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Mês de férias costuma ser aquele para viajar, mas tem algo que sempre pega. Para mulheres que se aventuram a viajar sozinha, ou melhor, já decidiram viajar sem a presença de um homem, há assuntos que pouco se tem falado: dificuldades que enfrentamos, micro-violências, toque de recolher invisível, culpa. Enfrentar estigmas e preconceitos sociais torna cada vez mais o ato de viajar é um ato político para mulheres.
Jussara Pellicano - Designer, Fotógrafa e CEO da Sister Wave
Cris Evangelistta - Agente de Turismo e Blogueira
Pollyane Marques - Jornalista e Blogueira do canal Viaja gorda
Alice dos Santos, Marcia Costa, Jean Carlos, Eliza Cruz, Carolina da Silva, Bárbara Miranda, Fabricio Martins, Ligia Lila, Gleyce Marcia, Tássia Gimenes, Rafael Cavalcanti e Marina Solon. Seu apoio é fundamental para a continuidade do nosso projeto.
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Música utilizada na abertura do Episódio: I dunno by grapes (c) copyright 2008 Licensed under a Creative Commons Attribution (3.0) license. Ft: J Lang, Morusque
Ser gorda não é ser doente! Parece uma declaração óbvia, mas a realidade é que para as mulheres, ser gorda, muitas vezes significa sofrer um verdadeiro massacre em uma sociedade repleta de imposições de padrões estéticos. Onde abre-se mão da própria saúde física e, principalmente mental, para se encaixar em regras corporais para o pertencimento a um grupo social, a gordofobia causa estragos assustadores e em muitos casos, irreversíveis. As microagressões causadas pela natureza estrutural da gordofobia contribuem para a naturalização da ideia de que ser gorda está ligada a não ter saúde, por preguiça ou falta de força de vontade, quando sabemos que a não se trata disso.
Neste episódio abordamos assuntos como o convívio familiar, as relações amorosas, autoestima e a relação com o próprio corpo, o despreparo dos profissionais de saúde e muito mais.
Nátalie Fernandes do Coletivo Nós Por Nós
Marcela Rocha do Coletivo Boa, Garota!
Música utilizada na abertura do Episódio: I dunno by grapes (c) copyright 2008 Licensed under a Creative Commons Attribution (3.0) license. Ft: J Lang, Morusque
Brasil é um dos campeões em casamento infantil. Quem são essas meninas? Por que não falamos sobre isso? Neste episódio revelamos um pouco deste importante debate até a promulgação da recente lei que proibiu o casamento infantil. Mas será que basta que a lei seja promulgada? É preciso, antes de tudo, a mudança de mentalidade, de toda uma cultura de objetificação das meninas. O casamento infantil, além de crime, é a mutilação das crianças em suas potencialidades. Os números são assustadores e a lei é apenas o primeiro passo na busca pela liberdade de escolha dessas crianças. A erradicação do casamento infantil é mais uma luta que precisamos travar, não apenas pelo fim da recorrência de um crime grave, mas pelo empoderamento de meninas para que se tornem mulheres livres.
Elisa Cruz - mulher negra, feminista, Defensora Pública do Rio de Janeiro e colunista do Olhares Podcast
Música utilizada na abertura do Episódio: I dunno by grapes (c) copyright 2008 Licensed under a Creative Commons Attribution (3.0) license. Ft: J Lang, Morusque
Nós ja falamos de Maternidade e Feminismo no início do Olhares Podcast - esse debate já se desdobrou de tal maneira que maternidade não é mais um assunto discutido por nós só no dia das mães. As mães estão falando em quase todos os episódios e sempre possuem #Olhares importantes para a luta política das #mulheres.
A condição de mãe solo não resulta de uma escolha, não é fundada na liberdade. São os casos mais comuns na sociedade patriarcal brasileira. Mulheres cujos companheiros, ao terem notícia da gravidez ou após o nascimento da criança, abandonam ambos a mulher e o bebê ou até mesmo em situação marital tornam-se sós na criação das crianças.
Elisa Cruz - mulher negra, feminista, Defensora Pública do Rio de Janeiro e colunista do Olhares Podcast - twitter @elisaccruz
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Cio da Terra é um coletivo atuante há dois anos na região metropolitana de Belo Horizonte, composto por chilenas, colombianas, haitianas, peruanas, senegalesas e brasileiras reunidas por meio da sororidade, para promover inclusão e acolhimento. Descubra neste episódio quais as maiores dificuldades das mulheres que decidem migrar para o nosso país.
Nossas Convidadas
Paula Dornelas - jornalista e mestranda em ciências políticas, integrante do coletivo cio da terra
Caleidoscópio
• Episódio Mulheres Refugiadas
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O Coletivo Margarida Alves atua na formação política e na defesa de movimentos sociais, sindicatos, comunidades, ocupações urbanas e entidades do terceiro setor, tendo como horizonte a garantia dos direitos humanos, a transformação social e a construção de uma sociedade justa, fraterna e igualitária. Constantemente, os coletivos organizados e grupos que empenham resistência contra processos de marginalização e subalternização no campo e na cidade necessitam de assessoria jurídica. Ser ativista é trabalhar conjuntamente na transformação por meio de ações práticas.
Larissa Vieira, advogada popular do Coletivo Margarida Alves
Geovane Monteiro Pedrosa, Marina Solon, Rafael Cavalcanti e Tássia Gimenes. Seu apoio é fundamental para a continuidade do nosso projeto.
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Em desastres como o de Mariana (2015) e Brumadinho (2019) as mulheres exercem um papel fundamental no apoio, não só aos resgates, mas aos sobreviventes em situação de vulnerabilidade pela perda de entes queridos. Neste episódio falamos sobre o papel das mulheres na organização das ações do amparo aos sobreviventes e na coordenação do fluxo de voluntários, além do apoio na reconstrução das vidas das mulheres que sobreviveram desamparadas e devastadas pela perda.
Lilian Garate, Psicóloga Coordenadora da Comissão de Psicologia em Emergências e Desastres CRP - MG
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Fazer um evento para o público em geral já não é fácil, de podcasts é ainda mais complexo. Na posição de mulheres, nós trazemos olhares mais inclusivos para a formatação do evento, público alvo, temas e possíveis patrocinadores. Tudo é calculado, pensado, gerido, mas sempre temos surpresas. Lidar com o preconceito é a nossa tarefa mais difícil. Neste episódio, falamos um pouco sobre o processo de pensar temas e pessoas para trazer mais inclusão para eventos fora da podosfera.
Nossas convidadas:
Links citados neste episódio
Nosso agradecimento especial aos padrinhos e madrinhas:
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O ecofeminismo é uma vertente do feminismo que tem ganhado mais força nos últimos anos. Falar de movimentos de mulheres aliadas aos movimentos ambientais leva a crer que a luta feminista não se restringe apenas à defesa de mulheres, mas também de fêmeas não humanas, e direciona o protagonismo dessas lutadoras em todos os movimentos para descrever o quanto nossas necessidades estão interligadas, e o quanto a opressão de gênero está presente em diversas camadas que muitas vezes deixamos passar aos nossos olhos. A necessidade de discutir questões ambientais não se restringe às matas e florestas, mas às águas, à política sexual da carne, à defesa de povos tradicionais que tem nas mulheres todo um histórico de resgate e proteção.
Barbara Miranda - Feminista Vegana, Comunicadora e Co-produtora do Outras Mamas Podcast
Aline Sette - Feminista Vegana abolicionista
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Mobilidade, moradia, lazer, cultura, desporto, serviços públicos, espaços comuns, segurança pública: o "direito à cidade" é uma categoria abrangente que, analisada como um todo, dá uma medida de quão democrática ou não é uma cidade, especialmente para as mulheres.
Camila Galetti - doutoranda em sociologia, pesquisadora, feminista e ativista.
Amanda Kamanchek Lemos - comunicadora, produtora do documentário Chega de Fiu Fiu
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