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“Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo.” Assim falava Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, na data de publicação da Constituição de 1988. Após 21 anos de ditadura um presidente civil foi eleito e uma nova Carta Magna escrita e promulgada, a democracia retornava ao Brasil. No episódio dessa semana, e último da série Ditadura Militar, abordo os últimos anos do regime militar e suas consequências, buscando explicar como a transição para a democracia foi marcada por sangue, luta e resistência. Venha entender como Diretas Já, Tancredo Neves e RioCentro se relacionam na busca dos brasileiros pela democracia.
Bibliografia:
GASPARI, Elio. A Ditadura Acabada. Rio de Janeiro: Intrínseca Ltda, 2016.
SAMPAIO, Plínio de Arruda. Para além da ambiguidade: uma reflexão histórica sobre a cf/88. In: CARDOSO JUNIOR, José Celso (org.). A Constituição Brasileira de 1988 revisitada: recuperação histórica e desafios atuais das políticas públicas nas áreas econômica e social. Brasília: Ipea, 2009. p. 37-52.
IDOETA, Paula Adamo. ‘Temos ódio e nojo à ditadura‘: o discurso histórico que promulgou a Constituição do Brasil. BBC News Brasil, São Paulo, p. 1, 5 out. 2018. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45750071. Acesso em: 21 abr. 2024.
MACIEL, W. A. Fim do regime militar: ruptura ou continuidade?. Cadernos AEL, [S. l.], v. 13, n. 24/25, 2010. Disponível em: https://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/ael/article/view/2553. Acesso em: 21 abr. 2024.
WOLFART, Graziela. “Os crimes de sangue não foram anistiados”. Revista do Instituto Humanitas Unisinos, [s. l.], 9 abr. 2012. Disponível em: https://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/4344-jair-krischke-4. Acesso em: 22 abr. 2024.
LEMOS, Renato. Anistia e crise política no Brasil pós-1964. Topoi (Rio de Janeiro), [S.L.], v. 3, n. 5, p. 287-313, dez. 2002. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/2237-101x003006012.
Música: Pra não dizer que não falei das flores
Por 21 anos os militares mandaram no país, mas enfrentaram para isso o povo. Com armas, livros, roteiros e lápis brasileiros e brasileiras desenvolveram formas diferentes de lutarem contra a Ditadura e pela democracia. No episódio dessa semana falei sobre as diferentes resistências, da armada até o operariado, na luta contra os militares no poder. Venha entender um pouco mais sobre esse brasileiros e brasileiras que deram sangue, suor e lágrimas pela liberdade do povo e do país.
Bibliografia:
MAIA, Adriana Valério; STANKIEWICZ, Mariese Ribas. A Música Popular Brasileira e a Ditadura Militar: vozes de coragem como manifestações de enfrentamento aos instrumentos de repressão. Não Informado, Pato Branco, v. , n. , p. 1-13, jan. 2015.
MEMÓRIAS DA DITADURA (São Paulo). Grupos da Luta Armada. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/grupos-da-luta-armada/. Acesso em: 14 abr. 2024.
MEMÓRIAS DA DITADURA (São Paulo). Operários. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/operarios/. Acesso em: 14 abr. 2024.
O, Fantatisco. Filha de Ziraldo lembra da vez em que visitou o pai na cadeia durante ditadura: ‘ficou um mês numa solitária‘. G1, São Paulo, p. 1-1, 8 abr. 2024. Disponível em:https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2024/04/08/filha-de-ziraldo-lembra-da-vez-em-que-visitou-o-pai-na-cadeia-durante-ditadura-ficou-um-mes-numa-solitaria.ghtml. Acesso em: 14 abr. 2024.
Música
Apesar de você, Chico Buarque
Cálice, Chico Buarque
DOPS, DOI-CODI, Operação Bandeirantes. Esses são alguns dos nomes que representam a violenta repressão que a Ditadura Militar utilizava contra opositores e opositoras do regime militar. No episódio dessa semana, e 2º da série sobre a ditadura, falei um pouco das ferramentas que eram utilizadas pelos militares para manter seu regime estável e diminuir a força opositoras, em especial as de esquerda. Venha entender um pouco mais sobre como o regime agia e sobre suas vítimas.
Bibliografia:
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Modernizando a repressão: a usaid e a polícia brasileira. Revista Brasileira de História, [S.L.], v. 30, n. 59, p. 237-266, jun. 2010. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0102-01882010000100012.
BRASIL. Comissão Nacional da Verdade. Mortos e desaparecidos políticos / Comissão Nacional da Verdade. Brasília: CNV, 2014. 1996
Scuderie Le Cocq: A origem do grupo de extermínio do qual Ronnie Lessa fez parte. O Globo, [S. l.], p. 1-1, 21 mar. 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/blogs/blog-do-acervo/post/2024/03/scuderie-le-cocq-a-origem-do-grupo-de-exterminio-do-qual-ronnie-lessa-fez-parte.ghtml. Acesso em: 4 abr. 2024.
MEMÓRIAS DA DITADURA. Operação Bandeirantes. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/operacao-bandeirante/. Acesso em: 04 abr. 2024.
MEMÓRIAS DA DITADURA. Disfarce Legalista e Métodos Ilegais. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/disfarce-legalista-e-metodos-ilegais/. Acesso em: 04 abr. 2024.
MEMÓRIAS DA DITADURA. Tortura: Violação de Direitos Humanos. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/tortura-violacao-de-direitos-humanos/. Acesso em: 04 abr. 2024.
PACHECO, Thiago da Silva. Polícia política, inteligência e segurança na ditadura militar (1964-1984). Sæculum – Revista de História, [S.L.], v. 39, n. 39, p. 191, 17 dez. 2018. Portal de Periódicos UFPB. http://dx.doi.org/10.22478/ufpb.2317-6725.2018v39n39.40750.
Em 1964 o Brasil passaria por uma grande e triste mudança, o Golpe Militar de 1964. No episódio dessa semana abordei como uma aliança militar-civil-empresarial conseguiu tomar o poder do país, explicando os antecedentes da crise desde a renúncia de Jânio Quadros até as ações militares em 31 de março e 1º de abril. Venha entender um pouco mais sobre um dos momentos mais importantes da nossa história nacional.
Bibliografia:
GOMES, Ângela de Castro. 1964: presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura militar no Brasil. 2. ed. [S.L]: Civilização Brasileira, 2014. 420 p.
BRASIL. Decreto nº 53.700, de 13 de março de 1964. Declara de interesse social para fins de desapropriação as áreas rurais que ladeiam os eixos rodoviários federais.
BRASIL. Presidente do Senado (1961-1968: Auro de Moura Andrade). Discurso por ocasião do Golpe de 1964. Brasília. 2 abr. 1964. Disponível em: https://www.camara.leg.br/radio/programas/269224-golpe-de-1964-05-14/
GOULART, João. João Goulart. In: FIGUEIREDO, Carlos (org.). 100 Discursos Históricos Brasileiros. Belo Horizonte: Editora Leitura, 2003. p. 341-355.
1964 e a ditadura militar no quadro transnacional: novas perspectivas historiográficas. Falas de Felipe Loureiro, Marcos Napolitano. (escritos do seminário ainda não publicados)
Músicas
HOLANDA, C. B. Apesar de você [1970]. Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=jf6XBoJ_DCY. Acesso em: 31 mar, 2024
Almeida, F. A. e Neto, M. Varre, varre, vassourinha. [1960]. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cMo2cZHLJfo. Acesso em: 31 mar. 2024
GUSTAVO, M. Vamos Jangar [1960]. Disponível em : https://www.youtube.com/watch?v=DVvvZbTFIqg Acesso em: 31 mar. 2024
Em maio de 1453 a Europa seria abalada com a notícia de que Constantinopla, a capital do Império Bizantino, havia caído. No episódio dessa semana falo brevemente sobre o Cerco de Constantinopla feito por Maomé II, o Conquistador e sua vitória contra os romanos orientais. Aproveitei ainda para abordar como religião e lendas provavelmente influenciaram na batalha e as consequências dessa para a Europa e para o mundo como um todo.
Bibliografia:
NORWICH, John Julius. Byzantium: the decline and fall. Londres: Penguin Group, 1995.
Fall of Constantinople. In: Britannica. Londres. Disponível em:https://www.britannica.com/event/Fall-of-Constantinople-1453#ref343574. Acesso em: 24 março de 2024
Bósnia, Sérvia, Monte Negro, Kosovo, Macedônia, Eslovênia, Croácia. Esses são alguns países existentes nos dias de hoje, mas todos têm uma característica em comum: eram membros da Iugoslávia. No episódio desta semana falo sobre a desintegração da Iugoslávia por meio de anos de luta armada marcados inclusive por massacres a civis e genocídio. Venha entender mais sobre o maior conflito europeu do Séc XX pós Segunda Guerra Mundial
Bibliografia
BAKER, Catherine. The Yugoslav Wars of the 1990s. 2. ed. na: Palgrave, 2015
Yugoslav Wars. In: Wikipédia a Enciclopédia Livre. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Yugoslav_Wars. Acesso em: 10 de março de 2024
Croatia. In: Britannica. Disponível em: https://www.britannica.com/place/Croatia/Independent-Croatia. Acesso em: 10 de março de 2024.
Música: Hino da Iugoslávia, Hino da Bosnia
“Juscelino, Juscelino, Juscelino para presidente do Brasil” assim cantava o jingle de Juscelino Kubitschek. No episódio desta semana falo sobre o governo JK e o seu famoso Plano de Metas, o plano de desenvolver o Brasil 50 anos em 5. Venha entender um pouco mais sobre esse período da nossa história e seu legado para a história de nosso país, positivos e negativos.
Bibliografia: CEDRO, Marcelo. O governo Juscelino Kubitschek (1956-1961): estabilidade política e desenvolvimento econômico. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucila de Almeida Neves (org.). O Brasil Republicano: o tempo da experiência democrática. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019. p. 199-234.
SKIDMORE, Thomas. Anos de Confiança. In: SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Getúlio a Castelo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. p. 203-230.
Música:
Jingle JK
Com a criação da República o Brasil entrou em um outro mundo político, porém uma coisa se manteve: a força das elites locais. Os anos republicanos até 1930 foram chamados de República Oligárquica justamente pela força dessas elites e a capacidade dessas de influenciarem as políticas locais, estaduais e nacionais. Venha entender um pouco mais sobre esse período e sobre como a política funcionava e excluía a população.
Bibliografia
FAUSTO, Boris. Características políticas da Primeira República. In: FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2006. p. 261-273.
Em 1937 o Brasil mudaria radicalmente, uma ditadura, muito planejada, seria iniciada. No episódio dessa semana falei sobre o Plano Cohen, o falso plano utilizado como desculpa para que Vargas realizasse um auto golpe. Foi nesse contexto que teve início o Estado Novo, que duraria até 1945. Venha entender um pouco mais sobre esse contexto extremamente importante sobre a nossa história e frágil democracia.
Bibliografia:
PANDOLFI, Dulce e GRYNSZPAN, M!rio. Da Revolução de 30 ao Golpe de 37: a depuração das elites. Revista de Sociologia e Política. UFPR, 1997, n. 9, p. 7- 23.
Lamarão, Sérgio (2001). «Carta Brandi». Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. CPDOC FGV. Consultado em 4 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 24 de setembro de 2020
Correio da Manhã (1 de outubro de 1937). «As instrucções do Komintern para a acção dos seus agentes contra o Brasil» (PDF). Correio da Manhã (13158). 3 páginas
Música:
Glórias ao Brasil
No século XIII d.C a Europa iniciou uma cruzada, mas não contra os muçulmanos por Jerusalém. No episódio dessa semana abordei a Cruzada Albiagesa, a luta entre o catolicismo romano e o catarismo, uma vertente religiosa que ganhou força no sul da atual França. Venha entender um pouco mais sobre esse evento, sobre a cruzada e suas batalhas, e sobre a acusação de genocídio contra esse evento. Ao mesmo tempo conhecerá um pouco sobre o catarismo, religião pouco comentada nos dias atuais.
Bibliografia:
Britannica, The Editors of Encyclopaedia. "Cathari". Encyclopedia Britannica, 20 Oct. 2023, https://www.britannica.com/topic/Cathari. Accessed 5 February 2024.
MARVIN, Laurence W.. THE OCCITAN WAR: a military and political history of the albigensian crusade, 1209⠳1218. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.
BARBER, Malcolm. THE CATHARS: dualist heretics in languedoc in the high middle ages. Abingdon: Routledge Taylor & Francis Group, 200.
LEMKIN, Raphael. LEMKIN ON GENOCIDE. Lanham: Lexington Books, 2012.
VERGETIS NO SENIUM. In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Disponível em: https://de.wikipedia.org/wiki/Vergentis_in_senium. Acesso em: 5 feb. 2024
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