Por vezes sentimos quebradas como Agar, sozinhos, mergulhadas em aflição, desânimo, desesperança, mas o Senhor nos encontra e Ele mesmo nos recompõe. Sem deserto, Agar invocou o nome do Senhor. O Deus onisciente que a buscou quando ela tentou se esconder. Que conforto. A misericórdia do Senhor transbordou na vida de Agar em meio a dor e apesar suas escolhas.
Grávida, sozinha e vulnerável, foi encontrada pelo Anjo do Senhor no deserto: “Agar, serva de Sarai, donde vens e para onde vais?...” Agar foi chamada pelo nome, tratada de forma pessoal e amorosa. No deserto da sua vulnerabilidade encontrou água viva e misericórdia. Esperança e cuidado nos nossos desertos, apesar de quem somos, é uma das lições preciosas que aprendemos com Agar.
O Senhor sabia exatamente quem ela era, de onde vinha e pra onde ia; Ele se importava com a sua história, assim como Ele se importa com a nossa. O Senhor falou diretamente ao seu coração, conhecendo os seus maiores medos. Quanto amor ela experimentou ali! Mas o rompimento dos relacionamentos legais de Agar não foi justificado por Deus: Ele a consolou e a lembrou do seu dever de voltar pra casa: “Volta para a tua senhora e humilha-te sob suas mãos”.
E foi o que ela fez, mas não antes de receber a promessa maravilhosa do Senhor pra sua vida: “Então, ela invocou o nome do SENHOR, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?” O Senhor a viu quando ninguém mais o fez. Assim como Agar foi alcançada no deserto, nós também somos alcançadas e cuidadas na nossa vulnerabilidade.