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Você já teve tanta certeza de algo que esqueceu de considerar outra possibilidade? Essa história vai te mostrar como, às vezes, o que nos bloqueia não é o obstáculo, é a forma como vivemos. Há muito tempo, numa floresta tão densa de névoa que parecia que o céu tinha descido à terra, três homens cegos caminhavam juntos, guiados apenas por suas bengalas e os seus corações. O caminho era irregular, o vento carregava histórias que eles não conseguiam ver. Mas ainda assim, seguiram, passo a passo, com cuidado, até que de repente pararam. Algo enorme bloqueava a passagem. O primeiro homem estendeu os braços, Os seus dedos deslizaram por uma superfície curvada com marcas de água seca e madeira gasta. Isso é um barco. Virado, ele afirmou, deve ter sido abandonado aqui depois de uma tempestade. O segundo homem estendeu os braços e os seus dedos encontraram algo robusto, levemente curvado, com marcas profundas ao longo da superfície. Ele passou a mão com atenção, sentindo relevo sobre os seus dedos. É uma antiga escultura de madeira, ele disse, algum artefato esquecido com histórias gravadas no seu corpo, deve ser valioso. O terceiro homem andou até o outro lado, onde galhos espinhosos arranharam a pele dele. Ele recuou, depois tocou de novo confuso. Não vocês tão enganados, é um arbusto cheio de espinhos retorcidos e selvagem. Eles ficaram em silêncio por um tempo, até a frustração tomar conta. Cada um agarrado à sua versão. As vozes se exaltaram, os dedos apontaram, os corações se fecharam. Foi quando uma voz suave rompeu a névoa. Por que vocês estão discutindo? perguntou um monge com passos leves. Os homens se viraram surpresos com a voz. Cada um de vocês enxerga uma parte da verdade, disse o monge. Mas ninguém vê o todo. Recuem, falem, compartilhem o que perceberam. E assim eles fizeram. Um falou da casca, outro da pedra, o último dos espinhos. Com cada descrição, o cenário foi se formando, até que a ilusão caiu. Não era um barco, nem uma escultura, nem um arbosto. Era um tronco caído, enorme e largo, atravessando o caminho como um gigante adormecido. Juntos eles colocaram. As mãos sobre ele novamente. Não pra discutir, mas pra compreender. E eles empurraram. E ele se moveu. E assim, o caminho se abriu. Eles seguiram em frente. Não apenas três homens na névoa, mas três mentes em harmonia. Se a gente parar pra observar, todos nós em algum momento encontramos algo que parece nos bloquear. Um conflito que a gente não consegue resolver, uma meta que parece impossível, ou uma verdade da qual a gente não consegue abrir mão. Mas e se o que você vê for só um fragmento? E se o medo for só um pedaço da história, a raiva ou outra? O orgulho ou o restante? Quando a gente se fecha, nós ficamos presos. Mas quando a gente tem coragem de escutar, de somar visões. Algo muda, o peso se torna leve, o bloqueio move disso e o caminho se abre. Às vezes o que te impede de seguir não é o obstáculo, é a história que você contou sobre ele. E lembre-se que sozinho você enxerga um pedaço, mas juntos a gente vê o todo. E muitas vezes conseguimos mover o que parecia impossível.
By Grupo ArautoVocê já teve tanta certeza de algo que esqueceu de considerar outra possibilidade? Essa história vai te mostrar como, às vezes, o que nos bloqueia não é o obstáculo, é a forma como vivemos. Há muito tempo, numa floresta tão densa de névoa que parecia que o céu tinha descido à terra, três homens cegos caminhavam juntos, guiados apenas por suas bengalas e os seus corações. O caminho era irregular, o vento carregava histórias que eles não conseguiam ver. Mas ainda assim, seguiram, passo a passo, com cuidado, até que de repente pararam. Algo enorme bloqueava a passagem. O primeiro homem estendeu os braços, Os seus dedos deslizaram por uma superfície curvada com marcas de água seca e madeira gasta. Isso é um barco. Virado, ele afirmou, deve ter sido abandonado aqui depois de uma tempestade. O segundo homem estendeu os braços e os seus dedos encontraram algo robusto, levemente curvado, com marcas profundas ao longo da superfície. Ele passou a mão com atenção, sentindo relevo sobre os seus dedos. É uma antiga escultura de madeira, ele disse, algum artefato esquecido com histórias gravadas no seu corpo, deve ser valioso. O terceiro homem andou até o outro lado, onde galhos espinhosos arranharam a pele dele. Ele recuou, depois tocou de novo confuso. Não vocês tão enganados, é um arbusto cheio de espinhos retorcidos e selvagem. Eles ficaram em silêncio por um tempo, até a frustração tomar conta. Cada um agarrado à sua versão. As vozes se exaltaram, os dedos apontaram, os corações se fecharam. Foi quando uma voz suave rompeu a névoa. Por que vocês estão discutindo? perguntou um monge com passos leves. Os homens se viraram surpresos com a voz. Cada um de vocês enxerga uma parte da verdade, disse o monge. Mas ninguém vê o todo. Recuem, falem, compartilhem o que perceberam. E assim eles fizeram. Um falou da casca, outro da pedra, o último dos espinhos. Com cada descrição, o cenário foi se formando, até que a ilusão caiu. Não era um barco, nem uma escultura, nem um arbosto. Era um tronco caído, enorme e largo, atravessando o caminho como um gigante adormecido. Juntos eles colocaram. As mãos sobre ele novamente. Não pra discutir, mas pra compreender. E eles empurraram. E ele se moveu. E assim, o caminho se abriu. Eles seguiram em frente. Não apenas três homens na névoa, mas três mentes em harmonia. Se a gente parar pra observar, todos nós em algum momento encontramos algo que parece nos bloquear. Um conflito que a gente não consegue resolver, uma meta que parece impossível, ou uma verdade da qual a gente não consegue abrir mão. Mas e se o que você vê for só um fragmento? E se o medo for só um pedaço da história, a raiva ou outra? O orgulho ou o restante? Quando a gente se fecha, nós ficamos presos. Mas quando a gente tem coragem de escutar, de somar visões. Algo muda, o peso se torna leve, o bloqueio move disso e o caminho se abre. Às vezes o que te impede de seguir não é o obstáculo, é a história que você contou sobre ele. E lembre-se que sozinho você enxerga um pedaço, mas juntos a gente vê o todo. E muitas vezes conseguimos mover o que parecia impossível.