Resumo: A inteligência artificial é tratada como uma realidade a ser enfrentada pela sociedade, em sua integralidade, e em seus vários aspectos. A atividade jurisdicional, já há algum tempo, vem sofrendo diversas críticas, em relação a sua suposta inefetividade e morosidade, razão pela qual se questiona se o uso da inteligência artificial poderia culminar em uma melhoria significativa para a cenário analisado. Ocorre que a atividade jurisdicional, entre tantos outros escopos, deve sempre tem por primazia a efetivação do direito de acesso à justiça, seja em seu aspecto formal, seja em seu aspecto material, razão pela qual a modificação de qualquer aspecto operacional, em sua atividade, deve ser estudada e analisada com cautela, de forma que os princípios constitucionais, não sejam tão somente não violados, mas sejam, também, efetivados. Sendo assim, busca-se analisar se a utilização da inteligência artificial no âmbito da atividade jurisdicional se trata de situação adequada, em caso afirmativo, em que medida a mesma deve acontecer e se mostra como instrumento capaz de efetivar ou de colocar em risco o direito de acesso à justiça.