Durante o século XIX, o Destino Manifesto foi uma crença, que ganhou muita força nos Estados Unidos, segundo a qual os americanos acreditavam ter uma missão divina de expansão territorial, levando para outras regiões e outros povos a civilização e o progresso — cumprindo, assim, a vontade de Deus. Hoje, em um cenário marcado por disputa tecnológica, corrida por minerais estratégicos e reorganização das cadeias globais de produção, essa lógica parece renovada. Como o governo dos EUA repagina essa política? Ao enquadrar a competição com potências rivais como uma missão moral, em nome da "ordem democrática", Washington busca garantir que as inovações do futuro ocorram sob sua égide? Como essa narrativa de "missão providencial" ou de "excepcionalismo" tem sido adotada por certos países, como Israel, para legitimar suas ações geopolíticas? Para comentar o tema, recebemos Roberto Moll Neto, professor de história da América da Universidade Federal Fluminense (UFF); e Tatiana Poggi, doutora em história, professora de história contemporânea da UFF e integrante do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo (Niep-Marx) e do Laboratório de História Econômico-social (Polis), ambos da UFF. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.