O crime continuado que mantém as escolas com as suas salas vazias é obra de responsabilidade direta, em São Paulo, do consórcio que se formou entre o sindicato dos professores, de um lado, e o “Centro de Contingência” montado pelo governo estadual e povoado por “cientistas”, médicos e burocratas, de outro. (No resto do Brasil, os autores são comissariados equivalentes criados pelas “autoridades locais”.) Juntos, e com o apoio integral de magistrados que há mais de um ano não vão ao fórum para dar um único despacho, sequestraram dois anos da vida útil de milhões de crianças — o que não aprenderam agora não poderá mais ser aprendido, não sem prejuízo do que terão de aprender no futuro.