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Olá Gnomos
Hoje trago mais dois relatos da internet, um com o uso de cogumelos o outro com o uso de DMT. Achei eles super legais para ilustrar o que geralmente vemos através dos artigos, sobre os efeito terapêuticos e de mudança de perspectiva que os psicodélicos podem trazer.
Hoje eu vou apresentar para gente os resultados de um artigo de revisão sistemática, chamado "Long-term effects of psychedelic drugs: A systematic review", de Aday e colegas (2020). Vamos ver quais são os efeitos duradouros dos psicodélicos: Quais foram as mudanças duradouras na personalidade/atitudes? Como ficaram os sintomas de depressão e ansiedade? Sentimento de espiritualidade? O bem-estar das pessoas? Elas aumentaram ou diminuiram o uso indevido de substâncias?
O artigo em questão é:
Hoje temos um episódio de discussão, em que vamos falar sobre como o cérebro sincroniza diversos processos para gerar a consciência, e o que isto tem a ver com estados alterados, como o uso de psicodélicos.
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Um livro para entender mais sobre oscilações neurais, processos cerebrais e consciência:
“Fundamentals of cognitive neuroscience: a beginner's guide.” por B. Baars & N.M. Gage.
E aqui temos alguns artigos que investigam oscilações neurais sob o efeito de psicodélicos (e afins):
“Neural correlates of the psychedelic state as determined by fMRI studies with psilocybin.” por R.L. Carhart-Harris e colegas (doi: 10.1073/pnas.1119598109);
“Broadband cortical desynchronization underlies the human psychedelic state” por S.D. Muthukumaraswamy e colegas (doi: 10.1523/JNEUROSCI.2063-13.2013);
“Increased spontaneous MEG signal diversity for psychoactive doses of ketamine, LSD and psilocybin” por M. Schartner e colegas (doi: 10.1038/srep46421);
“Neural correlates of the LSD experience revealed by multimodal neuroimaging” por R.L. Carhart-Harris e colegas (doi: 10.1073/pnas.1518377113);
“Connectome-harmonic decomposition of human brain activity reveals dynamical repertoire re-organization under LSD” por S. Atasoy e colegas (doi: 10.1038/s41598-017-17546-0);
“Increased Global Functional Connectivity Correlates with LSD-Induced Ego Dissolution” por E. Tagliazucchi e colegas (doi: 10.1016/j.cub.2016.02.010).
Recentemente, está rodando em todo lugar que "cientistas comprovaram que a depressão não está relacionada com a serotonina". Os sites de notícias estão passando esse clickbait como uma revolução na ciência. Só que não é bem assim... Hoje nós vamos olhar o artigo que iniciou todo esse bafafa, "The serotonin theory of depression: a systematic umbrella review of the evidence", de Moncrieff e colegas, publicado em uma das revistas da Nature agora em 20 de Junho de 2022. Vou contrastar ele com algumas críticas BEM pontuais de outros pesquisadores e pesquisadoras especialistas nessa área, conforme os comentários publicados no site science media centre. Depois vamos refletir o que isto nos diz sobre o processo de produção de conhecimento dentro da ciência, com uma reflexão breve acerca de filosofia da ciência e o processo autocorretivo no meio acadêmico.
Mais uma doidera que parece que veio da ficção científica, o grupo de cientistas liderado por Jiang interligou o cérebro de três pessoas (com métodos não invasivos) para elas jogarem um "tetris de três cabeças". Hoje vamos dar uma olhada no artigo "BrainNet: A Multi-Person Brain-to-Brain Interface for Direct Collaboration Between Brains", de 2019 por Jiang e colegas. Vamos entender como foi possível criar essa rede de cérebros, assim como dar uma olhada para outros experimentos que já foram feitos com as chamadas interfaces cérebro-cérebro, tanto em humanos como em animais.
Voltamos aos psicodélicos, hoje vamos entender como seu cérebro age diferente sob efeito de DMT, e o mais interessante, o que isto pode nos dizer sobre a consciência humana. O artigo de hoje foi "Neural correlates of the DMT experience assessed with multivariate EEG", de 2019 por Timmermann e colegas. Algumas pessoas foram injetadas com DMT e colocadas num aparelho de EEG, para medir sua atividade cerebral. O artigo nos conta como a atividade elétrica do cérebro estava relacionada com as diferentes partes da experiência psicodélica. A partir disto podemos pensar como os estudos com psicodélicos podem nos ajudar a entender melhor a consciência. Também discutimos sobre por que devemos nos manter céticos e atentos aos fatos quando falando deste tema. Afinal o que não falta no mundão lá fora é gente que distorce estudos científicos para embasar todo tipo de pseudagem, e isso é particularmente comum no universo dos psicodélicos é particularmente.
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