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Morte de voluntário da CoronaVac foi suicídio e não tem relação com a vacina


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Laudo da polícia de São Paulo aponta que a morte do voluntário que recebeu dose de CoronaVac não tem relação com a vacina. Segundo o Estadão, apesar da investigação ainda não ter sido concluída, a equipe responsável pelo caso tem convicção que se tratou de um suicídio. Pelo laudo do Instituto Médico Legal, o homem de 32 anos teria ingerido uma combinação de medicamentos com composição totalmente diferente dos utilizados na imunização. Inclusive, a última dose da vacina foi administrada 20 dias antes do falecimento. Devido ao óbito, os testes da CoronaVac foram suspensos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) durante dois dias, o que gerou inúmeras críticas à Agência.
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O Estadão também noticiou que o militar indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a cúpula da Anvisa apoia mensagens contra a CoronaVac e a Organização Mundial da Saúde em redes sociais. Um levantamento feito pelo jornal mostra que o tenente-coronel Jorge Luiz Kormann curtiu diversas postagens que criticam a imunização desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

Em uma transmissão pela internet nesta quinta, Bolsonaro, que também questiona o produto, disse que o suicídio pode ser um “efeito colateral da vacina”, relata O Antagonista. O presidente apontou ser preciso investigar as causas que levaram o homem a tirar a própria vida antes de retomar os testes. “Vamos apurar a causa do suicídio e daí, obviamente, em sendo suicídio, não tem nada a ver com a vacina”, afirmou o presidente.

A Folha lembra que o pano de fundo dos ataques à imunização é a disputa política entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e Bolsonaro, prováveis adversários na eleição presidencial de 2022.

Apesar da batalha política, nesta sexta-feira (13) uma equipe da Anvisa viaja para a China com o intuito de realizar inspeções nos laboratórios onde as doses são produzidas. Certificar o exercício de boas práticas nessas instalações é um dos requisitos para autorizar o eventual uso do produto em território nacional, explica o Poder360.

O Brasil registrou 926 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, informa o G1. É o maior número de óbitos em um dia desde 16 de setembro. A média móvel de mortes nos últimos sete dias foi de 365.
Pelo Brasil
As eleições em Macapá devem ocorrer até a data limite de 27 de dezembro, último domingo de 2020. O plenário do Tribunal Superior Eleitoral confirmou o adiamento do pleito na cidade, que foi pedido pelo TRE do Amapá, até o restabelecimento completo do fornecimento de energia elétrica. O estado está há dez dias com problemas no abastecimento devido a um apagão ocorrido no último dia 3, o que gerou uma onda de protestos na região, lembra o G1. O partido do segundo colocado nas pesquisas eleitorais avalia entrar com uma ação no TSE pedindo a realização da eleição. Segundo o Podemos, a decisão beneficia o candidato Josiel Alcolumbre (DEM), irmão do presidente do Senado Davi Alcolumbre, que apresentou uma queda de 9% nas intenções de voto depois da interrupção de energia. O partido também questiona o adiantamento ter sido determinado apenas na capital do Amapá, sendo que os outros 15 municípios do estado também enfrentam falta de luz, aponta a Folha.

A corrida eleitoral em Porto Alegre também teve mudanças importantes nesta semana. José Fortunati (PTB), que teve a chapa impugnada pelo TRE do Rio Grande do Sul na segunda-feira (9), declarou apoio ao candidato Sebastião Melo (MDB), destaca GaúchaZH. O marcante nessa história é que o término prematuro do sonho de Fortunati de voltar à prefeitura ocorreu por uma ação judicial de um candidato a vereador do PRTB, partido que integra a coligação de Melo. As últimas pesquisas eleitorais mostram Manuela D’Ávila (PCdoB) liderando a corrida com 27%,
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