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OPUS DEI OU OPUS HOMINIS?


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OBRA DE DEUS OU OBRA DE HOMENS?

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Tudo começou com Dawn Brown e seu polêmico Código de Da Vinci. Nessa ficção, o Opus Dei, uma das muitas “facções” do catolicismo, aparece como uma organização obscura que tenta ocultar a verdade sobre fatos do cristianismo primitivo, apelando até mesmo para o homicídio.

Claro que o livro mereceu a crítica do cristianismo em geral por ser uma evidente distorção histórica, mas o fato de envolver o nome dessa organização gerou um efeito dominó que culminou em uma série de outras obras, criticando essa organização de todos os modos. Agora, no entanto, não se tratava mais de ficção de alguma mente fértil, mas de ex-membros da instituição que, após uma convivência dolorosa dentro da mesma, resolveram romper com o silêncio e revelar o que havia por trás das cortinas e feridas de suas almas.

Entre os títulos surgidos, um dos mais recentes, o Opus Dei: os bastidores, foi um verdadeiro tsuname para a organização. É um “livro-denúncia”, por meio do qual ex-membros declaram guerra ao Opus. Um dos autores, Jean Lauand, é professor da Faculdade de Educação da USP e foi numerário da “obra” por 35 anos.

Outro livro que também merece ser citado é Opus Dei: a falsa obra de Deus, que traz o seguinte o subtítulo: “Alerta às famílias católicas”. Nessa obra, a mãe de um numerário fala em resgatar seu filho das garras da seita. Sua estrutura foi copiada de um manual para pais que tiveram seus filhos seqüestrados pelas drogas. Um de seus capítulos tem o sugestivo título: “Alerta! Meu filho foi capturado por eles. Que posso fazer?”. É fácil perceber o tom de revolta da autora, Elizabeth Silberstein, que publicou a obra à sua própria custa.

O site opus livre também causou grande impacto, pois foi criado por e para ex-numerários, para que possam contar suas dolorosas experiências e expor suas críticas ao Opus Dei. No referido site, a obra tem sido dissecada completamente e seus aspectos negativos têm sido revelados por vários prismas.

Dada a ausência de material sobre esse grupo religioso em literatura evangélica, Defesa da Fé não poderia deixar passar em branco essa oportunidade. O que segue é fruto da leitura de todas essas obras, entre outras que o leitor poderá consultar no final do artigo, na bibliografia.

O que é o Opus Dei?

Na Wikipédia, enciclopédia livre da Internet, temos a seguinte explicação: “O Opus Dei [‘Obra de Deus’, em latim] é uma instituição da Igreja Católica – uma Prelatura pessoal, assim declarada pelo papa João Paulo II -, conforme o Código de Direito Canônico – que diz ter como finalidade contribuir para a missão evangelizadora da Igreja [Católica]. O Opus Dei foi fundado por Josemaría Escrivá, em 2 de outubro de 1928. A sede da Prelatura do Opus Dei encontra-se em Roma, junto à Igreja do Prelado, atualmente sob a direção do Mons. Fernando Ocáriz Braña .

“O Opus Dei tem como lema encontrar Deus no trabalho e na vida cotidiana. Procura a santificação de cada cristão no trabalho cotidiano, nas tarefas de cada dia. Uma profunda tomada de consciência da chamada universal à santidade e do valor santificador do trabalho diário. Para essa finalidade, a Prelatura proporciona os meios de formação espiritual e atendimento pastoral aos próprios fiéis e também a muitas outras pessoas.


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Malhete PodcastBy Luiz Sérgio F. Castro