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“Fizemos eleições para capitão. Foi uma novidade. E fui eu o eleito”. Toni, velha glória do Benfica, recorda os jogos com adeptos encostados às balizas; as lutas para criar o sindicato dos jogadores, com Simões, Artur Jorge e Jorge Sampaio; os clubes que pagavam para livrar jogadores da tropa; o assédio dos partidos aos futebolistas; e a saída do estádio numa carrinha militar para fugir à multidão.
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Os taxistas que davam informações à PIDE. A revolta contra o uso obrigatório do boné. Os novos carros que surgiram com a revolução. A divisão política dos frequentadores da noite. A “pinga a mais” cobrada no aeroporto. E os miúdos pendurados nas portas para receberem 50 centavos dos clientes. O taxista Vítor Carvalhal é o convidado deste episódio de A Vida em Revolução.
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A manifestação pelos tuberculosos, a percentagem de comissão para quem comprava os termómetros no Santa Maria, as cunhas na carreira médica, os pedidos dos doentes, a aventura do serviço médico à periferia e as doenças que mudaram. A revolução nos hospitais contada pelo médico Artur Lopes, presidente do Comité Olímpico e dirigente histórico do ciclismo, que recorda ainda a polémica derrota de Joaquim Agostinho na volta à Espanha, em 1974.
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O ex-presidente do Sporting recorda: como foi preso duas vezes em março de 1975; os dias na cadeia em que fez greve e teve ajuda de marginais; o medo do juiz que o libertou; a fuga para Espanha; a ajuda aos membros da família Espírito Santo — e a desilusão com um funcionário que tinha apoiado e se virou contra ele.
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Pilotos a revistar pilotos para evitar a fuga de capitais. As mudanças nos passageiros. O início do fim do glamour e dos luxos. A senhora que verificava o aspeto do pessoal de bordo. E as lágrimas nos voos da ponte aérea Luanda-Lisboa. Lídia Maria, ex-hospedeira da TAP, recorda como o 25 de abril mudou a vida dentro dos aviões.
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Revoluções feitas em casa com divórcios. Ameaças de tareia para resolver problemas no Ministério do Trabalho. E a gestão política dos convites para as festas. Entrevista ao advogado (e forcado) João Nuno Azevedo Neves sobre o que mudou na Justiça em 1974/75, os colegas que escondeu em casa e a intimidação do Copcon.
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Foi o rosto da primeira (e longa) noite eleitoral na RTP, que contou com o apoio de “um computador do tamanho de um frigorífico”. Recorda o despedimento depois de Spínola ter avisado que não queria voltar a ver “o gajo das barbas” na televisão. Confessa que mentiu a Soares e a Cunhal para os conseguir ter no grande debate em 1975. E lembra o dia em que lhe iam bater porque o confundiram com Manuel Alegre.
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A procissão sem padre organizada pelo PCP. A sátira ao cardeal Cerejeira. As ocupações armadas dos seminários, com Dinis Almeida a entrar "de metralhadora em riste". A perda temporária da Rádio Renascença. E o cerco ao Patriarcado. Tudo contado pelo padre Armando Duarte, último sacerdote ordenado antes do 25 de Abril.
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A estilista Ana Salazar recorda a mudança da clientela, as alterações no sentido estético, os primeiros desfiles — e a influência de uma decisão de Vasco Gonçalves na expansão do negócio da moda.
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A vaidade de Spínola, a fuga para Espanha, o disfarce de Jorge Jardim, as ações do MDLP, a perseguição ao fado e um pedido de desculpa a João Braga. “Nunca fui fascista e tenho raiva a quem foi”
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Durante 5 meses, uma equipa do Observador fez dezenas de entrevistas a protagonistas do caso FP25 de Abril. Ouvimos magistrados, vítimas e operacionais para contar a história da organização…