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Obra de Alex Vallauri pode estimular produção de grafites na escola


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O Dia Nacional do Grafite, celebrado em 27 de março, é em homenagem ao pioneiro desta arte no Brasil, Alex Vallauri, que morreu nesta data, em 1987, vítima de AIDS. Para reproduzir símbolos da cultura pop pelos muros de São Paulo, o grafiteiro utilizava máscaras vazadas. Essa técnica pode ser um caminho que permite percorrer o processo artístico de Vallauri ao longo das etapas do ensino básico. A proposta é defendida pela artista e educadora Christiana Moraes, que coordenou a produção de material destinado ao uso da obra do grafiteiro nas escolas, quando esteve à frente do setor Educativo do Museu de Arte Contemporânea da USP.

“Quanto ao grafite em si, dá para ensinar estêncil ou máscara, desde o primeiro ano do ensino fundamental I ao terceiro ano do ensino médio. Você pode ir ensinando a fazer estêncil e máscaras cada vez mais complexas; começar com uma forma mais simples e tornando mais difícil”.

No áudio, a bacharel em Gravura pela ECA/ USP traz diferentes abordagens para estudar a obra de Alex Vallauri, envolvendo disciplinas como artes, história, geografia e inglês. Christiana Moraes ressalta ainda que a falta de materiais específicos não deve ser um limitador para o estudo do grafite na escola. “Eu acho que a gente não pode se limitar nos materiais para não abordar o grafite, por exemplo. Não tenho o spray? Mas a gente pode fazer a máscara de papelão, usando um rolinho (esses rolinhos de espuma, de pintar parede), por exemplo”, explica.

Foto: A Rainha do Frango Assado em Pic-nic no Glicério, de Alex Vallauri (crédito: Kenji Ota/Fundação Bienal de São Paulo/Arquivo Histórico Wanda Svevo).

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