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Este conteúdo está disponível nas versões texto e áudio.
Nos primeiros dias de outubro, uma noticia ganhou destaque nos principais veículos de comunicação mundo afora: a OpenAI, dona do ChatGPT, após lançar o Sora 2, abriu uma nova era de responsabilidades autoriais. Para treinar seu modelo gerador de imagens, a BigTech usou trechos de praticamente toda a produção cultural e audiovisual a que temos acesso, ou seja, filmes, séries, animações famosas, aparentemente tudo que estava disponível no mercado, mas sem licenciamento de direitos autorais.
Imediatamente, o Sora 2 se tornou o aplicativo mais baixado do mundo e com isso uma onda de conteúdos virais, desmedidos e bizarros invadiram as redes sociais. Disney e New York Times, assim como outros grandes do setor, reagiram judicialmente acusando a OpenAI de violação massiva de propriedade intelectual. Para gerenciar a crise, a resposta dela foi: transferir toda a responsabilidade legal para os seus usuários.
Agora, quem quiser usar o Sora 2, precisa declarar ser o proprietário dos direitos autorais sobre todo material utilizado. O usuário que violar qualquer direito autoral será banido permanentemente. E mais, há informações de que quem tentou apagar seu perfil do Sora, também apagou o acesso ao ChatGPT, removendo histórico, dados e até o direito de criar novas contas.
E o que essa história tem haver com educação digital?
A forma como utilizamos qualquer aplicativo, seja para nos comunicar, para criar, para entreter, para trabalhar, para pesquisar e muito mais, agora faz parte dessa esfera denominada cidadania virtual. E isso exige letramento digital.
Dentro do chamado letramento digital, algumas dimensões vêm sendo discutidas sobre cultura digital e, ainda, sobre letramento midiático internacionalmente. São elas:
Habilidades técnicas: operar dispositivos, acessar redes, usar aplicativos, manipular dados etc.;
Habilidades cognitivas e críticas: selecionar, filtrar, avaliar fontes, comparar versões de informação, reconhecer viés, interpretar metadados etc.;
Dimensão ética e valorativa: privacidade de dados, direitos autorais, uso responsável da tecnologia, cidadania digital;
Produção e expressão digital: criar, remixar, publicar, interagir em ambientes digitais;
Dimensão socioinstitucional: compreender que a tecnologia não é neutra — há poder, discurso, interesses e desigualdades implicadas.
Portanto, a educação digital é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem a uma pessoa usar as tecnologias digitais de forma crítica, ética, segura e responsável para aprender, comunicar-se e participar plenamente na sociedade. E isso é muito maior do que o que temos discutido acerca de redes sociais.
Dito tudo isso, pergunto a você pai e mãe aqui presente:
Você se sente preparado(a) para ser um educador digital nessa magnitude?
A REALIDADE NACIONAL
Segundo o documento orientador do Ministério da Educação, apresentado em março deste ano, 2025, o MEC afirma:
A educação digital e midiática é definida como uma área interdisciplinar que inclui as competências e aprendizagens previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relativas ao uso de tecnologias, comunicação, reflexão e análise de informações e mídias, cultura digital, mundo digital e pensamento computacional.
No entendimento do CNE ( Conselho Nacional de Educação), a educação digital e midiática deve ser entendida como uma área interdisciplinar, com colaboração entre diferentes disciplinas e áreas de conhecimento, como história das técnicas e das ciências, humanidades digitais, sociologia da ciência, ciência da computação, ciências sociais computacionais, multiletramentos, comunicação, letramento computacional, matemática e educação linguística, entre outras.
Como parte desse entendimento, o Governo informa que trabalha para que
Os currículos da Educação Básica forneçam uma base de conhecimentos, aprendizagens e competências para que os estudantes acompanhem as novas complexidades do mundo globalizado e digital, e assim, possam se inserir com autonomia crítica no mundo digital e colaborar com práticas éticas, sustentáveis e igualitárias relativas a soluções tecnológicas para problemas sociais brasileiros.
Contudo, especialistas observam que um problema central é que muitos estudantes e professores conhecem superficialmente algumas ferramentas, mas não desenvolvem capacidade crítica, reflexão e autonomia para navegar (e resistir) às lógicas comerciais, algoritmos, bolhas de filtro etc.
Assim, ao longo deste ano está sendo elaborado um novo currículo, que será aplicado a todas as faixas etárias que envolvem o ensino básico, e um plano de formação de docentes para que a educação digital passe a ser uma obrigação curricular nessa amplitude. A expectativa de implementação obrigatória é para 2026.
Para ter acesso ao documento completo com suas diretrizes, notas e justificativas, acesse aqui. https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/guia_eddigital_versofinaloficial.pdf
O PAPEL DA FAMÍLIA NESSE CENÁRIO
Precisamos concordar que a falta dessa educação, nessa amplitude, não é mais somente uma questão técnica, mas também uma fonte real de problemas socioemocionais, pois a vida social migrou em grande parte para o ambiente digital sem que as pessoas tivessem conhecimento adequado ou ferramentas para lidar com ele e compreender, por exemplo, a complexidade das questões comportamentais envolvidas.
Como conseguiremos educar crianças a adolescentes a discernirem um ambiente virtual em que, assim como evidenciado pela chegada do Sora, se torna cada vez mais difícil lidar com deepfakes tão perfeitas que anunciam o fim do fato visual - quando vídeos e fotos, que até esse momento da história sempre validaram o que é verdadeiro, podem ser facilmente manipulados por uma Inteligência Artificial.
E ai? Você se sente apto a explicar ao seu filho como funciona a dinâmica das redes sociais, os algoritmos, as entregas e o intuito de roubar sua atenção de tal forma que é capaz de gerar danos emocionais, comportamentais e até cognitivos? Você se sente pronto para identificar e falar com clareza sobre os riscos presentes em conteúdos e jogos?
Investir em educação digital significa ensinar além de deep fakes ou fake news, mas educar sobre navegação ética e segura, saúde mental e autoestima em um universo de comparações, validações, filtros e edições. Despertar a esse respeito te permitirá exercer sua responsabilidade parental sem peso extra, mas com posicionamento e conhecimento que te ajudarão a dar conta desse desafio tão atual.
SUA OPINIÃO PODE E DEVE SER OUVIDA
Neste momento, o Governo de São Paulo anuncia consulta pública sobre o novo currículo de educação digital nas escolas.
Enquanto o Governo Nacional se prepara para a 3ª Semana Brasileira de Educação Midiática, com o intuito de mobilizar uma geração para a cidadania digital e a apresenta como:
Um convite para que educadores, educomunicadores, estudantes, comunicadores, pesquisadores, ativistas e toda a sociedade ajudem a construir caminhos para uma educação midiática viva, comprometida com a cidadania digital e capaz de se fortalecer como prática transformadora em todo o Brasil.
E sabe o que isso quer dizer?
Que precisamos despertar e participar emitindo nossa opinião a respeito.
Como Clube Orekare te convidamos hoje a, junto conosco, entender melhor o que está sendo debatido e emitir sua opinião a este respeito.
Entendemos que investir seu tempo em conhecimento vai te mostrar que Educação Digital começa dentro de casa, e não é nenhum bicho de 7 cabeças. Porém, precisa que você aprenda mais sobre ela. Isso te capacitará para dialogar também quanto ao novo currículo que vem aí, bem como, com a escola de seu filho.
Mas importante ainda, te ajudará a cuidar melhor da segurança online da sua família. Coisa que nenhum controle parental disponível no mercado fará sozinho.
PARTICIPE!
Você receberá ainda esta semana nosso formulário de pesquisa para que possamos conhecer melhor suas dúvidas e opiniões a respeito do tema. Ao responder você receberá um convite para, junto conosco, participar dessa agenda nacional propondo temas e questionamentos importantes para todos nós.
Lembrando sempre que do que diz o Art. 2º, da Lei 9.394, de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional:
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Sua opinião importa e juntos podemos fazer diferença!
Compartilhe essa informação, convide mais pessoas a participarem e entenderem que precisamos atentar para o que será definido e implementado tanto em escolas públicas quanto privadas.
Se você ainda não é assinante, inscreva-se abaixo e receba nosso conteúdo direto em sua caixa postal.
Nos vemos em breve!
Até lá!
By OrekareEste conteúdo está disponível nas versões texto e áudio.
Nos primeiros dias de outubro, uma noticia ganhou destaque nos principais veículos de comunicação mundo afora: a OpenAI, dona do ChatGPT, após lançar o Sora 2, abriu uma nova era de responsabilidades autoriais. Para treinar seu modelo gerador de imagens, a BigTech usou trechos de praticamente toda a produção cultural e audiovisual a que temos acesso, ou seja, filmes, séries, animações famosas, aparentemente tudo que estava disponível no mercado, mas sem licenciamento de direitos autorais.
Imediatamente, o Sora 2 se tornou o aplicativo mais baixado do mundo e com isso uma onda de conteúdos virais, desmedidos e bizarros invadiram as redes sociais. Disney e New York Times, assim como outros grandes do setor, reagiram judicialmente acusando a OpenAI de violação massiva de propriedade intelectual. Para gerenciar a crise, a resposta dela foi: transferir toda a responsabilidade legal para os seus usuários.
Agora, quem quiser usar o Sora 2, precisa declarar ser o proprietário dos direitos autorais sobre todo material utilizado. O usuário que violar qualquer direito autoral será banido permanentemente. E mais, há informações de que quem tentou apagar seu perfil do Sora, também apagou o acesso ao ChatGPT, removendo histórico, dados e até o direito de criar novas contas.
E o que essa história tem haver com educação digital?
A forma como utilizamos qualquer aplicativo, seja para nos comunicar, para criar, para entreter, para trabalhar, para pesquisar e muito mais, agora faz parte dessa esfera denominada cidadania virtual. E isso exige letramento digital.
Dentro do chamado letramento digital, algumas dimensões vêm sendo discutidas sobre cultura digital e, ainda, sobre letramento midiático internacionalmente. São elas:
Habilidades técnicas: operar dispositivos, acessar redes, usar aplicativos, manipular dados etc.;
Habilidades cognitivas e críticas: selecionar, filtrar, avaliar fontes, comparar versões de informação, reconhecer viés, interpretar metadados etc.;
Dimensão ética e valorativa: privacidade de dados, direitos autorais, uso responsável da tecnologia, cidadania digital;
Produção e expressão digital: criar, remixar, publicar, interagir em ambientes digitais;
Dimensão socioinstitucional: compreender que a tecnologia não é neutra — há poder, discurso, interesses e desigualdades implicadas.
Portanto, a educação digital é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem a uma pessoa usar as tecnologias digitais de forma crítica, ética, segura e responsável para aprender, comunicar-se e participar plenamente na sociedade. E isso é muito maior do que o que temos discutido acerca de redes sociais.
Dito tudo isso, pergunto a você pai e mãe aqui presente:
Você se sente preparado(a) para ser um educador digital nessa magnitude?
A REALIDADE NACIONAL
Segundo o documento orientador do Ministério da Educação, apresentado em março deste ano, 2025, o MEC afirma:
A educação digital e midiática é definida como uma área interdisciplinar que inclui as competências e aprendizagens previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relativas ao uso de tecnologias, comunicação, reflexão e análise de informações e mídias, cultura digital, mundo digital e pensamento computacional.
No entendimento do CNE ( Conselho Nacional de Educação), a educação digital e midiática deve ser entendida como uma área interdisciplinar, com colaboração entre diferentes disciplinas e áreas de conhecimento, como história das técnicas e das ciências, humanidades digitais, sociologia da ciência, ciência da computação, ciências sociais computacionais, multiletramentos, comunicação, letramento computacional, matemática e educação linguística, entre outras.
Como parte desse entendimento, o Governo informa que trabalha para que
Os currículos da Educação Básica forneçam uma base de conhecimentos, aprendizagens e competências para que os estudantes acompanhem as novas complexidades do mundo globalizado e digital, e assim, possam se inserir com autonomia crítica no mundo digital e colaborar com práticas éticas, sustentáveis e igualitárias relativas a soluções tecnológicas para problemas sociais brasileiros.
Contudo, especialistas observam que um problema central é que muitos estudantes e professores conhecem superficialmente algumas ferramentas, mas não desenvolvem capacidade crítica, reflexão e autonomia para navegar (e resistir) às lógicas comerciais, algoritmos, bolhas de filtro etc.
Assim, ao longo deste ano está sendo elaborado um novo currículo, que será aplicado a todas as faixas etárias que envolvem o ensino básico, e um plano de formação de docentes para que a educação digital passe a ser uma obrigação curricular nessa amplitude. A expectativa de implementação obrigatória é para 2026.
Para ter acesso ao documento completo com suas diretrizes, notas e justificativas, acesse aqui. https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/documentos/guia_eddigital_versofinaloficial.pdf
O PAPEL DA FAMÍLIA NESSE CENÁRIO
Precisamos concordar que a falta dessa educação, nessa amplitude, não é mais somente uma questão técnica, mas também uma fonte real de problemas socioemocionais, pois a vida social migrou em grande parte para o ambiente digital sem que as pessoas tivessem conhecimento adequado ou ferramentas para lidar com ele e compreender, por exemplo, a complexidade das questões comportamentais envolvidas.
Como conseguiremos educar crianças a adolescentes a discernirem um ambiente virtual em que, assim como evidenciado pela chegada do Sora, se torna cada vez mais difícil lidar com deepfakes tão perfeitas que anunciam o fim do fato visual - quando vídeos e fotos, que até esse momento da história sempre validaram o que é verdadeiro, podem ser facilmente manipulados por uma Inteligência Artificial.
E ai? Você se sente apto a explicar ao seu filho como funciona a dinâmica das redes sociais, os algoritmos, as entregas e o intuito de roubar sua atenção de tal forma que é capaz de gerar danos emocionais, comportamentais e até cognitivos? Você se sente pronto para identificar e falar com clareza sobre os riscos presentes em conteúdos e jogos?
Investir em educação digital significa ensinar além de deep fakes ou fake news, mas educar sobre navegação ética e segura, saúde mental e autoestima em um universo de comparações, validações, filtros e edições. Despertar a esse respeito te permitirá exercer sua responsabilidade parental sem peso extra, mas com posicionamento e conhecimento que te ajudarão a dar conta desse desafio tão atual.
SUA OPINIÃO PODE E DEVE SER OUVIDA
Neste momento, o Governo de São Paulo anuncia consulta pública sobre o novo currículo de educação digital nas escolas.
Enquanto o Governo Nacional se prepara para a 3ª Semana Brasileira de Educação Midiática, com o intuito de mobilizar uma geração para a cidadania digital e a apresenta como:
Um convite para que educadores, educomunicadores, estudantes, comunicadores, pesquisadores, ativistas e toda a sociedade ajudem a construir caminhos para uma educação midiática viva, comprometida com a cidadania digital e capaz de se fortalecer como prática transformadora em todo o Brasil.
E sabe o que isso quer dizer?
Que precisamos despertar e participar emitindo nossa opinião a respeito.
Como Clube Orekare te convidamos hoje a, junto conosco, entender melhor o que está sendo debatido e emitir sua opinião a este respeito.
Entendemos que investir seu tempo em conhecimento vai te mostrar que Educação Digital começa dentro de casa, e não é nenhum bicho de 7 cabeças. Porém, precisa que você aprenda mais sobre ela. Isso te capacitará para dialogar também quanto ao novo currículo que vem aí, bem como, com a escola de seu filho.
Mas importante ainda, te ajudará a cuidar melhor da segurança online da sua família. Coisa que nenhum controle parental disponível no mercado fará sozinho.
PARTICIPE!
Você receberá ainda esta semana nosso formulário de pesquisa para que possamos conhecer melhor suas dúvidas e opiniões a respeito do tema. Ao responder você receberá um convite para, junto conosco, participar dessa agenda nacional propondo temas e questionamentos importantes para todos nós.
Lembrando sempre que do que diz o Art. 2º, da Lei 9.394, de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional:
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
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