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Ao revisar as notícias da última semana, me deparei com mais e mais matérias sobre riscos e perigos online. Todos se assustam, muita gente opina, lutamos por leis melhores, por mudanças sociais, mas, pensando em tudo isso, me perguntei: por onde devemos recomeçar?
Creio que o primeiro ponto a saber é, conscientemente, o que estamos fazendo com nosso tempo e, nele, onde estamos depositando nossa atenção. Principalmente, no que diz respeito a convivência online em família.
A news de hoje é sobre isso, e quero te pedir alguns minutos para falarmos sobre as armadilhas que habitam na vida conectada, ou, quiça, hiperconectada.
24 HORAS, 7 DIAS POR SEMANA
A constante conectividade se infiltrou em todas as áreas das nossas vidas, transformando a maneira como lidamos com nosso trabalho, compromissos, contatos, relacionamentos, cuidado dos filhos e, até mesmo, com o nosso próprio bem-estar. E sim, também temos inúmeros benefícios em tudo isso! Agora,
RESPONDA COM SINCERIDADE
Você já mensurou quanto do seu tempo gasta online? E, como isso se reflete no seu cotidiano?
Todos nós, nos tornamos socialmente dependentes da internet para tantas coisas, que, precisamos avaliar qual é o impacto real que a conexão 24 horas, 7 dias por semana, exerce sobre nosso tempo, nossos relacionamentos e bem-estar emocional. De fato, a maioria de nós sente essa sobrecarga, que não sabem bem de onde vem e nem sempre consegue nomear, mas que se traduz em mais impaciência, pressa, angústia ou irritabilidade. E estes são só alguns exemplos óbvios.
Portanto, te garanto: todos nós precisamos avaliar a influência e as consequências da vida online na vida real, offline. Repito: isso pode virar uma chave poderosa na sua mente, que trará benefícios para a sua vida e para o seu bem-estar.
BRASIL ONLINE
Recentemente, dados divulgados pelo Consumer Pulse 2025, nos mostram como anda a relação dos brasileiros com os aplicativos de mensagem e redes sociais.
Seja para a comunicação pessoal ou profissional, o WhatsApp reina absoluto como redes social mais utilizada diariamente no Brasil. Depois dele, as redes sociais com maior penetração entre os brasileiros, segundo o Statista, são:
Ou seja: a internet brasileira é social, conversacional e de conteúdos rápidos. E, se não nos policiarmos na forma como utilizamos todos esses recursos e oportunidades, a realidade é que seremos “escravizados” por eles e achando bom.
Assim sendo, te convido a analisar os tópicos a seguir e fazer uma avaliação pessoal sobre como você se sente em relação a sua experiência online.
Ao final, prometo, há uma saída.
Vamos lá!?
Como você se sente quanto a:
SOBRECARGA MENTAL, ESTRESE , PROCRASTINAÇÃO E O JARDIM DO VIZINHO
Se, por um lado, a vida online ajuda a desenrolar e agilizar a correria dos dias atuais, por outro, estar sempre disponível seja para mensagens de trabalho, e-mails, respostas rapidinhas no WhatsApp e aquela olhadinha nas redes sociais, significa que seu cérebro nunca "desliga" completamente.
Quem nunca sentiu a pressão de ter que responder inúmeras mensagens e a sensação de que não está fazendo o suficiente, levante a mão! É aquela sensação de que é preciso mais tempo para fazer mais, estar mais presente e isso gera níveis de estresse e ansiedade que ainda podem ser exacerbados pela comparação constante com a "vida perfeita" alheia, tão presente nas redes sociais. E a comparação surge sem querer, apenas ao ver o que aos nossos olhos é admirável. Isso acontece com você?
DIFICULDADE DE ESTAR PRESENTE
Que a hiperconectividade afeta a qualidade da atenção dedicada aos relacionamentos familiares todos sabemos. A chamada "tecnoferência" — a interferência da tecnologia nas interações familiares — se manifesta quando um pai ou uma mãe está com o celular na mão durante as refeições, brincadeiras ou conversas. Essa falta de atenção integral pode gerar na criança um sentimento de que o celular é mais importante do que ela, afetando a autoestima e o vínculo emocional, mesmo quando estamos lado a lado.
São inúmeros os relatos, especialmente de crianças e adolescentes, sobre pais que preferem estar ao celular do que interagindo com eles. E quando isso acontece, geralmente, as redes sociais, os jogos online, tendem a taparem esse buraco.
Não se engane, o mesmo acontece quando em um momento a dois, a esposa ou o marido quer conversar e o outro está mais atento ao celular, ainda que ao seu lado.
Você, já vivenciou alguma dessas cenas?
Como se sente em relação a isso?
O DESAFIO DE SER O EDUCADOR DIGITAL
A geração de pais de hoje é a primeira a ter que criar os filhos em um ambiente onde a internet e as redes sociais são onipresentes. Muitos sentem uma sensação de impotência diante dos riscos. Alguns se sentem sozinhos, sobrecarregados na tarefa de mediar o acesso dos filhos às telas, e, ainda, ter que lidar com a sua própria dificuldade de se desconectar.
Como você se sente em relação a isso? Bate ou não aquela à sensação de que você deveria "estar mais atento”. Se a resposta for sim, isso gera em você algum tipo de culpa parental ou angústia pessoal?
Se algum desses pontos fez sentido para você, é hora de encontrar a saída.
ESTRATÉGIAS COMPORTAMENTAIS PARA A DESCONEXÃO
Você não está sozinha(o). Não basta apenas ter vontade de estabelecer limites saudáveis para você e sua família, seja intencional no seu rastreamento comportamental. A mudança precisa ser estratégica e focada em resultados práticos. São passos simples, você consegue.
Veja:
IDENTIFIQUE GATILHOS
Por uma semana, observe, e, se possível, até anote:
* Quando e por que você pega o celular além de uma necessidade real? É na mesa? É aquela imensidão de mensagens no WhatsApp ou as notificações de emails que chegam? Quando a criança está brincando sozinha? Após uma discussão? Esses gatilhos te levam à distração ou, para aquela sensação de que você precisa estar sempre disponível?
* Qual a emoção por trás do impulso? É ansiedade? Procrastinação? Tédio, solidão, a necessidade de sentir que está "por dentro" ou o estresse de se sentir improdutivo? O sentimento de recompensa existe?
Com essa clareza, você pode começar a identificar sentimentos, gatilhos e como está a sua relação com o celular para desviar desses gatilhos e não cair em armadilhas emocionais.
TÁ DIFÍCIL DESCONECTAR? CRIE ZONAS LIVRES DE TECNOLOGIA
As restrições de ambiente são poderosas. Crie regras claras para limitar a tecnologia em momentos específicos. Por exemplo:
* Mesa do jantar sem celular: O celular não entra na mesa durante as refeições. Isso força uma interação genuína e sem distrações. A recompensa é a conversa, a atenção à família e a qualidade do momento.
* Quarto sem telas: A rotina da noite deve ser focada no descanso. Se possível, não dependa do celular como despertador. Se o carregador do celular ficar em outro cômodo, perfeito. A cama se torna um espaço de relaxamento e sono, não de trabalho ou distração. A recompensa é uma melhor qualidade de sono e descanso, além de mais intimidade com o parceiro.
SE PRECISO, APOSTE NA SUBSTITUIÇÃO DE ROTINA
Se você pega no celular tantas vezes ao dia, que já nem dá mais pra saber quantas fazem sentido, então, considere criar uma rotina de substituição.
* "Rotina de substituição": estabeleça períodos de jejum online e invista seu tempo em algo produtivo, e que tem valor para você. Pratique um esporte, pegue um livro, aproveite para conversar mais ou brincar com seu filho, estar seu cônjuge, encontrar um amigo(a), invista no seu bem-estar. Dê valor aos momentos de desconexão e aprenda a aproveitá-los bem.
* Notificações estratégicas: se notificações são irresistíveis, desative todas as que não sejam urgentes. Permita apenas as de chamadas importantes. Isso diminui o número de gatilhos que levam você a pegar o celular sem necessidade.
* Momentos de "brincadeira conectada ou conectividade inteligente": Aprenda a usufruir do melhor que a vida online oferece. Por exemplo: estabeleça horários específicos para que você e seu filho possam usar a tecnologia juntos seja para assistir um desenho, filme ou série, ouvir música ou jogar algo. A tecnologia deixa de ser uma barreira e se torna uma ferramenta de conexão, criando uma recompensa emocional positiva.
O PODER DE VALORIZAR PEQUENAS CONQUISTAS
Comemore cada pequena vitória.
* Recompensa: A recompensa da desconexão não é um prêmio físico, mas a melhora da sua saúde mental, que reflete diretamente nas suas emoções e nos seus relacionamentos familiar e social. O aumento da sua capacidade de atenção, a diminuição da ansiedade e a sensação de que você está mais presente são as recompensas mais poderosas e sustentáveis disponíveis nessas escolhas.
* Diário de notas: Se você, por exemplo, anotar no final do dia os momentos em que se desconectou e o que isso proporcionou, poderá se surpreender positivamente. Poderá ainda, ampliar seu senso de valor sobre uma conversa profunda com seu parceiro, um sorriso genuíno da sua filha ou a sensação de ter tido uma noite de sono realmente reparadora.
A mudança não acontece da noite para o dia. É um processo, de pequenas vitórias e de compreensão para que seu cérebro se adapte.
Resumindo, ponha em prática o que você já sabe:
* Monitore seu tempo de conexão.
* Crie momentos de desconexão.
* Estabeleça limites entre trabalho e descanso.
* Mães e pais, participem mais ativamente da vida digital dos seus filhos (isso os ajudará a ter melhor noção de como eles interagem online).
Para alguns, o mais difícil talvez seja separar a vida pessoal da vida profissional.
Então, lembre-se: seu cérebro precisa desse descanso, e ele é fundamental para a sua produtividade e performance no trabalho. Assim, apostar no equilíbrio entre a vida online e offline, priorizando saúde mental e interações genuínas, também vai te beneficiar por lá!
Qual dessas estratégias parece mais viável para começar hoje?
DO LADO DE CÁ
Também estou no processo de desconexão. Tomei um susto quando um dia, curiosa, fui olhar meu tempo conectada e pasmem, passava de seis horas em dias comuns. Comecei a analisar onde, como e porque eu estava tanto online. Encontrei ótimas razões profissionais, mas também fuga, desconexão dos problemas - sem contar que na prática, todo feed é um convite a um julgamento a cada post.
Hoje, por exemplo, para o Instagram, estabeleci um limite de uso diário e o alerta me avisa quando parar. WhatsApp ainda é mais complicado, mas já está bem melhor quanto aos horários, por exemplo. Até aqui no Substack, que é um convite à leitura, foco mais nas news que nas notas.
Sobre a vida online, aprendi a me perguntar: é aqui onde quero estar? ë aqui onde quero gastar meu tempo? Isso me traz para a resposta que preciso naquele momento, e me ajuda a aproveitar melhor meu tempo.
Agora é com você!
Espero que a news de hoje possa te ajudar a investir no equilibro que tanto precisamos entre online e offline.
Se você conhece alguém que precisa ter acesso a essas informações, compartilhe esse artigo. Compartilhar nosso conteúdo também é uma forma de apoiar o Clube Orekare e ajudar outras pessoas a despertar para assuntos e temas importantes para a saúde mental, emocional e familiar.
Se você ainda não é assinante, inscreva-se abaixo e receba nosso conteúdo direto em sua caixa postal.
Nos vemos na próxima semana,
Até lá!
By OrekareAo revisar as notícias da última semana, me deparei com mais e mais matérias sobre riscos e perigos online. Todos se assustam, muita gente opina, lutamos por leis melhores, por mudanças sociais, mas, pensando em tudo isso, me perguntei: por onde devemos recomeçar?
Creio que o primeiro ponto a saber é, conscientemente, o que estamos fazendo com nosso tempo e, nele, onde estamos depositando nossa atenção. Principalmente, no que diz respeito a convivência online em família.
A news de hoje é sobre isso, e quero te pedir alguns minutos para falarmos sobre as armadilhas que habitam na vida conectada, ou, quiça, hiperconectada.
24 HORAS, 7 DIAS POR SEMANA
A constante conectividade se infiltrou em todas as áreas das nossas vidas, transformando a maneira como lidamos com nosso trabalho, compromissos, contatos, relacionamentos, cuidado dos filhos e, até mesmo, com o nosso próprio bem-estar. E sim, também temos inúmeros benefícios em tudo isso! Agora,
RESPONDA COM SINCERIDADE
Você já mensurou quanto do seu tempo gasta online? E, como isso se reflete no seu cotidiano?
Todos nós, nos tornamos socialmente dependentes da internet para tantas coisas, que, precisamos avaliar qual é o impacto real que a conexão 24 horas, 7 dias por semana, exerce sobre nosso tempo, nossos relacionamentos e bem-estar emocional. De fato, a maioria de nós sente essa sobrecarga, que não sabem bem de onde vem e nem sempre consegue nomear, mas que se traduz em mais impaciência, pressa, angústia ou irritabilidade. E estes são só alguns exemplos óbvios.
Portanto, te garanto: todos nós precisamos avaliar a influência e as consequências da vida online na vida real, offline. Repito: isso pode virar uma chave poderosa na sua mente, que trará benefícios para a sua vida e para o seu bem-estar.
BRASIL ONLINE
Recentemente, dados divulgados pelo Consumer Pulse 2025, nos mostram como anda a relação dos brasileiros com os aplicativos de mensagem e redes sociais.
Seja para a comunicação pessoal ou profissional, o WhatsApp reina absoluto como redes social mais utilizada diariamente no Brasil. Depois dele, as redes sociais com maior penetração entre os brasileiros, segundo o Statista, são:
Ou seja: a internet brasileira é social, conversacional e de conteúdos rápidos. E, se não nos policiarmos na forma como utilizamos todos esses recursos e oportunidades, a realidade é que seremos “escravizados” por eles e achando bom.
Assim sendo, te convido a analisar os tópicos a seguir e fazer uma avaliação pessoal sobre como você se sente em relação a sua experiência online.
Ao final, prometo, há uma saída.
Vamos lá!?
Como você se sente quanto a:
SOBRECARGA MENTAL, ESTRESE , PROCRASTINAÇÃO E O JARDIM DO VIZINHO
Se, por um lado, a vida online ajuda a desenrolar e agilizar a correria dos dias atuais, por outro, estar sempre disponível seja para mensagens de trabalho, e-mails, respostas rapidinhas no WhatsApp e aquela olhadinha nas redes sociais, significa que seu cérebro nunca "desliga" completamente.
Quem nunca sentiu a pressão de ter que responder inúmeras mensagens e a sensação de que não está fazendo o suficiente, levante a mão! É aquela sensação de que é preciso mais tempo para fazer mais, estar mais presente e isso gera níveis de estresse e ansiedade que ainda podem ser exacerbados pela comparação constante com a "vida perfeita" alheia, tão presente nas redes sociais. E a comparação surge sem querer, apenas ao ver o que aos nossos olhos é admirável. Isso acontece com você?
DIFICULDADE DE ESTAR PRESENTE
Que a hiperconectividade afeta a qualidade da atenção dedicada aos relacionamentos familiares todos sabemos. A chamada "tecnoferência" — a interferência da tecnologia nas interações familiares — se manifesta quando um pai ou uma mãe está com o celular na mão durante as refeições, brincadeiras ou conversas. Essa falta de atenção integral pode gerar na criança um sentimento de que o celular é mais importante do que ela, afetando a autoestima e o vínculo emocional, mesmo quando estamos lado a lado.
São inúmeros os relatos, especialmente de crianças e adolescentes, sobre pais que preferem estar ao celular do que interagindo com eles. E quando isso acontece, geralmente, as redes sociais, os jogos online, tendem a taparem esse buraco.
Não se engane, o mesmo acontece quando em um momento a dois, a esposa ou o marido quer conversar e o outro está mais atento ao celular, ainda que ao seu lado.
Você, já vivenciou alguma dessas cenas?
Como se sente em relação a isso?
O DESAFIO DE SER O EDUCADOR DIGITAL
A geração de pais de hoje é a primeira a ter que criar os filhos em um ambiente onde a internet e as redes sociais são onipresentes. Muitos sentem uma sensação de impotência diante dos riscos. Alguns se sentem sozinhos, sobrecarregados na tarefa de mediar o acesso dos filhos às telas, e, ainda, ter que lidar com a sua própria dificuldade de se desconectar.
Como você se sente em relação a isso? Bate ou não aquela à sensação de que você deveria "estar mais atento”. Se a resposta for sim, isso gera em você algum tipo de culpa parental ou angústia pessoal?
Se algum desses pontos fez sentido para você, é hora de encontrar a saída.
ESTRATÉGIAS COMPORTAMENTAIS PARA A DESCONEXÃO
Você não está sozinha(o). Não basta apenas ter vontade de estabelecer limites saudáveis para você e sua família, seja intencional no seu rastreamento comportamental. A mudança precisa ser estratégica e focada em resultados práticos. São passos simples, você consegue.
Veja:
IDENTIFIQUE GATILHOS
Por uma semana, observe, e, se possível, até anote:
* Quando e por que você pega o celular além de uma necessidade real? É na mesa? É aquela imensidão de mensagens no WhatsApp ou as notificações de emails que chegam? Quando a criança está brincando sozinha? Após uma discussão? Esses gatilhos te levam à distração ou, para aquela sensação de que você precisa estar sempre disponível?
* Qual a emoção por trás do impulso? É ansiedade? Procrastinação? Tédio, solidão, a necessidade de sentir que está "por dentro" ou o estresse de se sentir improdutivo? O sentimento de recompensa existe?
Com essa clareza, você pode começar a identificar sentimentos, gatilhos e como está a sua relação com o celular para desviar desses gatilhos e não cair em armadilhas emocionais.
TÁ DIFÍCIL DESCONECTAR? CRIE ZONAS LIVRES DE TECNOLOGIA
As restrições de ambiente são poderosas. Crie regras claras para limitar a tecnologia em momentos específicos. Por exemplo:
* Mesa do jantar sem celular: O celular não entra na mesa durante as refeições. Isso força uma interação genuína e sem distrações. A recompensa é a conversa, a atenção à família e a qualidade do momento.
* Quarto sem telas: A rotina da noite deve ser focada no descanso. Se possível, não dependa do celular como despertador. Se o carregador do celular ficar em outro cômodo, perfeito. A cama se torna um espaço de relaxamento e sono, não de trabalho ou distração. A recompensa é uma melhor qualidade de sono e descanso, além de mais intimidade com o parceiro.
SE PRECISO, APOSTE NA SUBSTITUIÇÃO DE ROTINA
Se você pega no celular tantas vezes ao dia, que já nem dá mais pra saber quantas fazem sentido, então, considere criar uma rotina de substituição.
* "Rotina de substituição": estabeleça períodos de jejum online e invista seu tempo em algo produtivo, e que tem valor para você. Pratique um esporte, pegue um livro, aproveite para conversar mais ou brincar com seu filho, estar seu cônjuge, encontrar um amigo(a), invista no seu bem-estar. Dê valor aos momentos de desconexão e aprenda a aproveitá-los bem.
* Notificações estratégicas: se notificações são irresistíveis, desative todas as que não sejam urgentes. Permita apenas as de chamadas importantes. Isso diminui o número de gatilhos que levam você a pegar o celular sem necessidade.
* Momentos de "brincadeira conectada ou conectividade inteligente": Aprenda a usufruir do melhor que a vida online oferece. Por exemplo: estabeleça horários específicos para que você e seu filho possam usar a tecnologia juntos seja para assistir um desenho, filme ou série, ouvir música ou jogar algo. A tecnologia deixa de ser uma barreira e se torna uma ferramenta de conexão, criando uma recompensa emocional positiva.
O PODER DE VALORIZAR PEQUENAS CONQUISTAS
Comemore cada pequena vitória.
* Recompensa: A recompensa da desconexão não é um prêmio físico, mas a melhora da sua saúde mental, que reflete diretamente nas suas emoções e nos seus relacionamentos familiar e social. O aumento da sua capacidade de atenção, a diminuição da ansiedade e a sensação de que você está mais presente são as recompensas mais poderosas e sustentáveis disponíveis nessas escolhas.
* Diário de notas: Se você, por exemplo, anotar no final do dia os momentos em que se desconectou e o que isso proporcionou, poderá se surpreender positivamente. Poderá ainda, ampliar seu senso de valor sobre uma conversa profunda com seu parceiro, um sorriso genuíno da sua filha ou a sensação de ter tido uma noite de sono realmente reparadora.
A mudança não acontece da noite para o dia. É um processo, de pequenas vitórias e de compreensão para que seu cérebro se adapte.
Resumindo, ponha em prática o que você já sabe:
* Monitore seu tempo de conexão.
* Crie momentos de desconexão.
* Estabeleça limites entre trabalho e descanso.
* Mães e pais, participem mais ativamente da vida digital dos seus filhos (isso os ajudará a ter melhor noção de como eles interagem online).
Para alguns, o mais difícil talvez seja separar a vida pessoal da vida profissional.
Então, lembre-se: seu cérebro precisa desse descanso, e ele é fundamental para a sua produtividade e performance no trabalho. Assim, apostar no equilíbrio entre a vida online e offline, priorizando saúde mental e interações genuínas, também vai te beneficiar por lá!
Qual dessas estratégias parece mais viável para começar hoje?
DO LADO DE CÁ
Também estou no processo de desconexão. Tomei um susto quando um dia, curiosa, fui olhar meu tempo conectada e pasmem, passava de seis horas em dias comuns. Comecei a analisar onde, como e porque eu estava tanto online. Encontrei ótimas razões profissionais, mas também fuga, desconexão dos problemas - sem contar que na prática, todo feed é um convite a um julgamento a cada post.
Hoje, por exemplo, para o Instagram, estabeleci um limite de uso diário e o alerta me avisa quando parar. WhatsApp ainda é mais complicado, mas já está bem melhor quanto aos horários, por exemplo. Até aqui no Substack, que é um convite à leitura, foco mais nas news que nas notas.
Sobre a vida online, aprendi a me perguntar: é aqui onde quero estar? ë aqui onde quero gastar meu tempo? Isso me traz para a resposta que preciso naquele momento, e me ajuda a aproveitar melhor meu tempo.
Agora é com você!
Espero que a news de hoje possa te ajudar a investir no equilibro que tanto precisamos entre online e offline.
Se você conhece alguém que precisa ter acesso a essas informações, compartilhe esse artigo. Compartilhar nosso conteúdo também é uma forma de apoiar o Clube Orekare e ajudar outras pessoas a despertar para assuntos e temas importantes para a saúde mental, emocional e familiar.
Se você ainda não é assinante, inscreva-se abaixo e receba nosso conteúdo direto em sua caixa postal.
Nos vemos na próxima semana,
Até lá!