Giacomo Mello Corbellini nasceu em Porto Alegre e passou pelo futsal tanto do Grêmio quanto do Inter. Talentoso no meio de campo, acabou tendo pouca chance no Colorado quando ainda tinha estatura bem baixa e por um tempo passou fora do circuito dos grandes clubes de base.
Jogando de maneira recreativa, foi visto pelo zagueiro Scheidt e levado ao Botafogo, onde ficou seus últimos anos de base, tendo sido emprestado ao Limianos de Portugal, clube em que acabou fazendo sua estreia como profissional.
Na volta ao Brasil, via que tinha um contrato expirando e poucas chances de seguir. Apesar de Oswaldo Oliveira até demonstrar apreço pelo jovem que voltava da Europa, Giacomo preferiu voltar ao Rio Grande do Sul, onde até tinha a expectativa de ir para o Grêmio. A ida ao novo clube acabou não acontecendo e o meia reconhece que estava frustrado com o que via fora dos gramados.
Trabalhando já fora do mundo da bola, Giacomo se via como ex-atleta, até que um convite para mostrar seu talento no Tombense fez renascer sua carreira no interior de MG. Ainda que não tenha jogado no time que hoje está na Série C, considera importante a passagem por lá, tendo sido o último passo no futebol nacional antes de ir a Europa.
Com cidadania italiana, Giacomo começava a trajetória europeia em 2016, pelo ASD Vigor Acqua na Itália. Após essa primeira temporada, migrou para a Polônia para jogar tanto a primeira quanto a segunda divisão desse país que vem contando cada vez mais com atletas brasileiros. O bom relacionamento por lá abriu portas para um mercado ainda pouco conhecido, mas que é sempre muito bem avaliado no canal: o Cazaquistão.
Pelo Akshayik Uralsk, teve uma ótima primeira temporada na elite cazaque. Com contrato para mais tempo, acabou se deparando com dificuldades tanto como italiano quanto como brasileiro durante a pandemia. As restrições alfandegárias acabaram forçando o meia que estava feliz por lá a romper seu contrato e se ver na incerteza do mercado em 2020.
Pouco depois do meio do ano, um convite para voltar a jogar com um conhecido argentino seria o caminho para ser possivelmente o único brasileiro jogando no País de Gales. Pelo Bangor City FC, o time com mais estrangeiros no país, ele faz parte de uma equipe na segunda divisão nacional (Cymru North) que luta para fazer um jogo de criação e posse de bola, num lugar onde impera um jogo de força física e até bem mais pegado que em outros países que conheceu na Europa.
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