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Após a morte de D Fernando I, 1383, cabia à sua filha Beatriz o trono de Portugal. Porém, casada pouco tempo antes com o rei de Castela, Beatriz teria por regente Dona Leonor Teles. O Filho de Beatriz, ao completar 14 anos, deveria ser o novo rei de Portugal. Parte da nobreza portuguesa planejou um golpe para derrubar Leonor. Dom João, Mestre de Avis (ordem militar criada para combater os mouros na cidade de Évora, no século XII), irmão de D. Fernando I, participa de tudo, assassina o Conde de Andeiros, e é aclamado Regente e Defensor Mor do Reino de Portugal. Leonor, revoltada, foge de Lisboa e incita D. João I, rei de Castela, a invadir Portugal.
Após ser aclamado regente e defensor do Reino de Portugal, D. João, o Mestre de Avis, enfrentou um cerco sobre Lisboa imposto pelo Rei de Castela, D, João I, marido de Dona Beatriz, herdeira da Coroa Portuguesa. Um surto de peste negra dá conta dos castelhanos que ainda são batidos por Nuno Álvares Pereira, no Alentejo, no Combate dos Atoleiros (1384). Em março de 1385 são convocadas as Cortes de Lisboa. João das Regras se destaca e é o principal responsável por preparar o caminho para a aclamação do Mestre de Avis como D. João I, o primeiro rei da Dinastia de Avis.
Quatro meses após a aclamação de D. João como Rei de Portugal, seu xará , Rei de Castela, invade novamente Portugal. Dessa vez ele parte para o tudo ou nada, avança com seus 40 mil soldados e envia uma esquadra para Lisboa. Nuno Álvares Pereira, o condestável, vai de encontro às forças castelhanas e as enfrenta habilidosamente em Aljubarrota, pequena Vila em Leiria. Com uma performance perfeita os 7 mil homens do exército português vencem 30 mil de Castela.
As relações entre Portugal e Inglaterra remontam à primeira década de vida do Reino de Portugal, quando ingleses auxiliaram na reconquista de Lisboa e Santarém. D. Dinis incrementou as relações comerciais entre os dois reinos e D. Fernando I firmou uma aliança com os ingleses em 1373. Na Batalha de Aljubarrota tal aliança foi invocada e 300 arqueiros ingleses ajudaram os portugueses. No ano seguinte à batalha, 1386, é firmado o Tratado de Windsor, a mais antiga aliança do Ocidente, até hoje em vigor. Recíproca ajuda militar, paz perpétua e o casamento de D. João I com Filipa de Lancaste,r foram os principais pontos do acordo.
Após firmar a paz com Castela em 1411, Portugal pode pensar em horizontes novos e planejou conquistar a cidade de Ceuta, no norte da África. Centenas de embarcações e 20 mil soldados cumpriram tal missão em 1415. Ter algum controle sobre o Estreito de Gibraltar, combater com mais eficácia os corsários muçulmanos, prosseguir na luta contra o infiel e ter uma oportunidade para armar cavaleiros os filhos de D. João I, foram algumas das motivações dessa empreitada. De um ativo centro comercial com mais de 24 mil lojas, onde se comercializava de ouro até especiarias, Ceuta passou a ser uma cidade com lutas constantes após a conquista portuguesa. Um sorvedouro de recursos que pouca ou nenhuma compensação trazia a curto prazo. Só no fim do século XVI o sonho português de conquistar militarmente o norte da África vai terminar.
O herdeiro do trono de D. João I, o príncipe D. Duarte, junto com D. Henrique e D. Pedro constituem o que se consagrou chamar de os "príncipes perfeitos". São, também, como os denominou Camões, parte da "Ínclita Geração". Realmente, os filhos de D. João I e Filipa de Lencastre, além de homens letrados, cultos e piedosos, tiveram participação impressionante nos destinos gloriosos de Portugal a partir do século XV. De Duarte e Pedro veremos mais tarde muita coisa, hoje conheceremos um pouco mais sobre o infante D. Pedro.
A trágica história do Infante português que foi martirizado em África.