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Mitografias episodes

  • Papo Lendário #228 – Páris e Helena
    Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo entrevista Paloma Betini, sobre o mito de Páris e Helena. Conversamos sobre a complexidade desses personagens, suas origens e toda a importância que eles possuem na Guerra de Tróia, um dos principais eventos da mitologia Grega. Veja como outros autores antigos, além de Homero, representaram Helena e Páris. -- EQUIPE -- Pauta, edição: Leonardo Locução da abertura: Ira Croft Host: Leonardo Participante: Paloma Betini -- APOIE o Mitografias -- -- LINKS -- Contatos da convidada: Academia.edu Construções e contradições de um herói homérico: imagens de Páris/Alexandre na Ilíada Grupo Panastér -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Eduardo Oliveira Everson Everton Gouveia Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira Leila Pereira Minetto Lindonil Rodrigues dos Reis Marcia Regina M. Garcia Mateus Seenem Tavares Mayra Patricia Ussyk Paulo Peiker Rafael Resca Rafa Mello Rosenilda A. Azevedo Surya Namaskar Talita Kelly Martinez Willian Rochadel -- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) -- [00:00:00] [Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br. [Trilha sonora] Leonardo: Muito bem, ouvinte. No episódio de hoje, vamos falar de um dos casais mais famosos da mitologia grega, senão o mais famoso, já que foram os responsáveis pela Guerra de Tróia, um dos principais eventos dessa mitologia. Quem conhece já sabe que eu estou falando de Helena e Páris, e focaremos em alguns dos diversos aspectos deles, já que a convidada de hoje tem pesquisas e trabalhos sobre eles. Então, Paloma, muito obrigado por ter aceito o convite e fique à vontade para se apresentar para o ouvinte. Paloma: Muito obrigada, você, Leonardo, pelo convite. Eu estou muito honrada, muito feliz de poder falar sobre algo que eu estudo e que eu adoro. Eu sou completamente apaixonada por mitologia, por poesia grega - esses dois personagens principalmente me atiçam a curiosidade, me fazem pesquisar. Então é muito legal poder aqui compartilhar com vocês um assunto que me anima tanto. Leonardo: Que legal. E as suas pesquisas, como estão? O que você já produziu? Como está o andamento disso sobre esse tema? Paloma: Bom, eu estou estudante de graduação, já estou no final - se tudo der certo, eu me formo esse semestre em Letras, na Universidade de São Paulo. Oficialmente, eu só faço Português, porém já faz uns quatro anos que eu pego muitas optativas em língua grega e fiz pesquisa na área de literatura grega, então eu digo que, por puxadinho, eu também sou do grego. Mas então eu fiz uma iniciação científica, que é tipo uma pesquisa, é o início, de você começar a fazer uma pesquisa acadêmica em alguma área, e eu fiz sobre Helena e Páris na poesia mélica, grega arcaica, sob orientação da professora Giuliana Ragusa. E foi uma pesquisa que eu estudei 14 fragmentos de poemas de cinco poetas diferentes de um gênero chamado mélica, e agora, quando eu terminar a minha graduação, eu estou pretendendo partir para o mestrado, em que eu vou pesquisar principalmente o Páris, que é um personagem um pouco polêmico. Leonardo: É interessante falar das polêmicas, então. Paloma: Sim, pois é, a gente vai falar. E eu também tive a oportunidade de participar de alguns congressos já falando sobre a minha pesquisa e também tive uns artigos publicados, então, quem se interessar... Leonardo: Interessante você ter citado a questão de ser de Letras, porque, ouvinte, como você já deve ter visto em alguns outros episódios que a gente lançou recentemente,
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  • Papo Lendário #227 – A Cidade de Ugarite
    Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo entrevista o professor Rogério Lima de Moura sobre a descoberta de Ugarite. A conversa foi sobre essa região e os textos míticos e religiosos encontrados. Conheça mais sobre Baal, o seu Ciclo, e diversos outros deuses dessa região, como El, Asherah, Yam e Mot. Além da relação que tais deuses possuem com Yaweh e Israel. -- EQUIPE -- Pauta, edição: Leonardo Locução da abertura: Ira Croft Host: Leonardo Participante: Rogério Lima de Moura -- APOIE o Mitografias -- -- LINKS -- Contatos do convidado: Academia.edu Facebook Instagram LIVRO - Religiao, Arte e Cultura Curso: História e Religião da Antiga Judá - séculos VIII- I a.C. -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Eduardo Oliveira Everson Everton Gouveia Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira Leila Pereira Minetto Lindonil Rodrigues dos Reis Marcia Regina M. Garcia Mateus Seenem Tavares Mayra Patricia Ussyk Paulo Peiker Rafael Resca Rafa Mello Rosenilda A. Azevedo Surya Namaskar Talita Kelly Martinez Willian Rochadel -- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) -- [00:00:00] [Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br. [Trilha sonora] Leonardo: Muito bem, ouvinte. O local do qual falaremos no episódio de hoje muito provável de você nunca ter ouvido, mas talvez conheça, sim, os deuses adorados nessa região. Hoje, o episódio será sobre a religião, os mitos e deuses de Ugarite. Não se preocupe se o nome for estranho, pois vamos explicar tudo isso aqui. Na verdade, quem vai explicar é o convidado de hoje, o professor Rogério, que, dentre os seus trabalhos, está um focado nessa região, inclusive com comparações com trechos bíblicos. Então seja bem-vindo, professor, e pode se apresentar para o ouvinte. Rogério: Olá, Leonardo. Olá, todos e todas que estão nos ouvindo. É um prazer enorme estar aqui, falar um pouco de um tema tão importante para a história do levante e todos esses conceitos que trabalharemos na nossa fala. Então o meu nome é Rogério Lima de Moura, eu estou fazendo o meu doutorado na Universidade Metodista de São Paulo, na área de Ciências da Religião. Meu enfoque é o mundo ali do Levante, principalmente a história do antigo Israel e da antiga Judá, e eu trabalho também bastante as questões do imaginário religioso, das construções ideológicas que estão inseridas aí no período. Então eu tenho formação, a minha graduação, o meu bacharelado foi em Teologia, meu mestrado também foi em Ciências da Religião, sempre trabalhando esses aspectos, trabalhar a Bíblia hebraica como objeto de pesquisa. E muito da Bíblia hebraica, não só Israel e Judá, mas as cidades que eram vizinhas ali ao antigo Israel e à antiga Judá, e também fazer algumas análises comparativas, que veremos daqui a pouco na minha fala, essa questão de como que Israel e Judá participam também do imaginário religioso, das construções religiosas ali do Levante, daquela região do Levante. Então é um prazer enorme estar com vocês neste podcast. Leonardo: Bom, o tema de hoje é Ugarite, e, quando se pesquisa por esse nome, normalmente os primeiros resultados são falando sobre a descoberta dessa região, a descoberta de Ugarite, mas então é legal mostrar para o ouvinte o que realmente é, o que foi essa descoberta, o que foi descoberto lá. Rogério: Ugarite é uma antiga cidade ali na região do Levante. Se você preferir, se os ouvintes preferirem, estou falando daquela área que comumente é chamada de Palestina. Então a região que ficam ali o antigo Israel, a antiga Judá, a Fenícia, a Síria,
    57 min
  • Papo Lendário #226 – A Poesia Mélica
    Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo entrevista a Professora Giuliana Ragusa (professora de Língua e Literatura Grega da Universidade de São Paulo), sobre a poesia mélica. Conheça a poesia mélica (ou lirica), entenda o motivo desses nomes, e qual a relação com mitologia grega. Conversamos sobre quem foram os 9 poetas líricos mais famosos da Grécia Arcaica. Esse Papo Lendário foi baseado nos diversos trabalhos da Professora Giuliana, principalmente o livro "Lira Grega" que você pode comprar por aqui -- EQUIPE -- Pauta, edição: Leonardo Locução da abertura: Ira Croft Host: Leonardo Participante: Giuliana Ragusa -- APOIE o Mitografias -- -- LINKS -- Contatos do convidado: Academia.edu Vídeo sobre poesia mélica com a Profa. Ragusa Lira Grega - Antologia de Poesia Arcaica Hino a Afrodite e outros poemas -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Eduardo Oliveira Everson Everton Gouveia Gabriele Tschá Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira Leila Pereira Minetto Lindonil Rodrigues dos Reis Marcia Regina M. Garcia Mateus Seenem Tavares Mayra Patricia Ussyk Paulo Peiker Rafael Resca Rafa Mello Rosenilda A. Azevedo Surya Namaskar Talita Kelly Martinez Willian Rochadel -- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) -- [00:00:00] [Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br. [Trilha sonora] Leonardo: Muito bem, ouvinte. No Papo Lendário de hoje, vamos focar na cultura grega, ir além só da mitologia, pois falaremos da poesia lírica. Quem já pesquisou um pouco de Grécia Antiga já deve ter ouvido esse, termo, mas hoje vamos explicar o que realmente é, quem são os poetas e também as relações com os mitos gregos. E, para isso, hoje eu estou com uma convidada, ela sim que entende do assunto, já tem obras publicadas sobre o tema: é a professora Giuliana. Professora, pode ficar à vontade para se apresentar para os ouvintes. Giuliana: Boa noite a todos, então, que nos ouvem. Meu nome é Giuliana Ragusa, sou professora de língua e literatura grega, professora associada a nível docente na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Estou aqui hoje para falar, então, da lírica. E agradeço muito o convite do Leonardo. Leonardo: A gente que agradece, os ouvintes vão ficar felizes de a gente se aprofundar mais. E esse nome não é tão estranho, pelo menos quando você pesquisa a Grécia Antiga. Você até encontra, mas você tem outros nomes, mas é interessante a gente dizer, mostrar o que é em si essa poesia lírica. Giuliana: A poesia lírica rigorosamente no sentido antigo do termo, que começa a circular na época da Biblioteca de Alexandria, digamos lá pelos 200 antes de Cristo, é a poesia que se define pura e simplesmente como a canção para performance ao som da lira em modo solo ou coral e, no caso da canção coral, com a dança e associação à lira de outros instrumentos. Essa poesia era nomeada por um tempo mais antigo, que é mélica. Mélica é uma palavra que os ouvintes, se curiosos buscarem nos dicionários, não vão encontrar, porque eu estou apenas dizendo em português a palavra grega. Mas embora mélica não existe, existe o substantivo; não exista na nossa língua, sobrevive na nossa língua o substantivo melos, que é um sinônimo de meliqué - melos, que significa canção. Sobrevive no nosso vocabulário ligado justamente à dimensão que na transmissão, Leonardo, se perdeu, que é essa dimensão da música. Então a palavra melos ficou: melodia, por exemplo. Ficou nesse nosso léxico. Então lírica rigorosamente é um nome que vai aparecer posterio...
    1 hr 11 min
  • Papo Lendário #225 – O Herói Grego
    Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo entrevista Jota, doutorando em Letras Clássicas, que falou sobre o tema de seu mestrado, o herói grego! Conheça a obra clássica "O Catalogo de Mulheres" e entenda como foi o fim dos heróis gregos. Conversamos também sobre o que define o herói grego, e se haveriam ou não heroinas nessas narrativas. Além de muito mais sobre esse tema. -- EQUIPE -- Pauta, edição: Leonardo Locução da abertura: Ira Croft Host: Leonardo Participante: Jota -- APOIE o Mitografias -- -- LINKS -- Contatos do convidado: Email - [email protected] Academia.edu Instagram pessoal - @ohelenista @afrodision -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Everson Everton Gouveia Gabriele Tschá Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira José Eduardo de Oliveira Silva Leila Pereira Minetto Lindonil Rodrigues dos Reis Marcia Regina M. Garcia Mateus Seenem Tavares Mayra Patricia Ussyk Rafael Resca Rafa Mello Rosenilda A. Azevedo Surya Namaskar Talita Kelly Martinez Willian Rochadel -- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) -- [00:00:00] [Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br. [Trilha sonora] Leonardo: Muito bem, ouvinte. Aqui no Papo Lendário já falamos algumas vezes sobre o conceito de herói e até já citamos as narrativas de alguns, principalmente dos gregos, e hoje iremos nos aprofundar nesse tema, já que temos um convidado que fez estudos sobre isso focado em algumas obras clássicas da mitologia grega. Então, Jota, muito obrigado por tê-lo aqui no episódio e pode se apresentar para os ouvintes. Jota: Leonardo, obrigado pelo convite. Oi, pessoal. Eu sou o Juarez Oliveira, mas podem me chamar de Jota, que é como todo mundo me chama. Eu sou formado em Letras pela FFLCH-USP; fiz mestrado justamente no tema que a gente vai discutir hoje, que é o herói grego. Eu estudei uma obra chamada O Catálogo das Mulheres, atribuído a um poeta chamado Hesíodo, e nesse processo eu estudei como foi o fim da linhagem dos heróis não só nesse poema, mas também na tradição como um todo. E aí agora estou trabalhando com Afrodite no doutorado, estou estudando-a na Ilíada e na Odisseia. Leonardo: Beleza. Foi até legal você ter citado as suas pesquisas de Afrodite, que já fica para o ouvinte, quem sabe, mais um episódio sobre o tema. Jota: Opa, aí vai ser legal também. Leonardo: Bom, hoje, como então vamos falar do herói, eu achei bem interessante. Ouvinte, esse episódio é feito em cima desses trabalhos que o Jota fez. Eu achei bem interessante essa questão de ser o fim do herói, da linhagem, a questão do Catálogo das Mulheres, que é uma obra que acho que quem conhece é quem estuda mais a fundo mesmo, porque em geral muitas vezes a pessoa não ouve tanto falar do Catálogo das Mulheres, nem mesmo até por ser do Hesíodo. Quando se fala do Hesíodo, o principal mesmo é sempre a Teogonia. Mas então a gente vai entrar nesse tópico, ouvinte, mas antes eu acho legal, então, falar do herói. Vamos situar o que é o herói, porque, bom, quem é ouvinte aqui do Papo Lendário já deve imaginar, porque a gente já falou isso várias vezes, mas a ideia do herói que a gente tem atualmente, o herói moderno, por assim dizer, é diferente do herói grego. Tem a sua relação, mas não dá para a gente olhar o herói acho que de antigamente com os olhos de agora. Jota: Sim, de fato existe uma certa distância e tem alguns pontos de contato, mas existe eu acho que mais distância do que proximidades, se a gente for pensar. Quando a gente está falando do herói grego,
    1 hr 4 min
  • Retorno do Papo Lendário
    Apenas um aviso do retorno de nosso podcast Papo Lendário, aguardem que semana que vem será publicado o episódio 225 -- APOIE o Mitografias -- -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Everson Everton Gouveia Gabriele Tschá Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira José Eduardo de Oliveira Silva Leila Pereira Minetto Lindonil Rodrigues dos Reis Marcia Regina M. Garcia Mateus Seenem Tavares Mayra Patricia Ussyk Rafael Resca Rafa Mello Rosenilda A. Azevedo Surya Namaskar Talita Kelly Martinez Willian Rochadel
    4 min
  • Papo Lendário #224 – Como Estudar Mitologia
    Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo Mitocôndria, Nilda Alcarinquë, Juliano Yamada e Pablo de Assis conversam sobre como estudar mitologias. Saiba quais cuidados você deve ter quando pesquisa fontes sobre mitologias. Entenda a diferença entre obras literárias sobre mitologia e obras academicas. Ouça algumas indicações de obras e autores para ler e pesquisar. -- EQUIPE -- Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria Locução da abertura: Ira Croft Host: Leonardo Mitôcondria Participante: Juliano Yamada, Nilda Alcarinquë, Pablo de Assis -- APOIE o Mitografias -- -- LINKS -- Papo Lendário sobre "O Que é Mitologia?" -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Adriano Gomes Carreira Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Edmilson Zeferino da Silva Everson Everton Gouveia Gabriele Tschá Hamilton Lemos de Abreu Torres Higgor Vioto Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira José Eduardo de Oliveira Silva Leila Pereira Minetto Lindonil Rodrigues dos Reis Maira Oliveira Santos Mariana Lima Mateus Seenem Tavares Mayra Nilda Alcarinquë Paulo Diovani Goncalves Patricia Ussyk Petronio de Tilio Neto Rafael Resca Rafa Mello Talita Kelly Martinez -- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) -- [00:00:00] [Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br. [Trilha sonora] Leonardo: Muito bem, ouvinte. Hoje a gente não vai falar de nenhuma mitologia, nem de nenhum mito ou divindade, pois nosso objetivo é falar de como estudar e pesquisar sobre mitologias. É claro que a resposta mais correta é escutar o Papo Lendário e acompanhar tudo que o Mitografias publica, esse é o melhor jeito. Mas a gente pode ir além disso, e aí hoje, para falar do tema, estou aqui com o Yamada... Juliano Yamada: Olá. Leonardo: ... com a Nilda... Nilda: Olá, povo. Leonardo: ... e com o Pablo. Juliano Yamada: Oi. Leonardo: Hoje vamos ver que esse tema rende bastante. E eu tive a ideia de fazer esse episódio por causa de algumas perguntas comuns que o pessoal costuma me fazer. O pessoal que sabe que eu tenho o Mitografias e tudo, normalmente nas redes sociais ou muitas vezes pessoalmente vem me perguntar: "O livro X sobre mitologia é bom?", "Qual livro é bom para começar a estudar mitologia?", se determinado filme ou série é fiel com as mitologias ou até quantas mitologias existem. Já ouvi várias e várias vezes todas essas perguntas e muitas outras relacionadas a isso. Então esses foram alguns exemplos de perguntas, e, com isso, a gente quer tentar abordar aqui sobre como estudar mitologia. Não vai ser necessariamente algo muito aprofundado em metodologia ou coisas do tipo, mas é muito para você, ouvinte, ou quem está conhecendo agora esse episódio - vai servir bastante também para isso -, para entender como pesquisar, como é bom tomar certos cuidados quando vai pesquisar as mitologias, entender melhor como fazer isso e não depender só da gente. Mas não deixe de nos escutar. Em primeiro lugar, a gente precisa definir o que é mito e mitologia, para deixar claro sobre o que a gente está falando. Porém a gente já tem um episódio sobre isso, que é um tema que rende bastante, então a gente já fez um episódio, então a gente não vai se aprofundar nisso aqui. Fica a indicação, vai estar o link aí do episódio, até porque lá a gente mostra uma definição de mitologia, de mito, de lenda, de fábulas. Tem vários termos que a gente vai definindo lá no episódio. E, de certa forma, esse episódio é praticamente uma continuação daquele. Podem ter algumas coisas que a gente fale aqui que já sejam óbvias para quem já é nosso ouvinte de longa data, pois,
    1 hr 44 min
  • Papo Lendário #223 – Fëanor
    Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo Mitocôndria, Nilda Alcarinquë, e Juliano Yamada conversam sobre o elfo Fëanor. Conheça o elfo Feanor, o criador das Silmarils. Entenda como essas pedras foram criadas e todos os problemas que isso causou. Ouça sobre o primeiro massacre entre elfos. Veja o porquê Melkor é o Senhor das Fofocas. -- EQUIPE -- Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria Locução da abertura: Ira Croft Host: Leonardo Mitôcondria Participante: Juliano Yamada, Nilda Alcarinquë -- APOIE o Mitografias -- -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Adriano Gomes Carreira Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Edmilson Zeferino da Silva Everson Everton Gouveia Gabriele Tschá Hamilton Lemos de Abreu Torres Higgor Vioto Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira José Eduardo de Oliveira Silva Leila Pereira Minetto Lindonil Rodrigues dos Reis Maira Oliveira Santos Mariana Lima Mateus Seenem Tavares Mayra Nilda Alcarinquë Paulo Diovani Goncalves Patricia Ussyk Petronio de Tilio Neto Rafael Resca Rafa Mello Talita Kelly Martinez -- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) -- [00:00:00] [Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br. [Trilha sonora] Leonardo: Muito bem, ouvinte. Em mais um episódio do Papo Lendário sobre a mitologia tolkeniana, eu estou aqui com o Yamada... Juliano Yamada: Olá, vocês. Leonardo: ... e com a Nilda. Nilda: Olá, olá. Leonardo: A gente já falou sobre algumas obras, sobre algumas raças, sobre conceitos, mas acho que esse vai ser o primeiro episódio que faremos sobre um personagem específico da Terra Média. No caso, é sobre o elfo Fëanor. É um tema que a gente já tinha prometido, já tinham pedido e a gente estava enrolando aí para fazer. Então finalmente fizemos o episódio sobre o Fëanor. Nilda: Querendo ou não, a gente já falou um pouco sobre ele tanto no nosso episódio 112, sobre a Canção de Eru, a gente já estava mencionando-o um pouco, e tem os episódios 126, que é O Despertar dos Elfos, e o Papo Lendário 162, que é sobre Beren e Lúthien. Acabou falando sobre a origem dos elfos, como eles se dividem e tal, e no Beren e Lúthien é uma das consequências da história do Fëanor. Apesar que tem consequência na história dele que aparece até no Senhor dos Anéis, coisas e consequências da vida dele, do que ele fez e da principal obra dele, que foram as Silmarils. Juliano Yamada: Para se ter uma ideia, o Fëanor influenciou tanto que até pode-se dizer que a ideia da fabricação dos anéis surgiu indiretamente dele. Celebrimbor foi aprendiz dele. Ele foi quem fez os três grandes anéis dos elfos. Leonardo: Vamos localizar, antes de entrar nos detalhes do Fëanor, onde e quando que ele se encontra, principalmente porque é um elfo, então o quando deve ser algo bem extenso. Na cronologia desse mundo, quando ele teria vivido? Nilda: Ele nasceu antes do início da chamada Primeira Era e viveu um pouco no começo da chamada Primeira Era, sendo que, na contagem do tempo, a Primeira Era seria a primeira era após o surgimento do sol e da lua. Ele é mais velho que o sol e a lua também. Ele participou desse evento do surgimento do sol e da lua. Não participação direta dele, mas tem a ver com as guerras e com toda a vida dele. Aliás, é uma das coisas que foi difícil de fazer a pauta, porque boa parte da história do Fëanor se coloca com a história de todos os outros elfos, de todos os Valar e Maiar, que são os seres angelicais que tem - acabam se envolvendo nisso. Então, por exemplo, quando você pega a história dele para contar, no meio da história, você tem a história do Melkor,
    1 hr 21 min
  • Papo Lendário #222 – Zoroastrismo
    Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo Mitocôndria, Nilda Alcarinquë, Juliano Yamada e Pablo de Assis conversam sobre como o Zoroastrismo. Conheça mais sobre essa antiga religião. Ouça sobre Ahura Mazda e seu profeta Zaratrusta. Entenda se essa religião é o primeiro monoteismo da história. -- EQUIPE -- Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria Locução da abertura: Ira Croft Host: Leonardo Mitôcondria Participante: Juliano Yamada, Nilda Alcarinquë, Pablo de Assis -- APOIE o Mitografias -- -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Adriano Gomes Carreira Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Edmilson Zeferino da Silva Everson Everton Gouveia Gabriele Tschá Hamilton Lemos de Abreu Torres Higgor Vioto Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira José Eduardo de Oliveira Silva Leila Pereira Minetto Lindonil Rodrigues dos Reis Maira Oliveira Santos Mariana Lima Mateus Seenem Tavares Mayra Nilda Alcarinquë Paulo Diovani Goncalves Patricia Ussyk Petronio de Tilio Neto Rafael Resca Rafa Mello Talita Kelly Martinez -- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) -- [00:00:00] [Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br. [Trilha sonora] Leonardo: Muito bem, ouvintes. Como vocês viram no título do episódio, hoje vamos falar do zoroastrismo - isso é um pouquinho trava-língua -, que é algo que já citamos algumas vezes em episódios anteriores, mas, diferentemente de outras crenças parecidas, como o judaísmo, islamismo e o cristianismo, pelo tamanho mais limitado do zoroastrismo compensa ter um episódio geral dele, diferentemente dessas outras três religiões abraâmicas, as quais o ideal é ter episódios mais focados em alguns conceitos dentro de cada uma, porque elas são muito mais complexas, por tudo que a gente tem de informação. E aí no episódio de hoje a gente está com o Pablo… Pablo: Olá. Leonardo: ... estamos com a Nilda… Nilda: Oi, oi. Leonardo: ... e o Yamada. Juliano Yamada: Olá, vocês. Leonardo: Os três vão me acompanhar durante o episódio para a gente explicar para vocês, ouvintes, o que é esse tal de zoroastrismo. Que, com certeza, vocês já devem ter ouvido, que é um pouquinho mais desconhecido, mas a gente mesmo já citou algumas vezes. Então a gente vai mostrar os detalhes mais a fundo dessa religião que ainda existe. Como falei, ele não é totalmente desconhecido, ele ainda tem e tudo mais, mas a gente não tem tanta informação dele tão facilmente quanto das outras religiões abraâmicas - essas três que a gente citou: judaísmo, islamismo e cristianismo têm muito mais informação. É comum que as pessoas já tenham ouvido falar, saibam até que é semelhante a essas três religiões monoteístas, mas não saibam muito dos detalhes. Eu mesmo não encontrei não só oficiais em si; no geral também não encontrei tanta coisa em português. Pablo: Alguma coisa me diz que talvez em persa você ache mais. Leonardo: Sim, sim, eu imagino que sim. É que aí o meu conhecimento em persa é bem menor. Em inglês eu ainda consegui entender alguma coisa. Nilda: Talvez você encontre alguma coisa em chinês. Leonardo: É, também não ajuda muito. Bom, mas então o que afinal de contas é o zoroastrismo? É uma religião bem antiga. É dito que a origem dela é anterior a 600 anos antes da Era Comum. Às vezes é colocado como sendo até quatro mil anos atrás, então seria bem antes dessa data; mas 600 a.C. é certeza que já tinha, mas antes mesmo já se imagina de ter essa religião. Teria nascido ali na região do que atualmente seria o Irã, e aí por isso que é considerada uma religião persa. Obviamente,
    1 hr 12 min
  • Papo Lendário #221 – Deuses Criadores e Deuses Regentes
    Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo Mitocôndria, Nilda Alcarinquë, e Juliano Yamada conversam sobre como são os deuses criadores e como são os deuses que lideram. Veja quais sãos os deuses responsáveis pelas criações nas mitologias. Entenda como um deus que lidera seu panteão não precisa ser o mesmo deus que criou o mundo. Veja alguns dos padrões que temos tanto de deuses que ocupam o posto de líder e os deuses que criam. -- EQUIPE -- Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria Locução da abertura: Ira Croft Host: Leonardo Mitôcondria Participante: Juliano Yamada, Nilda Alcarinquë -- APOIE o Mitografias -- -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Adriano Gomes Carreira Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Edmilson Zeferino da Silva Everson Everton Gouveia Gabriele Tschá Hamilton Lemos de Abreu Torres Higgor Vioto Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira José Eduardo de Oliveira Silva Leila Pereira Minetto Lindonil Rodrigues dos Reis Maira Oliveira Santos Mariana Lima Mateus Seenem Tavares Mayra Nilda Alcarinquë Paulo Diovani Goncalves Patricia Ussyk Petronio de Tilio Neto Rafael Resca Rafa Mello Talita Kelly Martinez -- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) -- [00:00:00] [Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br. [Trilha sonora] Leonardo: Muito bem, ouvinte. No episódio de hoje, vamos refletir sobre um conceito comum nas mitologias e, com isso, eu estou aqui com o Yamada… Juliano Yamada: Olá, vocês. Leonardo: ... e com a Nilda. Nilda: Olá, olá. Leonardo: A ideia desse episódio começou com uma reflexão minha ao notar a quantidade de deuses de diversos panteões que possuem o aspecto de líder, de rei ali do panteão, porém que esses mesmos deuses não foram os criadores do universo, não são o princípio em si. Ainda que sejam os mais adorados, sejam os principais, eles não são os que necessariamente criaram tudo a partir do zero. Eu comecei essa pauta com essa ideia de comparar o que seria um deus criador versus um deus regente, mas é interessante que, pesquisando nesse assunto, a gente vai vende a pluralidade que tem nas mitologias diferentes, nas culturas diferentes e como esse conceito de deus criador e o conceito também de deus líder, deus regente também pode ser bem amplo. Ainda que o objetivo aqui vá ser comparar os deuses criadores com os deuses regentes, a gente tem que ter noção de que são termos genéricos, então fica amplo quando você vai pesquisar mais a fundo, pois isso vai variar de cultura para cultura. Na verdade, a gente até vai mostrar essas variações - isso que é legal, ver essas diferenças. Enquanto que em algumas culturas, algumas mitologias, o criador é quem realmente criou tudo ali em sete dias, por exemplo, em outras a criação vem aos poucos e muitas vezes vem até de diversos deuses, não é um único criador que você pode dizer. E também a gente tem que deixar claro que o que a gente quer dizer com tais termos, porque a gente fala deus criador: a que a gente se refere nisso? Teoricamente, seria uma divindade que deu origem ao universo, deu origem aos elementos da natureza. Porque, se não definir bem, de certa forma, em algumas mitologias praticamente toda divindade é uma divindade criador, porque é comum que tenha: "A divindade pegou não sei o que lá e criou um instrumento, criou uma flauta, criou não sei o que, criou uma árvore" e tudo, então deus criador só por ter criado qualquer coisa tem de monte. Tipo, eu menosprezei os deuses, mas ok, a gente está se referindo a deuses criadores do universo, criadores do mundo. Mas a necessidade de a gente definir isso mostr...
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  • Papo Lendário #220 – Deuses Ferreiros
    Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo Mitocôndria, Nilda Alcarinquë, e Juliano Yamada conversam sobre os deuses artifices e ferreiros. Ouça mais sobre Hefesto, o mais famoso deus ferreiro. Entenda as possiveis relações entre as aparências de personagens ferreiros Conheça o deus do furacão nos mitos maias. E ouça sobre alguns dos inúmeros deuses artífices nas diversas mitologias, desde Ptah até Varuna -- EQUIPE -- Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria Locução da abertura: Ira Croft Host: Leonardo Mitôcondria Participante: Juliano Yamada, Nilda Alcarinquë -- APOIE o Mitografias -- -- Agradecimentos aos Apoiadores -- Adriano Gomes Carreira Alan Franco Alexandre Iombriller Chagas Aline Aparecida Matias Ana Lúcia Merege Correia Anderson Zaniratti André Victor Dias dos Santos Antunes Thiago Bruno Gouvea Santos Clecius Alexandre Duran Domenica Mendes Eder Cardoso Santana Edmilson Zeferino da Silva Everson Everton Gouveia Gabriele Tschá Hamilton Lemos de Abreu Torres Jeankamke Jonathan Souza de Oliveira José Eduardo de Oliveira Silva Leila Pereira Minetto Leticia Passos Affini Lindonil Rodrigues dos Reis Mariana Lima Mateus Seenem Tavares Mayra Nilda Alcarinquë Paulo Diovani Goncalves Patricia Ussyk Petronio de Tilio Neto Rafael Resca Rafa Mello Talita Kelly Martinez -- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) -- [00:00:00] [Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br. [Trilha sonora] Leonardo: Muito bem, ouvintes. Vamos falar hoje, aqui no Papo Lendário, de uma classe, um tipo, uma profissão, uma habilidade, uma característica de diversos deuses, uma forma de classificar alguns deuses, que a gente encontra em toda e qualquer mitologia. Então a gente vai fazer aquela coisa de falar de vários diferentes, várias mitologias: grega... sei lá quais tem aqui. Várias. É que grega é a mais básica, principalmente pela divindade mais conhecida dessa classe, que, bom, vocês viram aí o título, viram no post: a gente vai falar de deuses artífices ou, então, deuses ferreiros. Na verdade, a gente vai falar melhor como classificar esses deuses. Hoje estou com o Yamada, da equipe… Juliano Yamada: Olá, vocês. Leonardo:... e com a Nilda. Nilda: Olá. Leonardo: A gente sempre nota os grandes feitos dos heróis, dos semideuses e até dos deuses nas narrativas, mas a gente nunca para para pensar que, entre esses grandes panteões divinos, existem também aqueles que absorvem as funções de artífices e ferreiros; aqueles que, mesmo nunca tendo participado de grandes épicos, estavam sempre presentes ali nas narrativas. Algumas vezes, em alguns exemplos, a gente vai ter isso unindo divindades importantes e com funções de artífices; outras vezes, são divindades mais reclusas ou pelo menos mais deixadas de lado por vários motivos. E até tem algumas relações de motivos históricos, mas mais para a frente a gente fala. Mas é interessante, talvez, a gente já ver essa questão: são deuses ferreiros, artífices. O que seria uma divindade artífice? Juliano Yamada: Interessante para até fazer um adendo é que o ser humano como a gente conhece hoje começou a avançar como civilização a partir do momento em que a gente começou a fazer trabalhos que durassem mais, em que criássemos objetos que tivessem funções mais complexas. A gente deixou de ser primitivo - que simplesmente pegava um pedaço de pau e, se ele tivesse uma parte mais pesada, a gente usava como porrete; se tivesse uma parte mais afiada, a gente usava como lança - e a gente começou a fabricar essas funções. Provavelmente, acho que os primeiros materiais que a gente chegou a fabricar, que o ser humano começou a fabricar foram com o objetivo de caça ou de trabalho com o material da caça ou da produção de alimentos.
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