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Você já se perguntou como os medicamentos que você toma são testados? São anos de pesquisa pré-clínica com modelos de células, em animais, e mais alguns anos em ensaios clínicos com humanos. Antes disso, são décadas de pesquisa básica. Existe um tipo de célula que pode estar presente em todas essas etapas da pesquisa em tecnologias em saúde, da pesquisa básica à clínica: as células-tronco.
E se eu te contasse que no sangue menstrual é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem escolhidas como modelo experimental em um laboratório? As células mesenquimais do sangue menstrual são abundantes, de fácil obtenção, super resistentes e rápidas de serem cultivadas. Mas… elas quase não são utilizadas!
Mesmo existindo diversos corpos que menstruam e mulheres que não menstruam, essas células são entendidas como femininas e, por isso, são descartadas como um modelo possível. Só que, ao mesmo tempo, a pesquisa biomédica tem uma preferência histórica por modelos masculinos. Cientistas justificam que é possível extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma célula dita masculina não é uma barreira, qual é então o problema de se escolher uma célula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferença?
Nessa série de podcast, eu, Fernanda Mariath, vou te levar em uma viagem pela célula! E a partir das organelas, as partes pequeninhas dentro dela, vou te contar sobre as células do sangue menstrual e trazer discussões feministas sobre a pesquisa biomédica com células-tronco.
Vem comigo por uma viagem pela célula?
Materiais Extras
Transcrição completa do episódio
Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco”
Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular
Revisão sobre a proporção de artigos com as células do sangue menstrual nas publicações com células mesenquimais
Expediente de produção:
Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica
Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: [email protected]
By MundaréuVocê já se perguntou como os medicamentos que você toma são testados? São anos de pesquisa pré-clínica com modelos de células, em animais, e mais alguns anos em ensaios clínicos com humanos. Antes disso, são décadas de pesquisa básica. Existe um tipo de célula que pode estar presente em todas essas etapas da pesquisa em tecnologias em saúde, da pesquisa básica à clínica: as células-tronco.
E se eu te contasse que no sangue menstrual é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem escolhidas como modelo experimental em um laboratório? As células mesenquimais do sangue menstrual são abundantes, de fácil obtenção, super resistentes e rápidas de serem cultivadas. Mas… elas quase não são utilizadas!
Mesmo existindo diversos corpos que menstruam e mulheres que não menstruam, essas células são entendidas como femininas e, por isso, são descartadas como um modelo possível. Só que, ao mesmo tempo, a pesquisa biomédica tem uma preferência histórica por modelos masculinos. Cientistas justificam que é possível extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma célula dita masculina não é uma barreira, qual é então o problema de se escolher uma célula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferença?
Nessa série de podcast, eu, Fernanda Mariath, vou te levar em uma viagem pela célula! E a partir das organelas, as partes pequeninhas dentro dela, vou te contar sobre as células do sangue menstrual e trazer discussões feministas sobre a pesquisa biomédica com células-tronco.
Vem comigo por uma viagem pela célula?
Materiais Extras
Transcrição completa do episódio
Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco”
Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular
Revisão sobre a proporção de artigos com as células do sangue menstrual nas publicações com células mesenquimais
Expediente de produção:
Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica
Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: [email protected]

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