mondo lirondo

mondolirondo porTUgal


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como todos los abriles dedicamos una hora a nuestrxs compis portuguesxs, o tugas, como ellxs se llaman cariñosamente,
este año se pasa por nuestro estudio Ricardo, de espai tuga, la asociación de cultura portuguesa en valencia para hablarnos de las actividades que conmeroran esta semana el 40 aniversario del fin de la dictadura, la revolución de los claveles prometía devolverle el poder al pueblo pero portugal está más sicabe en poder de los mercados
throes + the shine - batida
julio pereira - pulguita saltitante (cd 2014 cavaquinho.pt)
joâo afonso -onde o amor termina (cd 2014 sangue bom)
nàstio mosquito -bebi beberei bebendo
simone de oliveira (con cool hipnoise) - 33
a naifa - bolero do coronel sensível que faz amor no monsanto (cd 2013 as cançôes da naifa)
ana moura - e tu gostavas de mim (cd 2012 desfado)
carmen souza - song for my father
antónio zambujo - flagrante
terrakota - world massala
para comemorar os 40 anos da reconquista da liberdade, Lisboa propõe um espectáculo a 24 de abril no Terreiro do Paço, em Lisboa. Até lá o espectáculo multimédia 'videomapping' A Primavera é Linda, de Nuno Maya e Carole Purnelle do Atelier OCUBO, volta àquela praça da capital para receber a Primavera.
Na noite de 24 abre-se uma das portas que Abril abriu para o arranque das celebrações dos 40 anos da Revolução dos Cravos, no Terreiro do Paço, em Lisboa. A noite, que começa às 21.45, integra "três momentos distintos", explicou ao DN Miguel Honrado. O presidente da EGEAC referia-se ao videomapping, uma criação plástica, ao espetáculo musical que cruza artistas de diferentes gerações e à criação pirotécnica alusiva ao 25 de abril.
"a ideia é projetar abril e mostrar ao público o que foi o processo de transição" da ditadura para a democracia, adiantou Miguel Honrado, classificando o espectáculo "muito variado com uma oferta intergeracional, para as pessoas trazerem os filhos". aliás, o projeto foi pensado para "atrair as gerações mais novas" de forma a que possam "absorver a mensagem de liberdade" do 25 de Abril. Daí a oferta de uma produção que recorre à tecnologia 3D alusivo aos principais momentos que conduziram à Revolução de Abril na fachada nascente do Terreiro do paço. um 'videomapping' resultante de uma parceria com o Museu da República contendo fotografias, vídeos, jornais e animações para mostrar momentos do Portugal antes da Revolução, a própria em Lisboa e o processo revolucionário seguinte. O espectáculo conta com a banda sonora de Luís Cília, um dos primeiros cantores de intervenção.
o segundo momento será "uma celebração livre e emotiva", diz miguel Honrado. O concerto, com duração de duas horas, mistura artistas de diferentes gerações e estilos musicais interpretando repertório próprio e de referência do "Cancioneiro de Abril". Vinte artistas, em que se podem contar nomes como Júlio Pereira, Capicua, Camané, Dead Combo ou Linda Martini num espectáculo intitulado 'Mais Abril, 40 Anos' que conta também com uma componente audiovisual que ilustrará alguns temas e apresentará quatro curtos documentos: antes de Abril, murais e estática, o povo na rua e homenagem a Salgueiro Maia.
Encerrando as festividades na transição do dia 24 para 25 de abril e conjugado com a componente de espetáculo musical, o rio Tejo - sob a interpretação de Grândola, Vila Morena, de José Afonso - será palco, às 00.05, de uma criação pirotécnica em que se evoca uma chuva de cravos e a bandeira nacional. Até lá decorre desde ontem até dia 23, também no Terreiro do Paço, 'A Primavera É Linda', criado sob a temática da Primavera e da Páscoa.para comemorar com três projeções por noite.
até 23 de abril, a fachada nascente do Terreiro do Paço vai encher-se de cor, luz e animação. Durante 10 noites será projectado, num espaço de mais de 150 metros de comprimento, um filme em 3D que contou, na sua construção, com a participação de 40 crianças de várias escolas de Lisboa. A entrada é livre.
Os Throes + The Shine são cinco e criaram um género nunca antes explorado, o casamento entre o rock despreocupado com o kuduro de fazer mexer ancas e multidões. Em 2012, sob a alçada da recomendável Lovers & Lollypops, os T+TS editaram o seu disco de estreia, Rockuduro, um trabalho muito bem recebido pela imprensa e pelo público em geral. Agora é tempo de Mambos de Outros Tipos, um disco mais reflectido e ainda mais cosmopolita.
dois angolanos, Diron e André do Poster, conferem ao T+TS o lado mais africano e irrequieto, o que lhes valeu comparações a nomes como Buraka Som Sistema, em versão mais rock. Isto porque a outra metade da banda, composta pelos rockeiros Marco Castro, Igor Domingues e João Brandão, dá-lhe bem nos riffs a abrir.
Com uma rodagem internacional considerável (Festival Roskilde, na Dinamarca; Electron Festival, na Suíça; Festival Chorus, em França, ou World Music Festival, Noruega), dos T+TS pode-se esperar sempre o mesmo: suor, entrega, multidões e, obviamente, dança.
a cinemateca portuguesa procura filmes amadores que tenham sido feitos nos "dias revolucionários de 1974", para que sejam exibidos no próximo dia 25, assinalando os 40 anos da revolução.
A Cinemateca tem dedicado a programação deste mês à revolução de abril de 1974 com filmes militantes, etnográficos, censurados, documentários e ficção do Cinema Novo.
A estes, o Museu do Cinema quer juntar, numa sessão especial no dia 25 de Abril, à tarde, registos que os portugueses fizeram com as suas próprias câmaras, "nos formatos amadores comuns à época, designadamente Super 8" sobre os acontecimentos da revolução.
A 25 de Abril, a Cinemateca irá exibir também a cobertura televisiva da RTP, revelando a "euforia do dia captada em direto", assim como as imagens em bruto, não montadas, sem som e sem cortes, que integram a coleção da Cinemateca.
Serão ainda mostrados dois números especiais de atualidades, intitulados "25 de Abril de 1974 e 1.º de maio de 1974" e "O povo unido jamais será vencido", de António Escudeiro, assim como "Cravos de Abril", de Ricardo Costa, e "Os caminhos da liberdade", do coletivo da Cinequipa.
À noite, passará "As armas e o povo", feito em 1975 por um coletivo de realizadores, entre os quais José Fonseca e Costa, Fernando Lopes, João César Monteiro, Glauber Rocha, Alberto Seixas Santos, António da Cunha Telles e António-Pedro Vasconcelos.
"Torre Bela", filme de Thomas Harlan, de 1977, que regista a ocupação da herdade do Duque de Lafões, e um colóquio com o crítico e cineclubista Manuel Pina, replicando um encontro que aconteceu na Cinemateca, a 25 de Abril de 1974.
A programação de abril da Cinemateca tem por título "25 de Abril sempre - O movimento das coisas" e incluiu filmes como "Brandos costumes", de Alberto Seixas Santos, "Deus, Pátria, Autoridade" (1975), documentário experimental de Rui Simões sobre o Estado Novo, "As paredes pintadas da revolução portuguesa" (1976), de António Campos.
A vertente etnográfica e de registo das práticas populares revela-se com "Máscaras" (1976), de Noémia Delgado, "Continuar a viver - Os índios da meia praia" (1976), de António da Cunha Telles, sobre uma comunidade piscatória em Lagos, e "Trás-os-montes" (1976), de António Reis e Margarida Cordeiro.
a cantora simone oliveira é distinguida na terça-feira com o prémio voz/montepio 2014, "por ser uma voz marcante para todos os portugueses, uma lutadora e um exemplo", disse à lusa o otorrinolaringologista mário andrea.
o prémio, uma escolha dos catedráticos do doutoramento em voz, linguagem e comunicação, ministrado conjuntamente pelas faculdades de medicina e de letras da Universidade de Lisboa, será entregue pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, no final do concerto celebrativo do Dia Mundial de Voz, que se realiza terça-feira, às 21:30, no Teatro Tivoli-BBVA, na capital.
"Simone de Oliveira é uma lutadora e é uma profissional que tocou várias artes desde a canção ao teatro, passando pela rádio, cinema e televisão", disse o catedrático em otorrinolaringologia Mário Andrea, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
"É uma lutadora, uma mulher que perdeu a voz e a conseguiu recuperar", referiu o catedrático.
Em 1969, Simone de Oliveira ganhou pela segunda vez o Festival RTP da Canção com "Desfolhada Portuguesa", com a qual representa Portugal no Festival da Eurovisão, em Madrid. No final desse ano perdeu a voz. Simone de Oliveira fez então jornalismo, rádio, locução de continuidade e apresentou um concurso Miss Portugal e espetáculos no Casino Peninsular da Figueira da Foz.
A intérprete de "Sol de inverno", entretanto, recuperou a voz, gravou um disco com temas de autoria de José Cid, e em 1973 voltou a concorrer ao Festival RTP com "Apenas o meu povo", conquistando o Prémio de Interpretação.
Numa entrevista à Lusa, por ocasião dos seus 50 anos de carreira, a cantora reconheceu que "há uma Simone antes da perda de voz e outra Simone depois".
"Aprendi muito, até a tirar melhor partido de mim mesma e das canções", afirmou.
poemas del blog ortografia do olhar (ortografía del mirar)
APANHADOR DE ESTRELAS
1º Prémio APPACDM Setúbal – 2013
Estavas sentado a apanhar estrelas no beiral da casa
e eu,
que queria escrever um poema,
um poema luz
franco e aberto,
um poema a sorrir, a gargalhar
escrevi-te a ti,
a ti porque és parte da poesia que há em mim
Já viste, repara:
ninguém sabe apanhar estrelas no beiral de casa
muita gente tenta
mas as estrelas caem e partem-se na noite
mas tu,
tu fazes das tuas mãos: gestos
onde estrelas vão morar
tu sabes
sabes apanhar estrelas no beiral da casa
e é esta diferença de quem sabe apanhar estrelas nos beirais
que torna feliz e matinal
o olhar de todos os poetas.
Olívia Santos
In: TUDO. Lisboa: Lua de Marfim, 2014, p. 5
(foto alfredo cunha)
Não é ainda a luz de abril
Não.
Não é ainda a luz de abril
que alastra neste chão.
É apenas um sorriso,
um breve rumor a roçar
o veludo das ervas.
Ainda não se ouve, ao longe,
a canção do milho sobre os campos,
a sua gloriosa subida às mesas,
nas casas.
Ainda não se ouve nada.
Por agora falo-te da sombra
que sobra deste inverno,
da sombra que se cola à terra nua
E se demora no sono enrolado
dos gatos.
Ficarei por aqui. Aceito ficar
com as mãos magoadas
e o delírio da febre nos olhos
enxotando palavras de vento no escuro.
O sorriso?
Ah!... O sorriso entornou-o aqui a seda
de uma rosa.
Abriu-se, pura, à proa de uma súbita
primavera.
Lídia Borges
In: Sementes Daqui. Macedo de Cavaleiros: Poética Edições, 2013, p. 70
Publicado por Graça Pires
del blog o blog dodesassossego
Os meninos que assobiam
Ontem estava na varanda a fumar um cigarro, acompanhada pelas minhas alfaces, como que a auto premiar-me por ter superado a prova "deitar a Amália que agora só quer é brincar e odeia dormir" quando passou uma moça a correr. Leggings pretas, top colado ao corpo, braçadeira com iphone e phones nos ouvidos (havia de ser onde?). E lá ia ela, de rabo de cavalo, a correr, corpo que me deu alguma inveja mas é bem feita porque não mexo (ainda) uma palha. À porta de um prédio estavam quatro rapazolas, crescidos, a fumar e a falar, tudo normal, riam-se e coiso. E a moça saudável passou, concentrada na sua corrida, não olhou para nenhum, sempre em frente é que é o caminho. Mas os rapazolas pararam e ficaram a olhar, assobiaram e disseram coisas porque em grupo são todos uns corajosos e não havia maneira de desviarem os olhos do rabo da moça já ela ia no fim da rua. E fiquei enervadíssima e com vontade de descer e de lhes dar com uma frigideira na cabeça, a única coisa que tinha ali à mão capaz de os aleijar (facas era capaz de ser extremo). Quem é que deu a estes e a outros rapazolas o direito de tratarem assim as mulheres? Eles já nascem assim? Quem que lhes disse que é ok olhar sem parar como quem quer comer, assobiar e dizer coisas que na cabeça deles soam a elogios mas na verdade não passam de ofensas. Porque é que os homens acham normais este tipo de assédios e ficam com aquelas caras de imbecis como se tivessem dito uma tirada inteligente a darem mentalmente pancadinhas nas costas a eles próprios. O que eu gostava de saber é quando é que isto vai parar quando é que as mães e os pais dos miúdos que agora ainda são crianças lhes explicam que isso é feio, uma falta de respeito, que aquelas raparigas a quem dizem coisas e assobiam são irmãs como as deles, são mães como as deles, são filhas como as deles, são pessoas e merecem - têm - ser tratadas com o mesmo respeito que eles. Isso, ou estas moças começarem a ir correr com um taser debaixo do braço.
joão afonso retoma o trilho da diáspora africana num álbum partilhado com os escritores José Eduardo Agualusa e Mia Couto e o músico Vítor Milhanas. A via do bem é por aqui.
João Afonso nunca se livrará do parentesco com José Afonso e neste «Sangue Bom» retoma uma das mais corajosas e visionárias diásporas musicais do tio: África.
A mãe dos sons, nossa por afinidade histórica mas sem desígnios de soberania ou fusos intelectuais. Só a integração de um subconsciente musical presente na memória colectiva mas que, estranhamente, foi desprezado ou simplesmente rejeitado até os Buraka Som Sistema provarem que a riqueza rítmica era muito maior que qualquer aprovação da intelligentsia pós-modernista.
João Afonso não embarca sozinho nesta viagem. Leva os escritores Mia Couto e José Eduardo Agualusa e o baixista Vítor Milhanas, director musical de Fausto, também ele curador da arte de dar as mãos entre Portugal e as antigas colónias.
«Sangue Bom» não ferve o sangue como o fabuloso e relativamente esquecido primeiro álbum de João Afonso, «Missangas» (1997), mas faz o bem entre palavras bens medidas e texturas variadas que servem os poemas. Perdoam-se alguns arranjos datados sempre que o investimento sonoro é na tecnologia.
vídeo: la mujer que hizo de los claveles el símbolo de la revolución
agenda valencia:
acció Cultural del País Valencià, la Cimera Social, la Plataforma per l’Ensenyament Públic, les Plataformes en Defensa de la Llei de la Dependència, la Societat Coral El Micalet, la Plataforma Salvem el Cabanyal i Ca Revolta us convoquem a la manifestació del dissabte 26 d’abril de 2014.
Enguany la manifestació en commemoració de la Diada del 25 d’abril recorrerà els carrers de València eixirà de la Plaça de Sant Agustí a les 18 h.
Recuperem el país destrossat per un Govern que atempta contra la llengua i la cultura, l’ensenyament, la sanitat i els serveis públics, els mitjans de comunicació en llengua pròpia i l’autogovern.
Salvem les persones de les polítiques antisocials que provoquen més crisi, més atur i més desigualtat social.
Per això, el País Valencià necessita un canvi, i junts hem de fer-lo possible.
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