Em quase 50 anos acompanhando o Vaticano, testemunhei uma ruptura sem precedentes: a substituição sistemática do Papa-intelectual pelo Papa-gestor.
Neste episódio, analiso três arquétipos que revelam uma metamorfose institucional profunda:
🔹 Bento XVI (2005-2013) - O último Papa-professor. 16 volumes de Opera Omnia, 2.105 documentos como Prefeito da Doutrina da Fé, e a Trilogia "Jesus de Nazaré" escrita durante o pontificado. Um monumento intelectual... e um desastre administrativo.
🔹 Francisco (2013-2025) - A catástrofe intelectual. Sem teses concluídas, inaugurou o "magistério da entrevista": +15 livros-diálogo substituíram encíclicas densas. Carisma midiático mascarou a ausência de rigor teológico.
🔹 Leão XIV/Prevost (2025-atual) - A consolidação da mediocridade. Canonista-administrador sem produção intelectual relevante. Do pensador ao padre comum no trono de Pedro.
A TESE: Não houve declínio. Houve colapso estrutural. O Vaticano abandonou seu "departamento de ideias" para manter apenas o "departamento de operações".
Esta não é uma análise teológica - sou católico, mas meu interesse é história, política e os bastidores dessa instituição milenar. Minha visão é crítica, analítica e, hoje, mais direta do que nunca.
O preço dessa escolha? A perda total de relevância intelectual da Igreja no mundo contemporâneo.