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Hoje eu quero conversar sobre algo que, confesso, também faz parte da minha vida: postar nas redes sociais.
Trabalho com comunicação, então é natural que eu seja ativo, que compartilhe momentos, ideias, acontecimentos. Faz parte do meu trabalho e, sim, também do meu prazer em dividir coisas boas.
Mas mesmo assim, às vezes eu paro e penso: será que não estamos vivendo um tempo em que tudo precisa ser mostrado?
Se comemos algo gostoso, a foto vai pro celular. Se acontece algo engraçado, corre para as redes. Se o domingo é especial, ele só parece completo quando vira postagem.
Não há nada de errado em compartilhar. Pelo contrário: é bom quando nossas alegrias alcançam outras pessoas. Mas será que a felicidade só existe quando alguém vê? Ou será que existem momentos que ficam ainda mais valiosos quando guardados só pra gente e pra quem estava ali?
Lembro de cenas simples…
Um churrasco em família, o cheiro da carne no pátio, conversa fiada, risada alta — e nada de celular na mão. Um domingo preguiçoso, com todo mundo na sala ou na garagem, cada um na sua, mas junto. Um chimas na casa dos parentes - que, diga-se de passagem, visitávamos bem mais, que ficava registrado só na memória e no coração.
Hoje, parece que o silêncio incomoda. A casa precisa ter barulho, a rua precisa ter movimento, o celular precisa vibrar. Mas é no silêncio que a gente ouve o que mais importa: o que o outro tem pra dizer… e o que o nosso próprio coração quer falar.
Pais, talvez hoje seja o dia de ouvir seu filho contando algo sem olhar para a tela. Filhos, talvez seja a hora de aproveitar o conselho do pai ou da mãe, sem estar com pressa. Famílias, talvez seja o momento de uma boa conversa de fim de tarde, com o celular esquecido no canto.
O silêncio não é vazio. Ele é espaço. Espaço para sentir, pensar, e guardar lembranças. A felicidade não precisa de curtidas. Ela precisa de presença.
E talvez, o maior presente que possamos dar a quem amamos… seja justamente esse: desligar um pouco o mundo lá fora, para ouvir — e viver — de verdade o mundo aqui dentro.
Semana concluída aqui no Bom Dia Arauto.
Estar nesta bancada é entrar na casa, no carro, na lavoura…
e também no coração de quem nos ouve!
É levar notícia que esclarece, palavra que emociona
e aquela reflexão boa que fica ecoando.
Obrigado por nos deixar fazer parte da tua vida.
O rádio é som. É presença. É companhia.
E com ele ligado…
tudo ganha mais vida!
By Grupo ArautoHoje eu quero conversar sobre algo que, confesso, também faz parte da minha vida: postar nas redes sociais.
Trabalho com comunicação, então é natural que eu seja ativo, que compartilhe momentos, ideias, acontecimentos. Faz parte do meu trabalho e, sim, também do meu prazer em dividir coisas boas.
Mas mesmo assim, às vezes eu paro e penso: será que não estamos vivendo um tempo em que tudo precisa ser mostrado?
Se comemos algo gostoso, a foto vai pro celular. Se acontece algo engraçado, corre para as redes. Se o domingo é especial, ele só parece completo quando vira postagem.
Não há nada de errado em compartilhar. Pelo contrário: é bom quando nossas alegrias alcançam outras pessoas. Mas será que a felicidade só existe quando alguém vê? Ou será que existem momentos que ficam ainda mais valiosos quando guardados só pra gente e pra quem estava ali?
Lembro de cenas simples…
Um churrasco em família, o cheiro da carne no pátio, conversa fiada, risada alta — e nada de celular na mão. Um domingo preguiçoso, com todo mundo na sala ou na garagem, cada um na sua, mas junto. Um chimas na casa dos parentes - que, diga-se de passagem, visitávamos bem mais, que ficava registrado só na memória e no coração.
Hoje, parece que o silêncio incomoda. A casa precisa ter barulho, a rua precisa ter movimento, o celular precisa vibrar. Mas é no silêncio que a gente ouve o que mais importa: o que o outro tem pra dizer… e o que o nosso próprio coração quer falar.
Pais, talvez hoje seja o dia de ouvir seu filho contando algo sem olhar para a tela. Filhos, talvez seja a hora de aproveitar o conselho do pai ou da mãe, sem estar com pressa. Famílias, talvez seja o momento de uma boa conversa de fim de tarde, com o celular esquecido no canto.
O silêncio não é vazio. Ele é espaço. Espaço para sentir, pensar, e guardar lembranças. A felicidade não precisa de curtidas. Ela precisa de presença.
E talvez, o maior presente que possamos dar a quem amamos… seja justamente esse: desligar um pouco o mundo lá fora, para ouvir — e viver — de verdade o mundo aqui dentro.
Semana concluída aqui no Bom Dia Arauto.
Estar nesta bancada é entrar na casa, no carro, na lavoura…
e também no coração de quem nos ouve!
É levar notícia que esclarece, palavra que emociona
e aquela reflexão boa que fica ecoando.
Obrigado por nos deixar fazer parte da tua vida.
O rádio é som. É presença. É companhia.
E com ele ligado…
tudo ganha mais vida!