O sarampo, doença que por décadas foi uma preocupação comum na infância, parecia ter ficado no passado graças à vacinação em massa. Mas o cenário mudou: até 18 de julho de 2026, as Américas já registravam 47.459 casos confirmados em 16 países e um território, além de 44 mortes, mais de três vezes o total registrado em todo o ano de 2025. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram cerca de 95% dos casos, e a Opas classifica como muito alto o risco à saúde pública na região.
Mas como uma doença que pode ser evitada com vacina voltou a circular com tanta força?
No Brasil, a circulação do sarampo em São Paulo aumentou a preocupação de quem pretende viajar ao estado, seja a trabalho ou a passeio. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde orientou que pessoas de 6 meses a 59 anos que estejam na capital, em Guarulhos ou em São Bernardo do Campo e não estejam vacinadas possam receber o imunizante, mesmo que não residam nessas cidades. Em São Paulo, há registros de 23 casos de sarampo em 2026.
A baixa cobertura vacinal, o aumento do número de pessoas suscetíveis e a transmissão persistente estão entre os principais fatores. O país mantém a certificação de eliminação do sarampo, mas a circulação do vírus em países vizinhos aumenta o risco de casos importados e reforça a importância de manter a vacinação em dia.
Por isso mesmo o Interessa Podcast recebe o pediatra e epidemiologista Dr. José Geraldo Leite Ribeiro, do Hermes Pardini, para explicar por que o sarampo é tão contagioso, quais são os sintomas, quem está mais vulnerável a complicações e como funciona a vacinação.
O programa começa às 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre no YouTube.
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