Continuamos com esta nova série do Galiportus, dedicada a analisar a história de uma maneira simpática e muito vibrante. Buscamos chegar aos momentos históricos que uniram e separaram a Galiza e Portugal... e ainda aproximar-nos a essas pequenas histórias desconhecidas, as quais pertencem, quer de um passado longínquo, quer do último mês. Tudo é que faz parte da história: do Reino Suevo aos Irmandinhos, do Prestige às viagens do Vasco da Gama, dos contrabandistas da Raia aos perseguidos pelas ditaduras. E muito mais...
Hoje abordamos a maciça presença galega em Lisboa a finais de Sec. XIX e inícios do Séc. XX. Dados que falam de os galegos representarem quase 70% da quantidade de "estrangeiros" na capital, naquela altura. Eram milhares, a trabalharem como moços de fretes, aguadeiros, nos serviços da hostaleria ou moços de padeiros, que repartiam o pão pelas ruas. Em 1894, um conflito com a câmara lisboeta (que queria colocar mais importos na atividade comercial) acabou com greves e revoltas dos padeiros, recluídos na zona de Monsanto. O caso acabou com deportações, sofrimento... mas um orgulho de luta proletária de parte daqueles "montanheiros robustos", esses galegos que apenas tinham o esforço e o trabalho dos seus braços.