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Seja bem-vinda, bem-vindo e bem-vinde à nossa viagem pela célula! Neste episódio, vamos perseguir um RNA mensageiro. Um pequeno resumo: na nossa primeira parada, o Núcleo, a gente encontrou limitações na inclusão de células femininas na pesquisa biomédica. Dizer que uma célula é feminina não significa muita coisa, ou melhor, pode significar muitas coisas diferentes. E também esbarramos nos perigos, científicos e sociais, de nos limitarmos às opções masculino e feminino. Mas continuo me perguntando se escolher uma célula atribuída como feminina pode ser uma mudança positiva para o avanço da saúde das mulheres.
Por isso, estamos perseguindo essa pequena cópia do material genético, o RNA. Ele carrega parte das informações para fora do Núcleo. As orientações que vêm do material genético serão traduzidas em proteínas. São elas, as proteínas, que comandam a estrutura e funcionamento da célula. Vamos ver o que é produzido a partir da utilização de uma célula atribuída como feminina.
Será que o sexo do modelo determina de quem é o corpo que está sendo considerado na pesquisa biomédica? Faz diferença isso para outros corpos, de outros sexos, outras raças? Escolher uma célula marcada como feminina pode direcionar a pesquisa a favor dos interesses das mulheres?
Vem comigo se perder e se encontrar pelo Retículo Endoplasmático?
Mais Informações
Transcrição completa do episódio
Currículo Bruno Paranhos
Currículo Aryella Maryah Couto Correa
Materiais Extras
MANICA, Daniela Tonelli; ASENSI, Karina Dutra; MAZZARELLI, Gaia; et al. Gender bias and menstrual blood in stem cell research: A review of pubmed articles (2008–2020). Frontiers in Genetics, v. 13, 2022.
MANICA, Daniela Tonelli. PEREIRA, Brunno Souza Toledo. Células-tronco adultas, potências condicionadas e biotecnologias de transformação. In: Rohden, Fabíola. Pusseti, Chiara. Roca, Alejandra (org.). Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades. Brasília, DF: Aba Publicações, 2021.
MANICA Daniela Tonelli. Menstrual blood in stem cell research: “gender trouble” and governance. In:18th IUAES World, 2018, Florianópolis. Congress Conference Proceedings 18th IUAES World Congress, 2018, p. 1394 -1400.
MANICA, Daniela Tonelli. Estranhas entranhas: de antropologias, e úteros. Amazônica – Revista de Antropologia, v. 10, n. 1, p. 22–41, 2018.
GARCIA-SIFUENTES, Yesenia; MANEY, Donna L. Reporting and misreporting of sex differences in the biological sciences. eLife, v. 10, p. e70817, 2021.
PLEVKOVA, J.; BROZMANOVA, M.; HARSANYIOVA, J.; et al. Various aspects of sex and gender bias in biomedical research. Physiological Research, v. 69, n. Suppl 3, p. S367–S378, 2020.
KARP, Natasha A; REAVEY, Neil. Sex bias in preclinical research and an exploration of how to change the status quo. British Journal of Pharmacology, v. 176, n. 21, p. 4107–4118, 2019.
BENJAMIN, Ruha. People’s science: bodies and rights on the stem cell frontier. Stanford (Calif.): Stanford university press, 2013.
SCHIEBINGER, Londa L. Has feminism changed science? Cambridge, Mass: Harvard University Press, 1999.
NIEMANN, Tarek; GREINER, Johannes F.W.; KALTSCHMIDT, Christian; et al. EPO regulates neuronal differentiation of adult human neural-crest derived stem cells in a sex-specific manner. BMC Neuroscience, v. 24, n. 1, p. 19, 2023.
RANDOLPH, Lauren N.; BAO, Xiaoping; ODDO, Michael; et al. Sex-dependent VEGF expression underlies variations in human pluripotent stem cell to endothelial progenitor differentiation. Scientific Reports, v. 9, n. 1, p. 16696, 2019.
LI, Yanhui; WEN, Yan; GREEN, Morgaine; et al. Cell sex affects extracellular matrix protein expression and proliferation of smooth muscle progenitor cells derived from human pluripotent stem cells. Stem Cell Research & Therapy, v. 8, n. 1, p. 156, 2017
MEYFOUR, Anna; ANSARI, Hassan; PAHLAVAN, Sara; et al. Y Chromosome Missing Protein, TBL1Y, May Play an Important Role in Cardiac Differentiation. Journal of Proteome Research, v. 16, n. 12, p. 4391–4402, 2017.
LEE, Won-Jae; LEE, Seung-Chan; LEE, Jeong-Hyun; et al. Differential regulation of senescence and in vitro differentiation by 17³-estradiol between mesenchymal stem cells derived from male and female mini-pigs. Journal of Veterinary Science, v. 17, n. 2, p. 159, 2016.
PUNDOLE, Xerxes N.; BARBO, Andrea G.; LIN, Heather; et al. Increased Incidence of Fractures in Recipients of Hematopoietic Stem-Cell Transplantation. Journal of Clinical Oncology, v. 33, n. 12, p. 1364–1370, 2015
NGUYEN, Thong Ba; LAC, Quan; ABDI, Lovina; et al. Harshening stem cell research and precision medicine: The states of human pluripotent cells stem cell repository 155 diversity, and racial and sex differences in transcriptomes. Frontiers in Cell and Developmental Biology, v. 10, p. 1071243, 2023.
KEZER, Camille A.; SIMONETTO, Douglas A.; SHAH, Vijay H. Sex Differences in Alcohol Consumption and Alcohol-Associated Liver Disease. Mayo Clinic Proceedings, v. 96, n. 4, p. 1006–1016, 2021.
SKLOOT, Rebecca. A vida imortal de Henrietta Lacks. 1 ed. Nova Iorque: Companhia das Letras, 2011.
CASTRO, Rosana. Economias políticas da doença e da saúde: uma etnografia da experimentação farmacêutica. São Paulo: Hucitec Editora, 2020.
Expediente de Produção
Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica
Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: [email protected]
By MundaréuSeja bem-vinda, bem-vindo e bem-vinde à nossa viagem pela célula! Neste episódio, vamos perseguir um RNA mensageiro. Um pequeno resumo: na nossa primeira parada, o Núcleo, a gente encontrou limitações na inclusão de células femininas na pesquisa biomédica. Dizer que uma célula é feminina não significa muita coisa, ou melhor, pode significar muitas coisas diferentes. E também esbarramos nos perigos, científicos e sociais, de nos limitarmos às opções masculino e feminino. Mas continuo me perguntando se escolher uma célula atribuída como feminina pode ser uma mudança positiva para o avanço da saúde das mulheres.
Por isso, estamos perseguindo essa pequena cópia do material genético, o RNA. Ele carrega parte das informações para fora do Núcleo. As orientações que vêm do material genético serão traduzidas em proteínas. São elas, as proteínas, que comandam a estrutura e funcionamento da célula. Vamos ver o que é produzido a partir da utilização de uma célula atribuída como feminina.
Será que o sexo do modelo determina de quem é o corpo que está sendo considerado na pesquisa biomédica? Faz diferença isso para outros corpos, de outros sexos, outras raças? Escolher uma célula marcada como feminina pode direcionar a pesquisa a favor dos interesses das mulheres?
Vem comigo se perder e se encontrar pelo Retículo Endoplasmático?
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Currículo Bruno Paranhos
Currículo Aryella Maryah Couto Correa
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MANICA, Daniela Tonelli; ASENSI, Karina Dutra; MAZZARELLI, Gaia; et al. Gender bias and menstrual blood in stem cell research: A review of pubmed articles (2008–2020). Frontiers in Genetics, v. 13, 2022.
MANICA, Daniela Tonelli. PEREIRA, Brunno Souza Toledo. Células-tronco adultas, potências condicionadas e biotecnologias de transformação. In: Rohden, Fabíola. Pusseti, Chiara. Roca, Alejandra (org.). Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades. Brasília, DF: Aba Publicações, 2021.
MANICA Daniela Tonelli. Menstrual blood in stem cell research: “gender trouble” and governance. In:18th IUAES World, 2018, Florianópolis. Congress Conference Proceedings 18th IUAES World Congress, 2018, p. 1394 -1400.
MANICA, Daniela Tonelli. Estranhas entranhas: de antropologias, e úteros. Amazônica – Revista de Antropologia, v. 10, n. 1, p. 22–41, 2018.
GARCIA-SIFUENTES, Yesenia; MANEY, Donna L. Reporting and misreporting of sex differences in the biological sciences. eLife, v. 10, p. e70817, 2021.
PLEVKOVA, J.; BROZMANOVA, M.; HARSANYIOVA, J.; et al. Various aspects of sex and gender bias in biomedical research. Physiological Research, v. 69, n. Suppl 3, p. S367–S378, 2020.
KARP, Natasha A; REAVEY, Neil. Sex bias in preclinical research and an exploration of how to change the status quo. British Journal of Pharmacology, v. 176, n. 21, p. 4107–4118, 2019.
BENJAMIN, Ruha. People’s science: bodies and rights on the stem cell frontier. Stanford (Calif.): Stanford university press, 2013.
SCHIEBINGER, Londa L. Has feminism changed science? Cambridge, Mass: Harvard University Press, 1999.
NIEMANN, Tarek; GREINER, Johannes F.W.; KALTSCHMIDT, Christian; et al. EPO regulates neuronal differentiation of adult human neural-crest derived stem cells in a sex-specific manner. BMC Neuroscience, v. 24, n. 1, p. 19, 2023.
RANDOLPH, Lauren N.; BAO, Xiaoping; ODDO, Michael; et al. Sex-dependent VEGF expression underlies variations in human pluripotent stem cell to endothelial progenitor differentiation. Scientific Reports, v. 9, n. 1, p. 16696, 2019.
LI, Yanhui; WEN, Yan; GREEN, Morgaine; et al. Cell sex affects extracellular matrix protein expression and proliferation of smooth muscle progenitor cells derived from human pluripotent stem cells. Stem Cell Research & Therapy, v. 8, n. 1, p. 156, 2017
MEYFOUR, Anna; ANSARI, Hassan; PAHLAVAN, Sara; et al. Y Chromosome Missing Protein, TBL1Y, May Play an Important Role in Cardiac Differentiation. Journal of Proteome Research, v. 16, n. 12, p. 4391–4402, 2017.
LEE, Won-Jae; LEE, Seung-Chan; LEE, Jeong-Hyun; et al. Differential regulation of senescence and in vitro differentiation by 17³-estradiol between mesenchymal stem cells derived from male and female mini-pigs. Journal of Veterinary Science, v. 17, n. 2, p. 159, 2016.
PUNDOLE, Xerxes N.; BARBO, Andrea G.; LIN, Heather; et al. Increased Incidence of Fractures in Recipients of Hematopoietic Stem-Cell Transplantation. Journal of Clinical Oncology, v. 33, n. 12, p. 1364–1370, 2015
NGUYEN, Thong Ba; LAC, Quan; ABDI, Lovina; et al. Harshening stem cell research and precision medicine: The states of human pluripotent cells stem cell repository 155 diversity, and racial and sex differences in transcriptomes. Frontiers in Cell and Developmental Biology, v. 10, p. 1071243, 2023.
KEZER, Camille A.; SIMONETTO, Douglas A.; SHAH, Vijay H. Sex Differences in Alcohol Consumption and Alcohol-Associated Liver Disease. Mayo Clinic Proceedings, v. 96, n. 4, p. 1006–1016, 2021.
SKLOOT, Rebecca. A vida imortal de Henrietta Lacks. 1 ed. Nova Iorque: Companhia das Letras, 2011.
CASTRO, Rosana. Economias políticas da doença e da saúde: uma etnografia da experimentação farmacêutica. São Paulo: Hucitec Editora, 2020.
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Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica
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