O preconceito que as mães enfrentam no mercado de trabalho ficou ainda mais acentuado durante a pandemia. Uma pesquisa com 40 mil trabalhadores do setor privado nos Estados Unidos, publicada em 2020 pela consultoria McKinsey & Company, mostrou que as mulheres com os filhos, além de estarem lidando com uma parcela maior do que os afazeres domésticos que os pais, preocupam-se duas vezes mais por estarem sendo julgadas negativamente pelo trabalho remoto. Um levantamento da Universidade de Cambridge também apontou que no marcado de trabalho dos EUA, Reino Unido e Alemanha as “mulheres e trabalhadores sem diploma têm chance significativamente maior de ter perdido seu emprego” durante a pandemia.
Mesmo antes do aparecimento da covid-19, uma pesquisa da Universidade de Stanford, Estados Unidos, mostrou que a maternidade provoca crenças de que as mães estão mais focadas nos filhos do que no trabalho e, portanto, são menos competentes, comprometidas e produtivas do que pais ou funcionárias sem filhos. Essa “punição pela maternidade” resulta em mães recebendo salários menores e sendo preteridas nas decisões de contratação e promoção, de acordo com a pesquisa.