Mundaréu

O Complexo de Golgi


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Nessa série de podcast e na minha dissertação de mestrado, elaborei um exercício de figuração feminista, inspirado no trabalho da Donna Haraway. Você me acompanhou aqui em  uma viagem pela célula. Foi organizando essa viagem que eu construí a minha metodologia de pesquisa e conduzi minha análise. Resolvi dividir a viagem na visita a cada uma das diferentes organelas que compõem a célula. Fui pensando em como cada organela funciona e de que formas essas funcionalidades poderiam ajudar a responder às minhas perguntas de pesquisa, e apresentar o material empírico que eu levantei.  E se você chegou até aqui, significa que você topou embarcar comigo nessa viagem! Te agradeço pela companhia. 

Nosso salto dá certo. A gente alcança a estrutura próxima, que é formada por pilhas ordenadas até próximo da membrana, estamos nas cisternas do Complexo de Golgi! Essa é uma parte celular responsável pela exportação de substâncias para fora da célula. Toda célula tem suas próprias estruturas e funções, só que apenas funcionando em conjunto é que elas fazem um corpo como o nosso funcionar. E esse diálogo entre a célula e o corpo é mediado pela exportação de substâncias pelo Complexo de Golgi.  

A bióloga feminista estadunidense Anne Fausto-Sterling discute que não é razoável pedir para que todos os biólogos se tornem proficientes em teorias feministas, nem o contrário. Mas é razoável pedir que cada grupo de acadêmicos entenda a limitação do conhecimento obtido apenas com uma disciplina. Para ela, apenas grupos multidisciplinares não-hierárquicos podem produzir um conhecimento mais complexo sobre o corpo humano. Cada campo do conhecimento é como uma célula isolada. Pensando aqui na nossa viagem pela célula, o que será que poderia funcionar como um Complexo de Golgi para favorecer o diálogo interdisciplinar? Como essa ponte entre o dentro e o fora da produção científica?  

Vem comigo saltar pelas cisternas do Complexo de Golgi?

 

Mais Informações

Transcrição completa do episódio

Currículo Daniela Tonelli Manica

Currículo Hannah Cowdell

Currículo Malin Ah King

WESTER, Fernanda Mariath Amorim. Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco. 2025. Dissertação (Mestrado em Divulgação Científica e Cultural) – Instituto de Estudos da Linguagem, Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo,  Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 2025. 

 

Materiais Extras

Estranha célula das entranhas, Episódio Oxigênio, 2018.

Uma antropóloga na sala de cultura, Episódio no Podcast Mundaréu, 2020.

HARAWAY, Donna Jeanne. O manifesto ciborgue. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. Antropologia do ciborgue: As vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica. 2000.

FAUSTO-STERLING, Anne. Sexing the body: gender politics and the construction of sexuality. 1 ed. New York, NY: Basic Books, 2000.

 

Expediente de Produção

Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica

Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana
Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica
Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica
Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)
Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)
Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo
Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)
Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 
Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica
Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath
Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família!

Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: [email protected]

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