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Meu corpo, minhas regras. Uma frase tão falada que remete às dúvidas: de que corpos estamos falando? Quais regras são estabelecidas? Mulheres que buscam uma mudança de vida a partir do trabalho sexual enfrentam a objetificação, a precariedade e o silêncio. Um movimento que já existe no Brasil há mais de 30 anos, o putafeminismo ainda é negligenciado dentro dos movimentos. Neste episódio falamos um pouco a respeito.
Monique Prada - Ex-trabalhadora sexual, escritora, ativista feminista, consultora da ONU Mulheres
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O transfeminismo não é apenas uma corrente teórica, é um movimento importante dentro do feminismo que gostaríamos de construir. A população trans enfrenta desafios para além da identidade de gênero, como a transfobia, a precarização do trabalho e o viver em sociedade. Situações como o liberalismo, a falta de consciência de classe e a necessidade de uma mobilização política direcionada são pontos que revisitamos neste episódio sob um olhar transmilitante.
Hailey Kaas (site transfeminismo.com) Transfeminista, tradutora, escritora e pesquisadora.
Quando buscamos sobre feminismo radical nas redes encontramos um espaço de disputa discursivo que envolve construções sociais e preconceitos. O que não encontramos é que existem vertentes dentro de uma vertente, ou seja, há várias formas de significar o feminismo radical e há outras que devemos afastar.
Beatriz Pagliarini Bagagli - Doutoranda em linguística pela Unicamp. Escreve para o transfeminismo.com e TransAdvocate Brasil. Pesquisa na área de análise do discurso temas referentes à subjetividade transgênera, a compreensão do sofrimento psíquico, corporalidades e feminismo radical.
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Neste episódio conversamos sobre a construção teórica sobre gênero e sua importância para a compreensão da Teoria Queer, uma teoria que debate sobre as construções de gênero, sexualidade e suas disputas conceituais dentro do que se conhece como feminino e feminista.
Maíra Marcondes Moreira - Psicanalista. Doutoranda em Processos Psicossociais pela PUC Minas. Autora do livro "O feminismo é feminino? A inexistência da Mulher e a subversão da identidade".
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O feminismo foi criado inicialmente pelas classes burguesas, mas a partir de certo momento, algumas mulheres perceberam que esse ideal de liberdade não atingia as mulheres trabalhadoras. A partir do momento que as mulheres passam a usar o materialismo histórico para entender a opressão das mulheres dentro de um sistema de classes, podemos entender que uma nova vertente chamada Feminismo Marxista surgiu. Com isso, os movimentos sociais contemporâneos ficam cada vez mais aliados à essa corrente teórica, pois não temos como falar de feminismo sem oprimir mulheres se este feminismo não for essencialmente anticapitalista.
Marília Moschkovisch – Socióloga, mestra e doutora pela Unicamp, pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos de Marcadores Sociais da Diferença (USP) e do Instituto Gerar de Psicanálise.
A ideia de feminismo liberal surge na Revolução Francesa com os ideais de liberdade que as mulheres buscavam fora dos espaços privados. Esse feminismo de primeira onda, que começa com acesso à educação e cultura, até alcançar o sufrágio, teve sua base teórica num momento que se falava em liberdade mas, com a ascensão do capitalismo, adquire novas roupagens. O que esta vertente significa no auge do capitalismo contemporâneo? O que a discussão do neoliberalismo repercute nas novas identidades e sua presença nos espaços políticos? Tudo está ligado à subordinação das mulheres e é o que queremos discutir neste episódio.
Camila Galetti - Mestra e doutoranda em Sociologia pela Universidade de Brasília. Militante do Coletivo Juntas/DF.
Livro Manuela D'Avila - Por que lutamos? Sorteado: Rodrigo Freitas
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Este ano foi realmente cheio de obstáculos, dificuldades, incertezas e um sem número de situações inesperadas, mas nos mantivemos fortes e perseverantes na busca da construção de um conteúdo feminista de qualidade e inclusivo durante todo o ano de 2020.
Estamos passando aqui pra avisar que estaremos de recesso nos próximos dias pra recompor as energias e planejar nossa ações pra 2021.
Neste mini episódio, seguem alguns recadinhos importantes pra você que acompanha o nosso trabalho e quer nos ajudar a produzir um conteúdo cada vez melhor.
Nossos episódios voltam em fevereiro.
Obrigada por tudo e que venha 2021!
Alice dos Santos, Amom Pires, Andreia Chulvis, Aristoteles Cardona, Barbara Miranda, Beatriz Sabô, Camila Lippi, Carolina Herrera, Cauisa Moura, Diego Lemos, Elisa Cruz, Fabris Martins, Gabriela Feijó, Geovane Monteiro, Giulia Losnak, Glaucia Luz, Gleyce Marcia, Jamille Lemos, Izabel Lima, Jean Carlos Oliveira, Josiane Sperançolo, Julia Machado, Julia Yoshino, Juliana dos Santos, Ligia Lila, Luciana Takara, Luizy Aparecida, Marcela Cintra, Marcia Costa, Márcio Vasquez, Maria Carolina Rodrigues, Maria José Rigotti, Marina Palma, Marina Sólon, Paloma Galvão, Paty Morimoto, Paula Duarte, Rafael Cavalcanti, Renata França, Rodrigo Azevedo e Tássia Gimenes.
Música utilizada na abertura do Episódio: I dunno by grapes (c) copyright 2008 Licensed under a Creative Commons Attribution (3.0) license. Ft: J Lang, Morusque
Em um ano de pandemia, acompanhamos muitas atrocidades vindas do sistema Judiciário. Um lugar que, em tese, deveria ser garantia de direitos, silenciou, condenou e oprimiu mulheres. Não é culpa da pandemia, mas de um sistema hierárquico, branco e patriarcal que existe desde a sua concepção. Neste episódio, conversamos sobre as moralidades do Judiciário ao garantir ou retirar direitos das mulheres.
Izabel Nuñes – Gaúcha mas escolheu o Rio de Janeiro para viver. É advogada e doutora em antropologia pela Universidade Federal Fluminense. Atua como pesquisadora no Instituto Nacional de Estudos Comparados em Administração de Conflitos, o INCT/InEAC e da FGV Direito Rio. Preside o Fórum Permanente de Antropologia e Sociologia do Direito na Escola da Magistratura do Rio de Janeiro, é coordenadora adjunta do IBCCRIM também no Rio de Janeiro e integra a Comissão de Defesa do Estado Democrático de Direito na OAB/RJ. É professora e pesquisadora e estuda o Sistema de Justiça desde uma perspectiva das ciências sociais.
Amom Albernaz, Aristoteles Cardona, Barbara Miranda, Carolina Herrera, Diego Lemos, Elisa Cruz, Fabris Martins, Geovane Monteiro, Giulia Losnak, Izabel Lima, Jean Carlos, Julia Yoshino, Juliana dos Santos, Luizy da Silva, Marcela Cintra, Marcia Costa, Marcio Vasquez, Maria Carolina Rodrigues, Maria José Rigotti, Marina Palma, Paty Morimoto, Paula Duarte, Rafael Cavalcanti, Rodrigo Azevedo e Tássia Gimenes.
Música utilizada na abertura do Episódio: I dunno by grapes (c) copyright 2008 Licensed under a Creative Commons Attribution (3.0) license. Ft: J Lang, Morusque
No segundo episódio dessa série de 3 episódios, vamos falar de uma revista feminista que desde a sua concepção luta pelo fim da violência contra mulheres e meninas e recentemente lançou um aplicativo que é uma utilidade pública na prevenção e combate a violência doméstica!
Carolina Oms –Jornalista, fazedora de playlists e sofredora por antecipação. Diretora-executiva da AZMina
Amom Albernaz, Aristoteles Cardona, Barbara Miranda, Carolina Herrera, Diego Lemos, Elisa Cruz, Fabris Martins, Geovane Monteiro, Giulia Losnak, Izabel Lima, Jean Carlos, Julia Yoshino, Juliana dos Santos, Luizy da Silva, Marcela Cintra, Marcia Costa, Marcio Vasquez, Maria Carolina Rodrigues, Maria José Rigotti, Marina Palma, Paty Morimoto, Paula Duarte, Rafael Cavalcanti, Rodrigo Azevedo e Tássia Gimenes.
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Música utilizada na abertura do Episódio: I dunno by grapes (c) copyright 2008 Licensed under a Creative Commons Attribution (3.0) license. Ft: J Lang, Morusque
Neste episódio trazemos um panorama sobre saúde pública e suas políticas integrativas. Em tempos de COVID, nunca se falou tanto na necessidade de políticas públicas, e quando falamos de mulheres que já vinham enfrentando dificuldades de acesso à saúde antes da pandemia a situação se agravou ainda mais, especialmente as que moram no interior do Brasil ou regiões rurais.
Raquel Marques – Feminista, mãe e bissexual, ativista há 20 anos. Sanitarista, mestre em Saúde Pública e Doutora em Medicina Preventiva, atualmente cursa graduação em Direito. Co-fundadora da ONG Artemis e Co-deputada lincenciada na Bancada Ativista no Estado de São Paulo.
Amom Albernaz, Aristoteles Cardona, Barbara Miranda, Carolina Herrera, Diego Lemos, Elisa Cruz, Fabris Martins, Geovane Monteiro, Giulia Losnak, Izabel Lima, Jean Carlos, Julia Yoshino, Juliana dos Santos, Luizy da Silva, Marcela Cintra, Marcia Costa, Marcio Vasquez, Maria Carolina Rodrigues, Maria José Rigotti, Marina Palma, Paty Morimoto, Paula Duarte, Rafael Cavalcanti, Rodrigo Azevedo e Tássia Gimenes.
Música utilizada na abertura do Episódio: I dunno by grapes (c) copyright 2008 Licensed under a Creative Commons Attribution (3.0) license. Ft: J Lang, Morusque
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