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Segundo a visão moderna, existe atualmente maior limitação do poder, que outrora, por conta da doutrina do direito divino dos reis, era arbitrário, imprevisível e essencialmente tirânico. Ainda de acordo com essa visão, afirma-se que o poder era exercido exclusivamente em favor dos governantes, mas que agora busca-se o bem comum, a igualdade e a justiça social para todos.
Mas será que é isso mesmo? Será que atualmente o poder é de fato exercido de forma menos arbitrária? Quem possui menos poder, a elite política atual ou os monarcas do passado?
E como o “interesse social”, o suposto objetivo de construir um mundo melhor e outros pretextos semelhantes podem se tornar as desculpas perfeitas para uma enorme expansão do poder?
Essas e outras perguntas foram abordadas no segundo episódio da série do Ordem Natural Podcast sobre o livro “O Poder”, de Bertrand de Jouvenel.
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Imagem: Triunvirato Assumindo o Poder em Nome do Príncipe de Orange, 21 de novembro de 1813, Jan Willem Pieneman, 1828.
Trilha sonora:
Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439.
Felix Mendelssohn, “Variations Sérieuses”, Op. 54, solo para piano.
Nos anos 70, Alexander Soljenítsin, escritor, dissidente soviético e ex-prisioneiro de campos de concentração comunistas, realizou uma série de conferências nos EUA e na Inglaterra, reunidas no livro “Warning to the West”. Nesses discursos, o autor contempla o futuro do Ocidente com base na experiência passada do seu país nativo, fazendo duras críticas à forma como as elites ocidentais têm lidado com as forças que constituem ameaças existenciais à nossa civilização. O autor também reflete sobre a perda das virtudes e da decadência moral do Ocidente, e também aborda as seguintes questões: Qual o maior perigo que o Ocidente atualmente enfrenta? Por que tanta cumplicidade das nossas elites com inimigos tão cruéis? Por que nós ainda subestimamos a maldade do comunismo e do movimento revolucionário? Essas e outras questões foram objeto de reflexão do presente episódio em nosso quadro "Ordem Natural descontruindo a modernidade".
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Imagem: Monge meditando ao luar perto de uma ruína, Frederik Marinus Kruseman, 1862
Trilha sonora:
Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439.
Felix Mendelssohn, “Variations Sérieuses”, Op. 54, solo para piano.
Ano eleitoral e novamente se reinicia o debate sobre a confiança nas pesquisas eleitorais e as formas de manipulação da opinião pública. Como são feitas as pesquisas eleitorais? Qual a importância das redes sociais no jogo político? Quais mudanças e tendências podemos observar no eleitorado brasileiro?
Além dessas tradicionais questões, temos também a presença das redes sociais como arena de guerra de informação e de expressão pública. Assim, Fake News, crise das instituições, regulação das redes sociais, polarização ideológica e declínio da velha mídia entram no debate e nas análises do comportamento eleitoral em relação à influência das pesquisas e das redes sociais.
Este é contexto do Ep.31 - Ordem Natural Entrevista, no qual entrevistamos o historiador e cientista político Adriano Cerqueira.
Imagem: The County Election, 1854, George Caleb Bingham, American, 1811–1879.
Trilha sonora: Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439.
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A nossa vida está sendo cada vez mais controlada, vigiada e dirigida pelo estado e pelas elites. As regulações minuciosas de todos os aspectos da nossa existência só aumentam, e de uma forma avassaladora. Sequer conseguimos acompanhar as novas regras, leis, decretos e decisões judiciais que nos afetam profundamente.
E, no entanto, pensamos que somos livres. Pensamos isso porque acreditamos em um dos mitos fundacionais de nosso tempo, aquele segundo o qual democracia significa o governo da maioria, e que o governo da maioria significa liberdade. Mas será que é isso mesmo?
Neste episódio iniciamos uma série sobre o livro “O Poder - História Natural de seu Crescimento“, de Bertrand de Jouvenel. Um clássico da ciência política e um dos livros mais esclarecedores para a compreensão dos nossos tempos.
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Imagem: O Despachante, Alphonse-Marie-Adolphe de Neuville, 1880.
Trilha sonora:
Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439.
Felix Mendelssohn, “Variations Sérieuses”, Op. 54, solo para piano.
Ultimamente, temos presenciado inúmeros casos de atuação política do poder judiciário. Este fenômeno tem sido caracterizado de diferentes modos: “ativismo judicial”, "judicialização da política", "ditatoga". "tirania judiciária".
Esse fenômeno, contudo, não é exclusivo do Brasil. Ele é o efeito do que ficou conhecido como “neoconstitucionalismo”, um movimento político-jurídico que permeia praticamente todo o ocidente.
O que é esse movimento? Quais são as suas origens históricas? Qual a relação entre o neoconstitucionalismo e o ativismo judicial? Representa um risco para segurança jurídica? É uma forma para que elites e minorias organizadas imponham a sua vontade sem passar pelo processo democrático?
Para obter as respostas dessas e de outras perguntas, ouça o nosso episódio 29, no qual entrevistamos o Doutor em Direito Marcos Paulo Fernandes de Araújo.
Imagem: O Gabinete do Advogado, Pieter de Bloot, 1628
Trilha sonora: Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439.
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O que Fiódor Dostoiévski pode nos ensinar sobre a condição moral do ser humano?
Neste episódio, o terceiro do nosso quadro “Inventário da Cultura”, analisaremos a obra “O Jogador” desse grande escritor russo.
Além do óbvio tema da psicologia do vício, a obra também suscita inúmeras reflexões acerca do comportamento humano. Entre outras coisas, O Jogador nos faz refletir sobre o vício não somente como compulsão, mas também como o oposto da virtude. Além disso, podemos, por analogia, compreender a mentalidade revolucionária por meio da mente de um jogador compulsivo.
Imagem: Dois homens jogando cartas do lado de fora de uma pousada rural, Vincent Malò (II) (atribuído a), 1650.
Trilha sonora:
Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439.
Felix Mendelssohn, “Variations Sérieuses”, Op. 54, solo para piano.
É possível realizar uma crítica ao capitalismo sem ser à luz de princípios da esquerda? Será que nós já estamos vivendo em um estado servil, no qual a maioria das pessoas, completamente desprovidas de sua autonomia econômica, são escravas ou semi-escravas de uma elite poderosa de proprietários?
Neste nosso Juízos Naturais, analisamos a obra O Estado Servil, de Hilaire Belloc, clássico do pensamento distributivista.
Imagem: “Paisagem com pescadores e agricultores cortando turfa na charneca baixa” de Hendrik Willem Schweickhardt, 1783.
Trilha sonora do podcast: Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439. Felix Mendelssohn, “Variations Sérieuses”, Op. 54, solo para piano.
Muito se fala que Marx foi deturpado e que a implementação prática do comunismo não seguiu corretamente a cartilha marxista; que os horrores dos regimes comunistas — como, por exemplo, os genocídios, as execuções em massa de dissidentes, miséria e fome extremas causadas pelas políticas socialistas, e o totalitarismo dos regimes — não passam de desvios que em nada mancham os nobres ideais comunistas.
Essa ideia tem algum fundamento nas obras marxistas?
Existe a possibilidade de dissidência e de diversidade sob o regime comunista tal como concebido por Marx e Engels?
É possível que um cidadão de um regime comunista mantenha uma esfera de liberdade, ou será que o comunismo é um ideal inerentemente totalitário?
Neste episódio, segunda parte da nossa análise do Manifesto Comunista, tentamos responder a essas e outras questões.
Imagem: Proletários de todos os países, uni-vos. Jan de Waardt, 1900.
Trilha sonora:
Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439.
Felix Mendelssohn, “Variations Sérieuses”, Op. 54, solo para piano.
De acordo com muitos esquerdistas, Cuba é um lugar maravilhoso para se viver. É o reino da justiça e da igualdade, e, se eventualmente existe alguma arbitrariedade por parte do governo, não é senão porque é necessário combater os inimigos da utopia revolucionária.
Mas será que é isso mesmo? Trata-se realmente de um país igualitário? Trata-se de um lugar em que o povo goza daquelas liberdades indispensáveis para uma vida digna?
E como são a saúde e a medicina cubana? A oitava maravilha do mundo ou será que a história é um pouco diferente?
Existe possibilidade de divergência de opinião em Cuba?
O que acontece com aqueles que ousam questionar e confrontar o governo?
Para obter a resposta dessas e de outras perguntas, ouça o nosso Ordem Natural Entrevista. Neste episódio, Lucas Azambuja e Rafael Madalozzo entrevistam Felipe Raul Ponce Arrieta, emigrante cubano.
Imagem: Paisagem com uma tempestade se aproximando, Matthijs Maris, após Barend Cornelis Koekkoek, 1849 - 1917.
Trilha sonora:
Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439.
Felix Mendelssohn, “Variations Sérieuses”, Op. 54, solo para piano.
Que Marx tenha criado o movimento político mais sanguinário e genocida da história, nenhuma pessoa sensata duvida. Mas será que existe algo na obra do Marx com o qual podemos concordar? Por exemplo, será que por trás de seus delírios revolucionários não há certos insights que nos ajudam na compreensão de certos fenômenos atuais, como o porquê de tantos conservadores estarem sendo implacavelmente perseguidos pelas grandes corporações?
Neste episódio do segmento "Vai Ler e Vai Estudar sobre o Marxismo", Lucas Azambuja e Rafael Madalozzo analisam o primeiro capítulo do Manifesto Comunista, chamando atenção para certos aspectos da obra que costumam passar despercebidos.
Imagem: Paisagem com Ruínas, Jacob Isaacksz van Ruisdael, 1650 - 1682
Trilha sonora:
Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439.
Felix Mendelssohn, “Variations Sérieuses”, Op. 54, solo para piano.
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