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O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira, 20, o Orçamento de 2025, com três meses de atraso – o esperado era que a peça orçamentária fosse votada antes do Natal. No texto aprovado pelos parlamentares, que vai à sanção presidencial, há a previsão de um saldo positivo de R$ 15 bilhões nas contas públicas – que ignorou o aumento de despesas e a projeção menor de arrecadação feita por especialistas e por técnicos do próprio Legislativo. Além disso, os congressistas usaram parte da economia do pacote fiscal aprovado no ano passado para aumentar o valor de emendas parlamentares, que somarão R$ 50 bilhões. "Esse orçamento, encruado, acabou sendo aprovado rapidinho. O relatório de muitas páginas foi distribuído de madrugada, às 14h já estava aprovado na Comissão especial e antes das 18h o foi no plenário conjunto do Congresso. Todo mundo comemorou e considerou um troféu da Gleisi Hoffmann porque foi uma boa estreia dela na articulação política do Governo - mas custou caro. Ministro Flavio Dino do STF fez todo um trabalho para garantir a transparência e conseguiu mudar a forma, mas os valores continuam estratosféricos. Não tem sentido o Congresso ter controle da gestão de R$ 60 bilhões do Orçamento em um ano; isso é tirar poderes do Executivo e transferir para o Legislativo", analisa Cantanhêde.
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By Estadão5
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O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira, 20, o Orçamento de 2025, com três meses de atraso – o esperado era que a peça orçamentária fosse votada antes do Natal. No texto aprovado pelos parlamentares, que vai à sanção presidencial, há a previsão de um saldo positivo de R$ 15 bilhões nas contas públicas – que ignorou o aumento de despesas e a projeção menor de arrecadação feita por especialistas e por técnicos do próprio Legislativo. Além disso, os congressistas usaram parte da economia do pacote fiscal aprovado no ano passado para aumentar o valor de emendas parlamentares, que somarão R$ 50 bilhões. "Esse orçamento, encruado, acabou sendo aprovado rapidinho. O relatório de muitas páginas foi distribuído de madrugada, às 14h já estava aprovado na Comissão especial e antes das 18h o foi no plenário conjunto do Congresso. Todo mundo comemorou e considerou um troféu da Gleisi Hoffmann porque foi uma boa estreia dela na articulação política do Governo - mas custou caro. Ministro Flavio Dino do STF fez todo um trabalho para garantir a transparência e conseguiu mudar a forma, mas os valores continuam estratosféricos. Não tem sentido o Congresso ter controle da gestão de R$ 60 bilhões do Orçamento em um ano; isso é tirar poderes do Executivo e transferir para o Legislativo", analisa Cantanhêde.
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