Quando a Esperança Vira Corpo
No final das contas, o milagre não é o fio que volta. É o olhar que muda.
É o paciente que, mesmo depois de tanto, se permite seguir cuidando. Que se ajoelha diante do mistério do próprio corpo e, ao invés de exigir respostas, aprende a habitar a pergunta.
Esse paciente não espera mais que os cabelos o façam belo. Ele os trata com respeito — porque já se reconhece inteiro.
E talvez seja isso, afinal, o que chamamos de cura.