Julie, de Philippe Boesmans, revisita a peça de Strindberg numa ópera em que o desejo, o poder e a violência íntima se entrelaçam num jogo sem retorno. Entre a música intensa e a dramaturgia de uma paixão que implode, a ópera expõe as fragilidades humanas e o limite das convenções sociais. Para aprofundar este universo, ouvimos Catarina Molder, diretora artística do Operafest, que nos conduz pela história da ópera e pela forma como esta arte, tantas vezes desconhecida do grande público, continua a reinventar-se e a interpelar o presente… e ficar a conhecer melhor a dramaturgia musical de Boesmans.