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As famílias são entidades complexas com apetites diversos. Chegar a acordo sobre onde ir jantar pode ser uma espécie de concertação social desconcertante.
Na maioria das famílias, acaba por imperar quem paga a conta (ou quem escreve sobre o assunto). Mas a escolha depende de vários fatores.
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Um restaurante paga entre 18 e 20€ o quilo de carne ao produtor, mas desses 100 quilos, só 60 são carne para servir no prato. Os restantes 40 são ossos e gordura. A matemática não está ao serviço de quem é apreciador desta carne. Além disso, é preciso fazer magia: cozinhar bem os cortes de segunda e terceira para ganhar lucro.
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O alho é aquele indivíduo na mesa que destabiliza, que abana uma conversa de chacha, que mexe com os nervos das pessoas. Pode tornar a conversa mais animada ou dar cabo dela. Mas, o que é certo, é que nós não passamos sem o alho, ingrediente que está presente em quase toda a nossa gastronomia.
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Há pratos que não deviam existir sem picante? Para Ricardo Felner sim. O picante salva. Quantos arrozes de peixe, entrecostos ou jardineiras foram resgatados da monotonia por doses cavalares de um simples tabasco? Há pratos que não deviam existir sem picante.
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Portugal poderá ficar sem nenhum representante de uma gastronomia original, de que faz parte. O restaurante Patuá, de Francisco Rodrigues e Daniela Silvestre, irá encerrar em setembro. Adeus aos camarões à Tio Gégé, ao frango à cafreal, ao cheiro intenso a a coco e lima. Portugal perde, a gastronomia macaense perde. É lamentável.
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Esta semana, Ricardo Felner fala-nos sobre as tripas, esse prato tão típico mas que parece estar a desaparecer dos nossos restaurantes. Problema com a matéria prima ou falta de vontade para preparar este prato?
É certo que preparar tripas requer algum trabalho, lavar bem com limão e sal e cozer, não é um prato que se faça em casa com rapidez de um momento para o outro. Mas, e nos restaurantes? Porque é que este prato muito subvalorizado parece estar a desaparecer?
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Regressamos a este episódio para discutir o azeite português. Uma manhã, Ricardo Felner juntou-se ao amigo Edgardo Pacheco para provar azeites de todos os tipos. Uma viagem pelos sabores do azeite no podcast “O Homem Que Comia Tudo”.
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Será que os portugueses respeitam a arte ancestral da sopa? Há tantas versões de sopa quanto avós, e Ricardo Felner gosta de todas. Uma mítica sopa de feijão comida há mais de 20 anos é o mote para uma viagem pelos sabores das sopas que parecem estar a desaparecer das nossas cozinhas.
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Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Episódio publicado originalmente em dezembro de 2024, do “Perguntar Não Ofende”. podcast de Daniel Oliveira.
Os portugueses até podem suportar que se diga que os seus descobrimentos foram, em grande parte, uma história de crimes que deixou como grande legado a maior transferência populacional forçada intercontinental. Até podem suportar que insultem Vasco da Gama ou Cristiano Ronaldo. Haverá sempre alguns, mesmo que sejam uma minoria, que acompanharão estas críticas. O que os portugueses não aceitam, e aqui o consenso aproxima-se da unanimidade, é que ponham em causa a sua gastronomia. Em julho de 2015, houve quem dissesse pior do que isso. Alguém se atreveu a escrever que a nossa cozinha era mesmo a pior do mundo. O conhecido crítico britânico de restaurantes Giles Coren escrevia, no “The Times”, a maior ofensa que um português pode ouvir. A reação dos leitores portugueses foi semelhante a um tsunami de ódio, deixando insultos e até ameaças de morte. No Twitter, Coren até perguntou se havia algum dispositivo para silenciar, naquela rede, um país inteiro, tal a dimensão viral da indignação. Cinco anos depois, quando o jornalista Ricardo Dias Felner escreveu, aqui no Expresso, um texto com um título provocatório: “E se a cozinha portuguesa não foi a campeã do mundo?”. De forma racional, desapaixonada e rigorosa, ajudava a desmontar alguns mitos sobre o que comemos. E, acima de tudo, sobre o que os estrangeiros acham do que comemos. Sim, é verdade, não adoram. A maioria acha a nossa gastronomia apenas moderada ou razoável. Poucos veem a Portugal por causa dela. Muito acham pouco variada, sensaborona, pouco atrativa. Ela está ausente de quase todos os rankings internacionais. Porque a vendemos mal. E provavelmente vendemo-la mal porque, com a boca cheia de orgulho, achamos que se chega a si mesma.
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Um dos episódios mais ouvidos de 2026 levou-nos até à melhor pizzaria de Portugal. A febre das pizzarias parece ter aterrado em Portugal por volta de 2010 e Ricardo Felner comeu muitas delas. Agora não tem dúvidas, sabe perfeitamente qual é a melhor pizzaria de Portugal (e não fica em Lisboa).
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Com dois ou três truques, toda a gente consegue fazer os melhores ovos mexidos do
mundo, as melhores batatas fritas ou o melhor bife. Às vezes, a diferença entre uma comida sublime e comida má está só na quantidade de manteiga, na variedade da batata ou no momento em que pomos o sal no bife.
Ricardo Dias Felner, aka O Homem que Comia Tudo, diz-lhe tudo sobre cozinha e restaurantes no podcast mais saboroso do Expresso. Novos episódios todas as quintas-feiras.