Eliane Cantanhêde responde

"O discurso de Ciro é verdadeiro, mas de um derrotado"


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Os ministros da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, e da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, colocaram as estruturas de suas pastas para dar respaldo jurídico ao discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL) de contestação das urnas eletrônicas. Os comandos de outros oito órgãos já dão suporte à tese não comprovada do presidente de que o sistema de votação do Brasil é “completamente vulnerável”. Entre eles estão os ministérios da Defesa e da Justiça, que comandam as Forças Armadas e a Polícia Federal, respectivamente, e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que controla a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). "Os ministros Wagner Rosário e Bruno Bianco estavam na reunião de Bolsonaro com os emabaixadores estrangeiros, então participaram daquele espetáculo lamentável em que o próprio presidente esculhamba a imagem do Brasil para o mundo", diz Cantanhêde.

Com ataques ao presidente Jair Bolsonaro e ao petista Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) foi oficializado nesta quarta-feira, 20, como candidato do partido ao Palácio do Planalto. A convenção, na sede nacional do partido, em Brasília, foi a primeira entre os presidenciáveis. Em um recado a Bolsonaro, que tem ameaçado não reconhecer o resultado da eleição caso perca, Ciro disse que não haverá “baionetas antidemocráticas”. "O discurso de Ciro foi contundente e verdadeiro, mas é de um derrotado; de alguém que está se preparando para disputar outra posição: a de líder da oposição - ganhe quem ganhar a eleição de outubro", opina Eliane.

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Eliane Cantanhêde respondeBy Estadão

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