Bem-vindos ao nosso episódio especial, onde mergulhamos no Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID) 2025, a 2ª edição do instrumento oficial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que mapeia o cenário da inovação em nosso país.
O IBID 2025 mantém a mesma metodologia do Índice Global de Inovação (GII) da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o que permite uma análise comparativa robusta. Ele é estruturado em dois grandes blocos – "Contexto para a inovação" e "Resultado da inovação" – que se desdobram em sete pilares temáticos e 21 dimensões, avaliados por meio de 80 indicadores estatísticos.
Vamos aos principais achados! No ranking geral do IBID 2025, São Paulo reafirma sua liderança nacional em inovação, seguido de perto por Santa Catarina (2º), Paraná (3º), Rio de Janeiro (4º) e Rio Grande do Sul (5º), formando as cinco economias mais inovadoras do Brasil. É importante notar a dominância das regiões Sudeste e Sul, que concentram sete dos oito primeiros lugares do ranking, enquanto Norte e Nordeste reúnem os dezesseis últimos.
Uma análise de longo prazo (2015-2025) revela a ascensão contínua de Santa Catarina e Paraná. Destaque também para os "climbers" (estados de crescimento mais rápido), como Paraná, Paraíba, Piauí e Amapá.
Na liderança regional, o IBID 2025 aponta São Paulo no Sudeste, Santa Catarina no Sul, Distrito Federal no Centro-Oeste e Rio Grande do Norte no Nordeste. A única mudança em relação a 2024 foi na região Norte, onde o Amazonas superou Tocantins e assumiu a primeira posição regional.
Curiosamente, o relatório mostra que, apesar da correlação entre PIB per capita e inovação, estados do Nordeste demonstram maior eficiência relativa, com resultados acima do esperado em relação aos insumos disponíveis, e superam o desempenho esperado para seu nível de renda (com exceção de Alagoas). Isso sugere uma notável capacidade de converter recursos em produtos de inovação.
A análise por pilares revela a liderança absoluta de São Paulo em todos os sete pilares – Instituições, Capital humano, Infraestrutura, Economia, Negócios, Conhecimento e tecnologia, e Economia criativa. Os pilares de "Conhecimento e tecnologia" e "Economia criativa" apresentam as maiores amplitudes do índice, evidenciando uma forte concentração dessas atividades em poucos estados.
Estados como o Rio de Janeiro e o Distrito Federal, embora bem posicionados no ranking geral, enfrentam fragilidades em pilares como "Instituições" e "Economia", limitando a consolidação de ambientes favoráveis à inovação. Por outro lado, o Nordeste se destaca positivamente na dimensão "Sustentabilidade" em Infraestrutura, impulsionado pela energia renovável. Já o Piauí figura em 3º lugar na dimensão 'Impacto do conhecimento', mostrando que estados com menor estrutura econômica também podem gerar externalidades relevantes em CT&I.
Finalmente, o estudo aponta para uma leve, mas consistente, desconcentração das atividades inovadoras no país, com Santa Catarina e Paraná reduzindo significativamente a distância para São Paulo, enquanto Rio de Janeiro e Distrito Federal ampliaram essa defasagem.
Compreender essas assimetrias regionais é fundamental para o Brasil, que, na edição mais recente do GII (2024), ocupa a 50ª posição no ranking global de inovação, sendo líder na América Latina e no Caribe. O IBID 2025 é, portanto, um convite para o debate qualificado e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências, visando construir uma economia mais inovadora, inclusiva e competitiva para todos.
Não perca esta conversa aprofundada sobre como a inovação está moldando o futuro do nosso país!