão, ordem, amor, clareza, leveza e sensibilidade para nossas vidas.
Ele reforça o elo na união com a minha “Ísis”.
Em menos de 1 mês que adotamos ele, encontramos a casa ideal e mudamos.
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