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Declarar-se por alguém diante dos anjos é o mesmo que defender o ingresso desse alguém na esfera do Pai celeste. É o que faz Jesus em favor dos seus fiéis seguidores. E o que é blasfemar contra o Espírito Santo? Sabemos que toda a vida e as obras de Jesus se desenrolam sob a ação do Espírito. Já dizia o próprio Jesus no início de sua missão: “O Espírito do Senhor está sobre mim…” (Lc 4,18). Ora, dizer que Jesus age pelo poder de Satanás (cf. Lc 11,15) é blasfemar contra o Espírito Santo. É como chamar o Espírito Santo de Satanás, sendo justamente Satanás o inimigo declarado de Jesus. Quem ofende a Jesus poderá obter perdão, afinal, as pessoas são lentas para crer que ele é o Filho de Deus. Mas atribuir o Bem ao Maligno, isso é imperdoável. Vai contra a evidência e a reta intenção. É um fechamento total.
"Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados".
“Serão pedidas contas a esta geração!” Os destinatários desta sentença eram primeiramente os doutores da Lei e os fariseus. A menção dos apóstolos ao lado dos profetas deixa entrever as perseguições dos chefes contra a primeira geração apostólica. Os especialistas em Leis dificultavam, para as pessoas simples, a compreensão e a prática da Lei de Deus. Mais grave: incutiam medo no povo para que não se aproximasse de Jesus (cf. Jo 12,42). O saber, em posse de poucas pessoas, ou utilizado como veículo de dominação, é uma forma de injustiça e um dos obstáculos à fraternidade. Jesus distribui tantas carapuças aos fariseus e doutores da Lei, que não causa espanto o fato de se porem de acordo, “armando ciladas para apanhá-lo de surpresa em alguma palavra que saísse de sua boca”.
Jesus denuncia a hipocrisia dos fariseus e mestres da Lei.
"Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração."
Uma voz feminina, anônima, se dirige a Jesus, glorificando-lhe a Mãe. Essa mulher, do meio da multidão, representa o povo que continua acreditando nos privilégios de um povo só. Jesus, porém, não vai nessa direção. Ele vem para proclamar e estabelecer uma sociedade alternativa aberta a todos os povos. O critério de pertença ao Reino de Deus não é a nacionalidade, mas a escuta e a prática da Palavra de Deus. Quem ouve a Palavra de Deus e a transforma em atos concretos passa a fazer parte da família de Jesus. Vai empenhar-se para a realização, neste mundo, da justiça, da fraternidade e da paz. Quem assim o fizer será verdadeiramente “feliz”. Essa mulher do povo empresta sua voz à humanidade que louva Maria por ter escutado e cumprido a Palavra de Deus.
"Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa."
São Paulo VI definiu o rosário como “resumo de todo o Evangelho, onde a repetição da Ave-maria em forma de ladainha torna-se louvor incessante a Cristo”. O rosário teve sua origem no século XII por iniciativa dos dominicanos. Em 1573, o papa Gregório XIII, para realçar a importância do rosário, permitiu que a ordem dominicana, as confrarias do Santo Rosário e as igrejas com um altar em honra da Virgem do Rosário celebrassem, no primeiro domingo de outubro, a festa do “Santo Rosário da Bem-aventurada Virgem Maria”. São Pio X fixou a festa para o dia 7 de outubro. O atual calendário romano manteve a data, porém retocou o título da festa para “Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário”, abreviado na edição brasileira do Missal para “Nossa Senhora do Rosário”.
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