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No segundo episódio de "As Sombras de Duarte Lima", a polícia brasileira recebe um fax de Domingos Duarte Lima. O advogado português admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida.Diz que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, Rosalina lhe pediu que a levasse a Maricá, onde tinha encontro marcado com uma mulher chamada Gisele.
A versão que Duarte Lima apresenta sobre a última noite de vida da herdeira de Lúcio Tomé Feteira levanta dúvidas às autoridades brasileiras. Os dados não batem certo com as provas que já conseguiram recolher. Além disso, o advogado esquiva-se a prestar mais esclarecimentos.
Ao fim de algum tempo, Duarte Lima torna-se o principal suspeito do homicídio. E perde força outra linha de investigação, centrada em Olímpia Feteira, filha do falecido companheiro de Rosalina, Lúcio Tomé Feteira.
Olímpia era inimiga assumida da milionária mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira.
"As Sombras de Duarte Lima" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado pelo ator João Reis e tem banda sonora original de Filipe Raposo. Pode ouvir semanalmente os episódios na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast.
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Na noite de 7 dezembro de 2009, Rosalina Ribeiro, uma das herdeiras do milionário português Lúcio Tomé Feteira, sai de casa, na zona sul do Rio de Janeiro, para se encontrar com o seu advogado português, o ex-deputado e antigo líder parlamentar do PSD Domingos Duarte Lima — e nunca mais volta a ser vista com vida.
Na manhã seguinte, a mais de 60 quilómetros de distância, numa estrada isolada, é encontrado o corpo de uma mulher sem identificação. Tinha sido assassinada, com dois tiros, um no peito, outro na cabeça.
Só alguns dias mais tarde é que a polícia brasileira vai associar os dois casos e identificar o cadáver. E é aí que a investigação verdadeiramente começa.
"As Sombras de Duarte Lima" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado pelo ator João Reis e tem banda sonora original de Filipe Raposo. Pode ouvir semanalmente os episódios na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast.
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Mais de trinta anos depois do brutal homicídio de três mulheres em Lisboa, o mistério em torno da identidade do autor dos crimes permanece. A Polícia Judiciária investigou vários suspeitos, mas nunca foi possível chegar a uma conclusão.
A uma semana da estreia do teatro imersivo sobre esta história, vamos voltar a abrir o caso num episódio especial do Podcast Plus “A Caça ao Estripador de Lisboa”. Como é que o Estripador conseguiu escapar? Que pontas soltas há ainda sobre este caso? Se os crimes acontecessem hoje, o que mudaria na investigação? E qual seria a probabilidade de o assassino ser apanhado?
Para tentar responder a estas perguntas, Maria João Simões conversa com Carlos Ademar Fonseca, antigo inspetor da brigada de Homicídios da Judiciária que investigou o caso do Estripador; a psicóloga Cristina Soeiro, que ainda hoje está na Polícia Judiciária, e ainda com a jornalista Tânia Pereirinha, que investigou e escreveu os guiões de “A Caça ao Estripador de Lisboa".
O espectáculo imersivo, que tem o mesmo título, estreia a 28 de Outubro no Centro Hindu de Lisboa, no Lumiar. Os bilhetes estão à venda aqui.
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No último episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, Fernando Silva Pais é libertado mas, de volta à casa da Rua de Moçambique, sente-se numa nova prisão.
Annie consegue estar presente nos últimos anos do pai, que não vai viver tempo suficiente para conhecer a sua sentença no julgamento do homicídio de Humberto Delgado.
Entretanto, também ela vai ficar doente. Diagnosticada com um cancro na mama, vai tentar continuar a trabalhar e encontrar refúgio e conforto nos amigos… e na mãe.
"Os Escândalos de uma Revolucionária" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Bárbara Branco e tem banda sonora original de Frankie Chávez.
Pode ouvir todos os episódios de "Os Escândalos de uma Revolucionária" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt. Pode assinar aqui.
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Annie volta a apaixonar-se, desta vez por um dos ministros de Fidel Castro. Conhece José Manuel Abrantes Fernandez há muito tempo. São amigos desde os tempos em que ainda era casada com Raymond e vivia na embaixada da Suíça. Mas só agora são um casal — se bem que nunca cheguem a viver juntos, tal como René Vallejo, Fernandez também é casado.
É justamente durante este período que o ministro cubano do Interior vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel, o chamado “Caso Ochoa”.
Um caso que envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar.
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Doze anos depois de ter entrado num avião com Raymond Quendoz rumo a Cuba, Annie vai ter finalmente motivos para voltar a Portugal pela primeira vez.
Com o pai preso em Caxias, regressa à casa da Rua de Moçambique mas não é para confortar a mãe: a filha do diretor da PIDE está de volta a Lisboa para viver e ajudar a fazer a revolução.
Convidada pelos revolucionários para trabalhar na 5.ª Divisão do Movimento das Forças Armadas — com o aval do próprio Fidel Castro —, Annie Silva Pais transforma-se numa espécie de ícone do 25 de Abril.
Mas, ao mesmo tempo, também vai fazer tudo o que está ao seu alcance para tentar salvar o pai.
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De volta a Havana, Annie instala-se sozinha num apartamento no bairro do Nuevo Vedado. É uma casa simples, sem os luxos a que estava habituada na embaixada da Suíça, que lhe é atribuída pelo regime cubano. A portuguesa que acaba de juntar-se à revolução não quer apenas ficar em Cuba, quer viver como uma verdadeira cubana.
Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Como ele não pode viajar para o país, vai enviar a mulher, para tentar convencer a filha a voltar para Portugal.
Só há um problema: Annie e a mãe nunca se deram bem. E não é agora que isso vai mudar.
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No segundo episódio de "Os Escândalos de uma Revolucionária", dois meses depois do desaparecimento, chegam finalmente a Lisboa notícias de Annie. Depois de aliviados, os Silva Pais ficam furiosos: a filha esteve sempre em Cuba, escondida do marido e dos amigos portugueses, numa casa do regime. Abandonou tudo para se juntar à luta de Fidel Castro e Che Guevara.
Nessa altura, Raymond Quendoz, que conheceu Annie em julho de 1960, depois de pôr um anúncio no Diário de Notícias, e se casou com ela três meses depois, já pediu o divórcio.
Pouco tempo depois de chegarem a Havana, foram juntos assistir a um discurso de Che Guevara. Logo nesse dia, o diplomata suíço apercebeu-se da devoção especial que a mulher parecia ter pelo ícone da revolução cubana. A partir daí, a situação só piorou: Annie chegou a cortar o cabelo como Che. E nunca mais usou o vestido decotado de renda, vermelho, que o próprio revolucionário lhe elogiou, numa festa em que estiveram juntos, na embaixada da Holanda em Havana.
Foi justamente a partir desse dia que a vida de Annie Silva Pais mudou para sempre.
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Outubro de 1965. Na estreia de "Os Escândalos de uma Revolucionária", o diplomata suíço Raymond Quendoz espera pela mulher na pista do aeroporto de Havana, mas a portuguesa Annie Silva Pais simplesmente não aparece.
Toda a gente quer saber onde está a portuguesa. Porque Annie não é só casada com um diplomata suíço. Também é filha de um dos homens mais importantes do Estado Novo, Fernando Silva Pais, o diretor da PIDE.
O desaparecimento de Annie vai dar origem a um mistério de dimensão internacional que vai mobilizar o responsável da CIA em Havana, o chefe dos serviços de segurança suíços, o mais alto representante de Portugal em Cuba, e até Salazar e Fidel Castro.
Durante meses, todas estas pessoas vão andar à procura de Annie. Todas, menos uma: há alguém que sabe muito bem onde ela está.
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Frankie Chavez é o autor da banda sonora original do novo Podcast Plus do Observador, "Os Escândalos de uma Revolucionária". Estreia a 15 de setembro.
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Narrado pelo ator Lourenço Ortigão, e com banda sonora original de HMB, “O Misterioso Engenheiro Jardim” conta a história de Jorge Jardim, o agente secreto que parecia um simples homem de negócios, mas liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e foi pai de um clã de mulheres aventureiras.
Entre os anos 50 e 70, Jardim participou em várias operações secretas da Índia ao Brasil, de Angola ao Congo. Mas foi em Moçambique que se fixou e que constituiu um verdadeiro império, que foi desde empresas a jornais ou mesmo aos aviões. Para além de participar em operações militares era também piloto e todas as filhas aprenderam a saltar de paraquedas. Teve 13 filhos, dos quais 10 raparigas, e foi o patriarca do famoso clã Jardim, pai das irmãs Cinha, Patucha, Carmo ou Mituxa.
Era fascinado pelo universo do agente secreto James Bond, mas via-se a ele próprio como um “Lawrence da Arábia”: um homem preso entre dois mundos, que vai acabar por defender a independência de Moçambique.
Narração: Lourenço Ortigão
Banda sonora: HMB
Guião e entrevistas: João Santos Duarte
Sonoplastia e pós-produção áudio: Mariana Sousa Aguiar
Design Gráfico: Miguel Feraso Cabral.
Edição: João Santos Duarte e Tânia Pereirinha
Coordenação: Miguel Pinheiro, Filomena Martins, Pedro Jorge Castro, Ricardo Conceição e Sara Antunes de Oliveira.